Divertido e com ótima atuação de Fernanda e Ary. Vladimir e Marquezine foram bem e não comprometeram. Nem todo filme precisa ser o ápice do cinema e Velhos Bandidos foi uma boa surpresa. Vela a pena o ingresso.
Antes pensei que 86 minutos fosse pouco. Depois que assisti vi que coube sim um filme completo. Não teve arrasto nenhum, zero enrolação. As soluções tecnológicas são bem simples sim, mas o que tem de mais legal é o carisma de todos os atores. O filme é muito bem humorado e você sai do cinema lembrando da turma toda e curtindo todos igual. Valeu o ingresso. Ri muito.
Velhos Bandidos começa bem, com ritmo esperto e boa dinâmica, tirando o melhor do seu ótimo elenco. A ideia é o clichê dos clichê, mas ainda assim funciona. Só que no decorrer do longa a coisa toda não estava carregada com pilhas alcalinas e vai morrendo devagar, sem saber resolver os montes de furos de roteiro. Aí, o final longo, repetitivo e cheio de explicações desnecessárias, fica um gostão meio amargo.
Uma comédia repleta de amor, risos, emoções e poesia com velhos e novos bandidos.
O intuito de uma comédia é, a princípio, nos fazer rir. Mas Os Velhos Bandidos, apesar de ser um filme onde o espectador se pega torcendo pelos simpáticos ladrões e criminosos, ao final, nos passa uma imagem ou lição real de justiça e rebeldia contra um já conhecido sistema corrupto e injusto. Lembre-se que a injustiça é a antítese ou o reverso da justiça! E como não se emocionar (e ao mesmo tempo, rir) com a poesia e candura da velha e renomada atriz Fernanda Montenegro (96 anos), a maior diva das artes cênicas do Brasil? Ela está, como sempre, sempre magnífica neste filme, assim como seu coadjuvante, o também excelente ator Ary Fontoura (93 anos). Em contraponto aos casal de velhos protagonistas, a jovem dupla Vladimir Brichta e Bruna Marquezine também arrasam e divertem como Sid e Nancy, nomes que remetem a uma outra dupla, desta vez Punk, dos anos 1970: os trágicos e auto-destrutivos Sid Vicious e Nancy Spungen. Porém aqui, os velhos e novos bandidos "se podem curtir numa boa" como dizia aquela antiga canção do Caetano. Mas a grande arte deste filme é a direção segura e competente de Cláudio Torres, que também é co-autor do divertido roteiro. Aliás, Cláudio é filho de Dona Fernanda e de Fernando Torres, grande ator e diretor — e como diz o velho ditado, "o fruto nunca cai longe da árvore". Ou filho de peixe, peixinho é. Aliás, Cláudio é irmão de Fernanda Torres, outra diva e orgulho nacional, concorrente ao Oscar de Melhor Atriz em 2025 em "Ainda Estou Aqui". Que família talentosa é esta? O que será que eles consomem em suas refeições familiares? Parafraseando Rob Reiner, em Harry and Sally(1989), "também quero esse prato que eles comem". Além dos nomes citados acima, o filme traz antigos atores brasileiros em papéis secundários porém excelentes, como Tony Tornado, Vera Fischer, Hamilton Vaz Pereira, Teca Pereira, Nathalia Timberg e Reginaldo Farias. A ressaltar também a produção impecável da Conspiração Filmes. Se você quer rir, mas também se emocionar, veja este filme. Recomendo também outros filmes e roteiros de Cláudio Torres, como O Redentor (2004), O Homem do Futuro (2011) e A Mulher Invisível (2009) — o original, porque já foram feitos três remakes internacionais desta divertida comédia de costumes. Aliás, já consigo prever ou imaginar esse filme inspirando remakes em outros países e em várias línguas, apesar de ser um de temática, inspiração e sabor bem brasileiro. Parabéns aos profissionais envolvidos! Nota Dez!
Gente que filme maravilhoso! Vale muito apena levar a toda a família para assistir. Diversão, leveza, ação e tudo de bom...Brasil não brinca em entretenimento.
Com um roteiro redondo, edição ágil, bonita fotografia e trilha sonora deliciosa (a versão de Marisa Monte de What a Wonderful Word está linda), o filme cumpre o que promete, ou seja, ser um entretenimento leve e divertido, estilo sessão da tarde. Os diálogos poderiam ser mais elaborados? A história poderia ser mais ousada? Sim, com certeza, mas não tira o mérito dos realizadores. O melhor de tudo são os atores veteranos, que tiram leite de pedra. Assisti hoje numa sala imensa com mais 6 pessoas e saí cantarolando. Tomara que faça sucesso, o cinema brasileiro está precisando.
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