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Carlos Taiti
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390 críticas
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3,0
Enviada em 14 de setembro de 2026
Claro. Aqui a força do filme está menos na originalidade e mais na relação entre os dois personagens: **um homem que construiu uma vida estável e outro que nunca conseguiu encontrar um lugar para chamar de seu**. Mantive sua nota de **5,5/10**, destacando também como o roteiro repete uma fórmula conhecida.
**LITTLE BROTHER**
**Ano de lançamento:** 2025 **Duração:** 1h36min **Gêneros:** Comédia • Drama **Principais atores:**
Às vezes, uma amizade nasce nos lugares mais improváveis.
Dois adolescentes se encontram em uma quadra de basquete. Não são amigos de infância, não possuem a mesma história e praticamente não sabem nada um sobre o outro. Mesmo assim, naquele momento nasce uma promessa: **serão irmãos.**
Só que a vida leva cada um para um caminho completamente diferente.
Marcus passou por diversas famílias adotivas, sendo adotado e posteriormente devolvido. Cresceu carregando a sensação de rejeição e de não pertencimento. O mundo nunca pareceu ter encontrado um lugar para ele — e ele também nunca conseguiu encontrar seu lugar no mundo.
Anos depois, já adulto e vivendo em uma instituição psiquiátrica, Marcus foge e decide procurar aquela pessoa que, para ele, representava muito mais do que uma lembrança.
**Seu irmão.**
Jake, por outro lado, conseguiu construir exatamente aquilo que Marcus nunca teve: uma vida estável.
É corretor de imóveis, possui uma carreira bem-sucedida, uma esposa, dois filhos e uma rotina aparentemente perfeita.
Até que Marcus aparece.
E a partir daí, a vida de Jake vira de cabeça para baixo.
### DOIS IRMÃOS, DUAS VIDAS
O interessante é que o filme coloca diante de nós dois personagens que representam caminhos completamente diferentes.
Jake representa aquele indivíduo que conseguiu se encaixar na sociedade.
Marcus representa justamente o contrário.
Ele é impulsivo, inconveniente, emocionalmente instável e, muitas vezes, parece não compreender os limites daquele mundo que Jake construiu.
Mas existe uma ironia interessante:
**Marcus é justamente quem conquista todos ao redor de Jake.**
A esposa, os filhos, os amigos e praticamente todos que convivem com ele acabam criando carinho pelo recém-chegado.
E Jake começa a sentir algo que talvez seja ainda mais difícil de admitir:
**ciúmes.**
O homem que deveria ser um problema para sua família acaba sendo mais querido do que ele próprio.
### CRÍTICA
É aqui que *Little Brother* encontra seu melhor elemento.
O filme poderia simplesmente transformar Marcus no personagem inconveniente que chega para destruir a vida do protagonista.
Mas existe algo mais profundo por trás dele.
Marcus passou a vida sendo rejeitado.
Adotado.
Devolvido.
Trocado.
Abandonado.
E quando finalmente encontra alguém que considera seu irmão, ele se agarra àquela relação como se estivesse recuperando uma parte da própria vida.
O problema é que o roteiro não explora isso com toda a profundidade que poderia.
Em vários momentos, a produção prefere caminhar pelo terreno conhecido da comédia familiar: **um personagem aparentemente problemático que acaba conquistando todos, enquanto o protagonista se torna o verdadeiro “vilão” da história.**
E essa fórmula nós já vimos muitas vezes.
### COMÉDIA
O filme consegue arrancar algumas risadas.
Existem situações constrangedoras, conflitos familiares e momentos em que Marcus simplesmente não sabe onde está se metendo.
Mas não espere uma comédia que ficará marcada entre as grandes do gênero.
O humor funciona mais pela personalidade dos personagens e pelas situações criadas entre eles do que por um roteiro realmente inventivo.
É aquele tipo de filme que você assiste tranquilamente, dá algumas risadas e segue em frente.
### 易 O QUE PODERIA SER MELHOR
A grande oportunidade perdida está justamente no passado de Marcus.
Uma história de alguém que passou por diversas famílias adotivas e cresceu sendo rejeitado poderia render um drama muito mais forte.
Poderíamos entender melhor suas feridas.
Suas inseguranças.
Sua dificuldade de se relacionar.
E principalmente por que aquela promessa feita na adolescência significou tanto para ele.
O filme toca nesses assuntos, mas não mergulha suficientemente neles.
E quando poderia emocionar, muitas vezes escolhe fazer rir.
### ❤️ A FAMÍLIA
A relação entre Marcus e a família de Jake também funciona como uma espécie de espelho.
Para aquelas pessoas, Marcus é novidade.
É espontâneo.
É diferente.
Ele traz uma energia que a família talvez nem soubesse que estava faltando.
Para Jake, porém, ele representa uma ameaça.
Não porque Marcus queira destruir sua família, mas porque sua presença revela algo que Jake não queria enxergar:
**talvez sua vida perfeita não seja tão perfeita assim.**
### VEREDITO
*Little Brother* não inventa uma nova fórmula.
Ele pega elementos conhecidos de comédias familiares, dramas sobre adoção e histórias de pessoas tentando encontrar seu lugar no mundo e mistura tudo em uma narrativa relativamente leve.
O resultado é agradável, mas irregular.
Tem boas atuações, algumas situações engraçadas e uma mensagem interessante sobre família, rejeição, pertencimento e a necessidade humana de encontrar alguém que nos aceite.
Mas falta coragem para aprofundar aquilo que realmente poderia transformar o filme em algo especial.
No final, ficamos com uma história simpática, mas bastante familiar.
**É um filme que entretém, mas dificilmente permanece na memória depois dos créditos.**
### ⭐ MINHA NOTA: **5,5/10**
Um filme com **boas atuações, algumas risadas e uma mensagem interessante sobre família e pertencimento**, mas que utiliza uma fórmula já bastante conhecida. Marcus é o personagem que mais poderia render emocionalmente, porém o roteiro prefere permanecer na zona confortável da comédia familiar.
**Não é ruim. Mas também está longe de ser inesquecível.**
John Cena está muito bem nesse filme que até me arrancou algumas risadas. O roteiro parece que vai por um caminho forçado, “woke”, mas basta encarar como um filme de comédia. Não é possível que a Netflix ainda queira “lacrar” nas produções e acabar de vez com os filmes em prol da política forçada. Filme bom.
O filme é muito bom! Vale apenas assitir. Desde o a introdução, desenvolvimento até a conclusão o filme não deixa a desejar. Hoje em dia é difícil encontrar filme de comédia ( pastelão americano) nesse nível. Já assistir três vezes gostei muito.
Eu nunca vi um filme tão ruim quanto esse, as atuações dos atores inclusive John Senna é excelente o irmão também não sei o nome do ator mas que esposa insuportável do caralho, ele é um completamente estranho que aparece dizendo seu irmão do marido o marido sustenta ela o marido está tentando vencer na vida pra dar uma vida boa pra ela ela simplesmente aceita ele dentro de casa sem nunca ter visto ele antes mesmo o marido falando que não reconhece como irmão, Coloca dentro de casa com os filhos menores de idade um fugitivo da ala psiquiátrica mesmo que ela só saiba depois ele ainda é um completamente estranho, e tudo que o marido fala ela retruca pra defender alguém que ela nunca viu na vida cara sinceramente vai
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