Tem toda a cara de comédia genérica da Netflix, daquelas feitas para ocupar catálogo, mas com uma ideia que poderia render algo mais divertido do que o resultado final entrega.
A premissa de Kevin Hart infiltrado em uma despedida de solteiro da geração Z até tem potencial, principalmente pelo choque geracional e pela possibilidade de brincar com crise de meia-idade, juventude, trabalho e amizade masculina.
O problema é que o filme parece desesperado demais para ser caótico. Em vez de confiar na química do grupo e deixar a comédia surgir das situações, empilha drogas, cartel, piadas repetidas, persona inspirada em Scarface, drama conjugal e cenas feitas para virar recorte.
Ainda existem risadas aqui e ali, principalmente pelo elenco jovem, que traz mais carisma do que o roteiro merece. Mas é pouco. Diverte em momentos isolados e logo se perde na própria bagunça.
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