Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Adriano Côrtes Santos
1.010 seguidores
1.229 críticas
Seguir usuário
4,0
Enviada em 30 de novembro de 2024
Indicado pelo Chile ao Oscar de Filme Internacional de 2025 e destaque no Festival de San Sebastián de 2024, No Lugar da Outra, dirigido por Maite Alberdi, é um drama inspirado em um caso real ocorrido nos anos 1950. A obra resgata a chocante história de María Carolina Geel, escritora que, em 1955, assassinou seu amante, Roberto Pumarino Valenzuela, em um hotel de luxo em Santiago. Após o crime, Geel bebeu o sangue da vítima, mas os motivos que a levaram a essa ação nunca foram esclarecidos. Pressionada por manifestações femininas, a autora foi liberada após cumprir mais de 500 dias de prisão.
O filme se destaca por observar essa história a partir da perspectiva de Mercedes (Elisa Zulueta), uma secretária do juiz encarregado do caso. Mercedes é uma mulher comum, presa às expectativas sociais de seu tempo. No trabalho, enfrenta o machismo e o "mansplaining" de seus colegas, enquanto em casa sofre com o comportamento abusivo de seu marido, Efraín, um fotógrafo egocêntrico, e com os filhos, que pouco a ajudam. Sua vida ganha novos contornos ao visitar o apartamento de María Carolina Geel (Francisca Lewin), onde ela descobre uma vida marcada por luxo e liberdade, completamente distinta da sua. Fascinada, Mercedes começa a se apropriar simbolicamente desse universo: veste-se com as roupas da escritora, perfuma-se com seus frascos e lê seus livros. Essa convivência imaginária transforma Mercedes, despertando nela o desejo por independência e autonomia.
No Lugar da Outra é um filme profundamente feminista, que explora a sororidade e a luta por emancipação feminina em uma época em que as mulheres eram relegadas ao silêncio e à submissão. A obra é enriquecida por uma excelente reconstituição de época, atuações memoráveis e momentos de humor refinado, que contrastam com o peso do tema. A trilha sonora também merece destaque, contribuindo para a atmosfera envolvente e melancólica do longa.
O filme não apenas narra a história de Geel, mas também oferece uma reflexão universal sobre os papéis de gênero e as estruturas opressivas que persistem até hoje. Alberdi conduz a narrativa com sensibilidade e inteligência, transformando uma tragédia histórica em um manifesto delicado pela liberdade feminina.
Excelente! Filme sensível e sutil. Brilhante a abordagem sobre a vida pacata da secretária e não do crime em si. Infelizmente não é para o grande público que pede por ações, violência e sexo. Sensacional!
Excelente produção chilena de uma história real. Na metade do início do filme quem for esperto vai perceber do que se trata a história bem peculiar. Muito bom!
Filme chileno com boas possibilidade de ser indicado a melhor filme estrangeiro no oscar de 2025. Na trama,a diretora chilena Maite Alberdi, no leva a Santiago, na década de 1950, na qual a opressão feminina era gritante e com isso, a mesma busca realizar uma narrativa que mistura a ficção com um caso real. O caso real trata-se do assassinato cometido pela escritora María Carolina Gell com relação ao seu namorado. O caso é bastante controverso, mas o filme se atenta em sua parte fictícia, na qual a personagem Mercedes ( Elisa Zulueta) passa a se interessar. Basicamente, Mercedes começa a querer viver a vida da escritora que agora estava presa. A medida que Mercedes se envolve mais sobre o caso, mais mergulhada fica na vida de María. O filme aborda a jornada simbólica de María e de principalmente de Mercedes no quesito opressão e a emancipação feminina, traçando em paralelo a luta internas das duas personagens. Ao colocar Mercedes em contato com o "mundo" de María, cria-se uma metáfora a respeito das limitações impostas às mulheres em uma sociedade machista. O filme não cai no óbvio, pelo fato de Mercedes não apenas buscar se vestir como a escritora, e sim na busca pela seu próprio espaço, como na verdade sempre desejou ser. Merece destaque a atuação sutil e comovente de Elisa Zulueta. E destacar também que tal luta ainda continua na sociedade atual.
Gostei do filme. Muito bem feito. Ótima reconstituição de época, bela fotografia também. Muito boas atuações dos personagens. Mistura a história verídica com uma história não verídica paralela. Muito interessante.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade