Média
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Roteiro muito interessente, mas com baixo orçamento de investimento, o que levou a pecar na qualidade de alguns atores e estética que pretendeu, mas nao logrou, entregar.
É um filme leve e divertido, que fala sobre a diferença entre a mulher e o homem nos anos 60 e nos dias de hoje. E sobre como o amor consegue enfrentar essa diferença. Perfeito para quem quer ver um filme legal durante a tarde.
Nossos tempos é um filme mexicano que contou com a direção de Chava Cartas e roteiro de Angélica Gudiñp. O filme é ambientado no ano de 1966, no México e acompanhamos o casal de físicos Nora (Lucero) e seu marido Héctor (Benny Ibarra), ambos decidem por a prova uma teoria que estavam trabalhando sobre a possibilidade de um buraco de minhoca dar chance para viajem no tempo. Os dois conseguem viajar para o futuro, em 2025. Porém, com a mudança na sociedade ambos procuram se adaptar, cada um ao seu jeito. A ideia central do filme é promissora, em especial ao mostrar as diferenças no papel da mulher entre a década de 1960 com a atualidade. Nora representa um grupo de mulheres brilhantes que acabaram sendo silenciadas pela estrutura patriarcais. Ao se encontrar num mundo que a aceita e passa a valorizar o seu trabalho, ela se redescobre. O mesmo não acontece com Héctor que ainda carrega consigo o legado problemático do machismo de sua época e não se propõem a mudar. O grande problema do filme é o seu roteiro que não consegue desenvolver de forma consciente os conflitos propostos. Tem momento em que o filme flerta com a comédia, noutrora com o drama, mas sem saber bem se firmar em algo específico. Além de conduzir a problemática do feminismo como panfletagem no filme.
Um filme simples e sensível sobre o amor e a cultura de 1966 versus 2025. Discute o papel e liberdade da mulher, mas também o amor verdadeiro. Não perca!
Excelente drama, abordando temáticas necessárias, com conflitos marcantes e ótimos elementos de ficção científica. A viagem no tempo esboçada aqui poderia ser melhor explorada e os detalhes científicos parecem rasos durante todo o roteiro. Mas, à medida que vamos mergulhando na história, percebemos que ela é relevante, ousada e impactante. Um filme que veio na hora certa e que, apesar de não ser tão espetacular quanto outras obras de viagem no tempo são e de permanecer no básico quanto aos aspectos científicos que o norteiam, Nossos Tempos não deixa de surpreender e acaba figurando como um dos filmes mais encantadores que a Netflix teve a audácia de lançar esse ano. Um filme que sem dúvida vai nos fazer refletir.
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