Prédio Vazio
Média
3,2
4 notas

3 Críticas do usuário

5
2 críticas
4
0 crítica
3
0 crítica
2
1 crítica
1
0 crítica
0
0 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
WagnerSantos
WagnerSantos

6 seguidores 107 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 17 de junho de 2025
A ideia de fazer ou reiventar um gênero pouco explorado no cinema nacional foi válida. Senti certa proximidade- ou pelo menos tentativa- com filmes de Dario Argento e Sam Raimi . Provavelmente pela limitação de recursos, o filme consegue resultados dentro do esperado. Os efeitos são bons, a maquiagem, de certa forma convence, a trilha sonora roteiro deixa algumas lacunas e apela para clichês típicos do genero da forma mais absurda - e por vezes risível., como a cena final. Porém, a maioria das atuações são medianas e,muitas das vezes, pouco convicentes,com raras exceções, como a atriz Gilda Nomacce, que consegue passar com certa segurança a imagem de uma personagem tensa e desconcertante.
Lucas Nascimento
Lucas Nascimento

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de junho de 2025
Filme excelente! Conseguiu ser muito fiel ao desenho original, tanto nas características dos personagens quanto nas aventuras envolventes. Uma ótima opção para curtir com a família e se divertir juntos. Recomendo!
Gaaldin0
Gaaldin0

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de setembro de 2025
Prédio Vazio” é um daqueles filmes que mais do que contar uma história, tenta traduzir uma sensação – e a sensação é de solidão, abandono e desconforto. A construção dramática é minimalista: o espaço físico do prédio se torna personagem, e não apenas cenário. Suas paredes descascadas, corredores silenciosos e a luz rarefeita criam um clima que mistura o fantasmagórico com o psicológico, como se cada eco revelasse mais sobre os personagens do que seus próprios diálogos.

A narrativa aposta na lentidão e na contemplação. Para alguns, isso é virtude: o espectador é forçado a observar detalhes e a conviver com o vazio, o que gera tensão. Para outros, pode soar arrastado, quase como se o filme testasse a paciência de quem assiste. Essa ambiguidade é parte de sua proposta estética: não entregar sustos fáceis ou ação constante, mas mergulhar no silêncio pesado que oprime.

Os personagens – quando aparecem – parecem fragmentos de gente, mais símbolos do que indivíduos. Isso pode incomodar quem busca identificação, mas reforça a ideia de que o prédio é maior do que todos: ele guarda, esconde e engole histórias. Há ecos de horror existencial, lembrando obras de Kiyoshi Kurosawa ou até o clima de abandono urbano de “O Eclipse” de Antonioni.

Tecnicamente, o filme acerta no som. Os ruídos distantes, o vento que entra por janelas quebradas, os passos solitários – tudo amplifica o sentimento de que algo está fora do lugar, ainda que nunca seja visto. A fotografia também contribui, ora destacando a geometria fria do concreto, ora mergulhando em sombras quase impenetráveis.

Em resumo: “Prédio Vazio” não é um filme para quem busca trama convencional, mas uma experiência sensorial e atmosférica. Funciona melhor como metáfora da solidão contemporânea do que como narrativa de suspense. Ele incomoda, irrita e fascina – e justamente por isso se torna memorável.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa