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Jackson A L
13.712 seguidores
1.246 críticas
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3,5
Enviada em 24 de maio de 2026
A grande performance e destaque do filme, com certeza é o POLVO! Ele demonstra mais percepção, empatia e honestidade do que muitos humanos do filme. O filme ainda faz grandes reflexões sobre a solidão moderna, além de conexões improváveis. Vale assistir.
Criaturas extraordinariamente brilhantes é um drama que contou com a direção de Olivia Newman, que tbm participou do roteiro ao lado de John Whittington. Na trama, acompanhamos Tova (Sally Field), uma viúva idosa, que cuida da limpeza de diversos aquários que sao abertos a exposição em uma pequena cidade. Tova cria forte laços com um polvo chamado Marcelus. Porém, um jovem rapaz Cameron (Lewis Pullman), sem rumo e procurando resolver peças do seu passado, aparece na cidade e aceita o emprego e passa a trabalhar com Tova. O filme e uma adaptação ao romance de Van Pelt, de 2022 e podemos dizer que Olivia Newman entrega uma boa trama em seu segundo longa. O filme se oferece como um clichê clássico de autoajuda voltado para "aproveitar o máximo da vida e o poder da amizade e do amor." A escolha de um polvo em um filme e ainda coloca-lo como um imponente narrador foi um decisão acertada. Marcelus tem um olhar de fora sobre o que é o ser humano. Um olhar que vem da altura da sua existência. A ideia aqui é que nos somos a criatura. Adorei a escolha de Alfred Molina ser o narrador, ou seja de dar voz ao Marcelus. A narrativa se concentra nessa ideia da visão de fora de Marcelus, mas ao mesmo tempo vai se denserolando fora do seu olhar, mas sobretudo na aproximação entre Tova e Cameron. Inicialmente nutrem uma ideia de mentoria, com Tova explicando todos os detalhes e sendo extremamente exigente com Cameron. Por outro lado, o rapaz Inicialmente nao queria ficar muito tempo no trampo e muito menos na cidade. Mas a forma em que Tova vai cuidado dele e os demais personagens secundários vao de aproximando do rapaz, Cameron passa a querer passar mais dias ali. Aqui vai o maior trunfo da trama: a boa amarração entre os 3 personagens principais: a viúva, o jovem e o polvo. Marcelus além da ótima narração e sacada do que é ser humano, dava tbm suas escapadas, pois estava no fim da vida e esse é um comportamento normal de sua espécie. Realiza-se assim uma metáfora de procurar viver de modo autêntico, algo semelhante a filosofia de Heidegger. O filme desenvolvem bem sua narrativa e química entre os personagens, e isso inclui uma serie de problemas a serem resolvidos no último ato: a possível morte de Marcelus, quem é o pai de Cameron, Tova vai realmente se mudar? O filho de Tova realmente cometeu suicídio? Porém, o terceiro ato, o mais falho, oferece saídas simples, quem nos temos que aceitar as coincidências que o roteiro vai oferecendo. Inclusive essas saídas tira o peso do plot que responde de uma vez as duas questões principais: a morte do filho de Tova e quem é o pai de Cameron. A parte mais sensível fica com a despedida de Marcelus. A direção usa cores vivas o tempo todo no filme, para fazer uma analogia com as mudanças do tom da pele do polvo. Percebemos que quando Marcelus saía do aquário e quase nao voltava ficava sem cor, mas dentro do aquário ficava vermelho. No mais, o filme é muito interessante no sentido de colocar um animal diferente para dividir o protagonismo com outros na trama, além disso, coloca-o acima dos seres humanos, das criaturas.
Algumas histórias não precisam de explosões, vilões ou grandes reviravoltas para tocar alguém.
Às vezes basta solidão.
E Criaturas Extraordinariamente Brilhantes encontra justamente nessa tristeza silenciosa sua maior força. Um drama delicado, emocional e contemplativo, onde um polvo acaba enxergando mais sobre os seres humanos do que eles próprios conseguem perceber.
