Média
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Muito bom filme sobre a relação de um mero ser humano com um grande personagem da história brasileira chamado Virgulino Vulgo lampião. Roteiro documentarista muito bem elaborado com a boa mistura de atuações com cenas reais. Vale muito a pena vê a cultura Nordestina em sua essência.
Benjamin Abrahão (Duda Mamberti) é um mascate libanês que decide filmar Lampião (Vasconcelos) e seu bando, contando com o apoio do Coronel João Libório (Cláudio Mamberti) e, não sem certa dificuldade, consegue fazê-lo. Porém, o que parecia a parte mais difícil da empreitada, que seriam as filmagens, estavam longe de sê-lo. Além de não mais conseguir ter acesso ao bando, Abrahão não possui mais o apoio de Libório e suas divídas crescem, enquanto o filme que realizou é proibido pela censura do Estado Novo, após ter sido assistido pelos homens do Tenente Lindalvo Rosas (Trindade), que se encontra obcecado com a missão de matar o cangaceiro.
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Curti descobrir a história incrível de Benjamin Abrahão, que atravessa o sertão dos anos 1930 para filmar Lampião e o grupo dele. O filme mostra um cangaço entoantemente moderno. Lampiao cuida da aparência dele e entende bem cedo o poder que a câmera pode ter sobre a imagem dele. A relação entre os dois homens é particularmente interessante: um possui as armas e a reputação; o outro, a câmera. A integração das verdadeiras imagens de Benjamin embrulha ainda mais a fronteira entre o homem e a legenda. Com a música e a disposição moderna do sertão, o filme ultrapassa assim o simples relato de Lampião para mostrar como as imagens participam da fabricação e da memória de um mito.
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