Em "No Passo da Cobra", o diretor transforma sua própria experiência em uma jornada de superação, acompanhando os desafios físicos e emocionais enfrentados durante a reabilitação após tornar-se tetraplégico. Entre limitações, descobertas e momentos de resistência, ele encontra na natureza um novo espaço para testar seus próprios limites. O ponto culminante dessa trajetória acontece na subida da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, uma experiência que exige cinco horas de esforço, determinação e coragem. Ao registrar cada etapa desse percurso, o filme constrói um relato íntimo sobre recuperação, autonomia e persistência, mostrando como enfrentar obstáculos pode também transformar profundamente a maneira de enxergar a vida.