Parece estranho no começo. Mas funciona.
Porque no fundo o filme fala sobre perdas que nunca cicatrizaram.
Principais atores e personagens Tova Sullivan — a faxineira do aquário Cameron — o jovem forasteiro Marcellus — o polvo narrador e observador da trama
Gêneros: Drama | Mistério | Emocional
Estória
Tova é uma senhora solitária que trabalha como faxineira em um aquário.
Mas sua vida parou há muitos anos, no dia em que seu filho desapareceu no mar e foi encontrado morto, preso a uma âncora. A cidade inteira acredita que foi suicídio.
Ela nunca acreditou totalmente nisso. Mas também nunca conseguiu seguir em frente.
Enquanto limpa os corredores vazios do aquário durante a madrugada, Tova cria uma conexão improvável com Marcellus, um polvo extremamente inteligente que observa silenciosamente as dores humanas.
Ao mesmo tempo surge Cameron, um jovem perdido que chega à cidade procurando o pai biológico, acreditando que talvez encontre respostas… ou dinheiro suficiente para mudar de vida.
Quando Cameron começa a trabalhar no aquário, Marcellus percebe algo nos dois:
o mesmo vazio.
A mesma ausência.
E pouco a pouco o filme vai unindo suas histórias até revelar uma verdade escondida por anos.
Análise crítica
O grande diferencial de Criaturas Extraordinariamente Brilhantes está justamente em sua narrativa sensível.
O polvo Marcellus funciona quase como uma consciência externa. Ele não apenas observa os personagens — ele compreende aquilo que eles escondem até de si mesmos.
E isso torna o filme muito mais humano do que parecia inicialmente.
A trama poderia facilmente cair no exagero emocional ou no sentimentalismo barato, mas escolhe um caminho mais calmo e melancólico.
O silêncio fala muito aqui.
Os olhares perdidos de Tova, a sensação constante de não pertencimento de Cameron e o modo como ambos carregam feridas invisíveis tornam o drama convincente.
O roteiro constrói lentamente a conexão entre eles, e quando a revelação finalmente chega, ela funciona justamente porque o filme teve paciência para desenvolver seus personagens.
Não é um drama explosivo. É um drama de cicatrizes internas.
E talvez por isso algumas pessoas achem o ritmo lento.
Mas quem entrar na proposta emocional do filme encontrará algo bonito escondido na simplicidade.
⚖️ Reflexão final
Criaturas Extraordinariamente Brilhantes fala sobre pessoas quebradas tentando encontrar sentido depois da perda.
Sobre filhos ausentes. Sobre pais que nunca conheceram seus filhos. Sobre culpa. Sobre abandono.
E ironicamente, quem consegue enxergar tudo isso com mais clareza é justamente um animal preso dentro de um tanque.
Marcellus acaba funcionando quase como um símbolo.
Enquanto os humanos vivem perdidos em dores, mentiras e ressentimentos… ele apenas observa, entende e conecta as peças.
O filme talvez não seja grandioso cinematograficamente. Mas emocionalmente possui sinceridade.
E às vezes isso basta.
Vale a pena assistir? Sim. Principalmente para quem gosta de dramas emocionais, humanos e reflexivos.
Delicado, sensível, bem elaborado sem melodrama, porém, com os pequenos dramas de cada um. Do Marcellus à comunidade que o cerca, cada um com suas pequenas (ou não) tristezas e lutas. Muito bom.
Filme bem leve e agradável de assistir. Sally Field sempre uma ótima atriz e Lewis Pullman, com certeza, herdou o talento do pai. Apesar de não ter me acostumado muito com a figura do polvo, a história é ótima, diálogos bem construídos e vale à pena assistir.
Meu Deus… que filme lindo. Extremamente sensível, humano e emocionante sem precisar forçar filme consegue trazer temas dolorosos mas com tanta delicadeza que, quando a gente vê ja tá completamente envolvido emocionalmente.
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