O documentário mergulha nas raízes históricas da exploração da Amazônia e nas narrativas que, há séculos, moldam a percepção da floresta como um território vazio, selvagem e inesgotável. Entre Munique e Belém, dois pesquisadores amazônicos investigam como o racismo, o preconceito e os interesses econômicos contribuíram para construir essa visão, que ainda influencia discursos contemporâneos. Em meio ao avanço do greenwashing, eles questionam iniciativas que prometem preservar a floresta enquanto reproduzem antigas formas de exploração. Ao recuperar vozes, histórias e perspectivas silenciadas, o filme propõe uma reflexão sobre quem tem o direito de falar sobre a Amazônia e sobre os povos que nela vivem.
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