“Zuzubalândia: o filme infantil que deu mais medo na crítica cult do que qualquer terror da Blumhouse”
Confesso: fui assistir Zuzubalândia esperando um delírio infantil colorido e barulhento… e acabei encontrando algo muito mais raro no cinema nacional moderno: um filme que simplesmente quer divertir. Só isso já basta para deixar metade da crítica “especializada” espumando pela boca.
Sem militância sufocante. Sem aula ideológica disfarçada de roteiro. Sem personagem olhando para a câmera para explicar como você deve pensar, sentir ou votar..
Enquanto certos filmes nacionais recentes são tratados como obras-primas apenas porque trazem o pacote obrigatório de discurso político, sofrimento existencial e gente chorando em close por 2 horas, Zuzubalândia comete o pecado imperdoável de ser leve, inocente e assumir que foi feito para crianças — não para ganhar aplauso em festival europeu de gente triste.
E talvez seja exatamente por isso que tanta gente torceu o nariz.
O mais engraçado é ver certos críticos elogiando qualquer produção nacional onde alguém fuma olhando para o vazio enquanto toca MPB deprimente ao fundo, mas tratando Zuzubalândia como se fosse o colapso definitivo da cultura brasileira. Parece que, para essa turma, diversão virou crime hediondo.
E sejamos honestos: o maior plot twist nem está no filme. Está no fato de que o Cinemark aparentemente encontrou em Zuzubalândia a arma perfeita para lidar com a gloriosa “cota de tela” — aquela genial ideia burocrática que obriga o público a fingir interesse por filmes nacionais que ninguém quer ver espontaneamente.
No fim, Zuzubalândia talvez tenha cumprido um papel histórico: unir crianças, pais cansados e pessoas normais em torno de uma experiência rara no audiovisual brasileiro atual… assistir algo sem precisar sobreviver a um panfleto ideológico de duas horas.
Uma animação infantil acabou sendo mais honesta consigo mesma do que muito “drama cult revolucionário” financiado com dinheiro público e aplauso automático da crítica gourmet.
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