Dragon Ball DAIMA
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DUDU SILVA
DUDU SILVA

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3,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2025
Com muita nostalgia e fâ service. Dragon ball daima é bem divertido, mas terei que assistir ao outros episodios para opinar melhor, mas uma boa experiencia no cinema
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2025
A estreia nos cinemas brasileiros da versão em filme de Dragon Ball Daima, composta pelos três primeiros episódios da série, em 6 de fevereiro de 2025, foi um evento marcante para os fãs da franquia. A produção, que celebra os 40 anos de Dragon Ball, traz uma proposta ousada ao transformar Goku, Vegeta e os Guerreiros Z em crianças, retomando elementos clássicos da série original. No entanto, a experiência cinematográfica, aliada à dublagem brasileira, suscita uma série de discussões sobre a qualidade da adaptação, as escolhas criativas e o impacto emocional para o público brasileiro.

A decisão de lançar os primeiros episódios de Dragon Ball Daima nos cinemas brasileiros, com dublagem em português, foi uma jogada estratégica para atrair tanto os fãs antigos quanto novos espectadores. A série, que já estava disponível em plataformas de streaming com legendas, ganhou uma nova dimensão ao ser adaptada para o formato de filme. A expectativa era alta, especialmente pela presença de dubladores icônicos como Úrsula Bezerra, que retorna como a voz de Goku criança, e Wendel Bezerra, que continua como Goku adulto. No entanto, a experiência cinematográfica levanta questões sobre a eficácia dessa adaptação e a qualidade da dublagem.

A dublagem brasileira é um dos pontos centrais da experiência do filme. Úrsula Bezerra, que já havia dado voz a Goku criança em Dragon Ball Clássico e Dragon Ball GT, traz uma carga nostálgica significativa. Sua interpretação é consistente e emocionalmente envolvente, capturando a essência do personagem. Wendel Bezerra, como Goku adulto, também mantém a qualidade que consagrou sua carreira na franquia. No entanto, a substituição de alguns dubladores tradicionais, como Fátima Noya e Marina Santana (vozes de Goten e Trunks), por Lorenzo Tironi e Léo Brandão, gerou certo desconforto entre os fãs mais puristas. A ausência de Gileno Santoro, falecido em 2023, também é sentida, embora Luiz Carlos de Moraes tenha feito um trabalho digno como Mestre Kame.

A decisão de não dublar as reações de Majin Boo em sua forma mini, mantendo-as no original japonês, foi uma escolha estranha e que quebra a imersão do público brasileiro. Além disso, a falta de uma abertura dublada, algo inédito na franquia, foi um ponto negativo que deixou muitos fãs decepcionados. Apesar disso, a dublagem em geral é competente, com destaque para Yuri Chesman como Kuririn (mini) e João Vitor Mafra como Vegeta (mini), que já haviam interpretado esses personagens em produções anteriores.

A escolha de adaptar os três primeiros episódios da série para o cinema foi arriscada. Embora o enredo de Dragon Ball Daima seja interessante, com a premissa de transformar os personagens em crianças e explorar o "Mundo dos Demônios", a transição para o formato de filme nem sempre é fluida. O ritmo narrativo, que já era irregular na série, torna-se ainda mais evidente no cinema, com cenas que parecem alongadas e que poderiam ter sido mais bem editadas para o formato cinematográfico.

A estrutura episódica da série não se traduz bem para o cinema, resultando em uma experiência que parece mais um "compilado de episódios" do que um filme coeso. A falta de um arco narrativo completo nos três primeiros episódios também deixa o público com a sensação de que assistiu a apenas uma parte da história, o que pode ser frustrante para quem esperava uma experiência mais autoconclusiva.

A animação de Dragon Ball Daima é um dos pontos altos da produção. As cenas de luta são fluidas e bem coreografadas, mantendo o estilo visual característico da franquia. No entanto, a falta de ousadia na direção e nas técnicas visuais é perceptível. A produção não explora todo o potencial do formato cinematográfico, mantendo-se fiel ao estilo da série animada, o que pode ser visto como uma oportunidade perdida para elevar a experiência do espectador.

A trilha sonora, composta por Shunsuke Kikuchi, é um destaque, com temas que evocam nostalgia e se encaixam perfeitamente no tom aventureiro da história. No entanto, a mixagem de áudio no cinema nem sempre faz jus à qualidade da trilha, com momentos em que os diálogos e efeitos sonoros parecem sobrepostos à música.

A morte de Akira Toriyama em 2024 dá um peso emocional adicional à produção. Dragon Ball Daima é vista como uma homenagem ao criador da franquia, e isso é sentido em cada aspecto do filme. A decisão de retornar às origens, com uma narrativa mais leve e focada na aventura, é uma escolha que agrada aos fãs antigos. No entanto, a falta de desenvolvimento de alguns personagens secundários, como Dr. Arinsu e Gomah, é um ponto fraco que poderia ter sido melhor explorado no formato de filme.

O final dos três primeiros episódios, adaptado para o cinema, deixa o público com um gosto de "quero mais", o que pode ser tanto um ponto positivo quanto negativo. Por um lado, estimula o interesse pela continuação da série; por outro, pode deixar os espectadores insatisfeitos com a experiência cinematográfica.

A versão em filme de Dragon Ball Daima é uma experiência mista. A dublagem brasileira, apesar de algumas controvérsias, é competente e emocionalmente envolvente, com destaque para os dubladores principais. No entanto, a adaptação para o cinema falha em entregar uma experiência coesa e autoconclusiva, resultando em um produto que parece mais um compilado de episódios do que um filme propriamente dito.

A produção honra o legado de Akira Toriyama, mas deixa a desejar em termos de ousadia e inovação. Para os fãs da franquia, é uma experiência nostálgica e emocionante, mas que poderia ter sido mais bem executada. Apesar das falhas, Dragon Ball Daima é uma adição digna ao universo de Dragon Ball e uma homenagem emocionante ao seu criador. No entanto, a experiência cinematográfica não atinge todo o seu potencial, deixando espaço para melhorias em futuras adaptações.
Saulo Pierrout
Saulo Pierrout

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 2 de março de 2025
Daima tentou trazer uma nova proposta para a franquia, mas seu formato enxuto acabou limitando o desenvolvimento da história e dos personagens. A obra introduz novas transformações que, em vez de enriquecerem a mitologia da série, geram mais dúvidas e discussões sem um real impacto narrativo. A trama, por sua vez, se distancia das fundações estabelecidas nas sagas anteriores, entregando um enredo superficial que não se conecta organicamente ao legado de Dragon Ball. Como resultado, Daima acaba sendo um dos desfechos mais questionáveis da franquia.