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Salles Rodrigo
1 crítica
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0,5
Enviada em 12 de agosto de 2026
Pior filme que já assisti na vida! Tão sai faltando 20 minutos para acabar a sessão...Joguei meu tempo e dinheiro no lixo! Achonque todos já o filme era péssimo pq haviam eu e mais 5 pessoas apenas na sala de cinema no Garten Shopping sala 2 sessao das 19h15h do dia 11/08/2026...
Oloco... Os críticos chamam de filme “filho”, no entanto, para minha pessoa, é uma ramificação de “A Substância”, no quesito de mostrar os extremos, creio eu, de como os transtornos alimentares e os parâmetros impostos pela sociedade podem, dentro da mente, assumir uma perspectiva grotesca.
É como se o diretor me oferecesse uma fresta para dentro da mente de uma pessoa compulsiva, onde a comida não é só comida, justamente por carregar culpa, desejo, controle e compulsão.
O grotesco funciona muito bem aqui porque transforma algo cotidiano em uma experiência quase sufocante. O filme foi sufocante.
Não sei se é uma representação perfeita, mas certamente me fez pensar sobre como a compulsão pode distorcer a percepção da própria realidade e do próprio corpo.
Poucas coisas em Insaciável são tão eficazes quanto a maneira como Natalie Erika James transforma o ato de comer em algo quase insuportável.
A câmera se aproxima da boca, o som amplifica cada mordida e aquilo que deveria sugerir prazer passa a carregar culpa, nojo e punição. É nesse contato entre comida, desejo e decomposição que o filme encontra um terror corporal incômodo, sustentado pela entrega de Midori Francis.
Só que essa força vai se diluindo conforme a história tenta acomodar pressão estética, transtorno alimentar, culpa familiar, desejo reprimido, pílulas emagrecedoras e uma assombração de regras pouco claras. Em vez de aprofundar Hana, o roteiro parece empilhar novas formas de explicar o que ela representa.
O resultado ainda incomoda, mas quase sempre mais pela imagem e pelo conceito do que pela personagem. Havia aqui um filme mais íntimo e perturbador sobre a violência de querer escapar do próprio corpo; Insaciável acaba soterrando essa ideia sob metáforas demais.
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