Uma Missa para Dom Angélico documenta a trajetória do religioso que se tornou uma das principais vozes da Igreja progressista brasileira e da resistência à ditadura militar. Nascido em uma família pobre de Saltinho, São Paulo, em 1933, ele foi ordenado sacerdote em 1959 e, anos depois, tornou-se bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. No comando de missas e movimentos populares, defendeu trabalhadores, migrantes, pessoas em situação de rua e perseguidos políticos, enfrentando ameaças e detenções durante o regime militar. Em 1977, após um acidente ferroviário que matou 22 pessoas, chegou a ameaçar se sentar nos trilhos para exigir medidas de segurança. Ao longo de 92 anos, Dom Angélico conciliou sua fé com a luta por justiça social e direitos humanos.