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Luiz Cappellano
63 seguidores
104 críticas
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5,0
Enviada em 15 de janeiro de 2026
Não concordo com a descrição do filme que diz "uma família pouco tradicional se reúne às vésperas do Natal para cuidar da mãe doente." Não concordo, em primeiro lugar, porque a família retratada no filme é exatamente como a minha própria família, como a sua... O que acontece é que a família é descrita e apresentada num recorte de tempo e espaço específico em que estão se despedindo da matriarca, que é quem agrega e centraliza a família, quem a mantém unida. Não há tempo e nem disposição de ninguém para ser hipócrita, para "manter as aparências". A família é tão típica que o pai está "caduco", o irmão é gay (nitidamente o filho mais próximo à mãe, como de costume), há duas irmãs que mantém uma rixa, uma "birra", que a mãe precisa resolver antes de morrer, e a terceira irmã é a "malucona" da família, uma hippie, completamente extemporânea, e que está grávida, próxima ou mesmo após os 40 anos, de um homem que não é seu marido. Não é uma "família Doriana", é uma família real, do mundo real! Gente como a gente! Em segundo lugar, a mãe não "está doente". Ela está morrendo! É uma situação total e completamente diferente, cuja magnitude faz com que caiam as máscaras e cada membro da família se revele. Preparar e acompanhar a morte da própria mãe é algo único, não há como comparar com qualquer outra experiência. O filme consegue demonstrar com clareza exatamente como é este processo, inclusive se utilizando do recurso do calendário para demonstrar a evolução do desenlace final da protagonista. Há de se ressaltar a performance da grande Helen Mirren, que, para quem não lembra, é uma grande, uma monumental atriz inglesa, que começou no teatro e já fez de tudo, desde Cesônia, a esposa de Calígula, no filme hoje considerado cult, até a rainha Charlotte. Tem um Oscar, quatro Emmy Awards, 3 globos de ouro e 2 prêmios de melhor interpretação feminina em Cannes. Eu, pessoalmente, ressaltaria sua atuação impecável em "Uma estranha passagem em Veneza" (1990), um de meus filmes favoritos.
Adoro filmes com tramas familiares que focam em ajustar relações e construir paz e leveza mesmo diante de um acontecimento triste/traumático. E este filme é um exemplo claro de trama cativante e empática.
Um lindo filme. A atuação de todos é muito boa. Linguagem de sinais, muito interessante e inclusivo. Um drama leve e bonito, bom para refletir sobre o que de fato importa.
Péssimo! O filme é raso e não desenvolve os personagens. A narrativa avança de forma previsível, sem tensão dramática suficiente para manter o interesse, apoiando-se em diálogos pouco significativos. A direção parece mais preocupada em exibir estilo do que em contar uma história, resultando em uma experiência cansativa. Tão chato que nem consegui ir até o fim.
É uma boa história. O que chama a atenção, porém, é o fato de uma única família aparentemente ter fechado um hospital inteiro apenas para ocupar um dos quartos
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