Marty Supreme
Média
3,8
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36 Críticas do usuário

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Uceas De Moura
Uceas De Moura

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5,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2026
Review por Ucéas Pinto Portéla

Impactada com o filme " Marty Supreme". Uma cinebiografia, daquelas que eu pensei: vai ser uma narrativa da vida pessoal com algumas cenas reais. O filme começa e é de roer as unhas , coração acelera . Que trajetória!!! Um atleta destemido , personalidade desafiadora, rebelde, OBSTINADO! Em meio a tudo isso há uma mulher, Rachel, que o ama de tal maneira que só quer vê-lo realizar seus sonhos . Enfrenta com coragem o ajudando incansavelmente. Entre o atleta e o homem consegue-se ver seu caráter , sua postura , ego, emoções muitas vezes exacerbadas em um nível incompreensível, pois é sobre sua decisão diária entre ganhar e perder e ele opta , sempre, pela 1a opção. Admirável! E no final vê-se um homem "rendido" ao amor. Deixei as lágrimas rolarem e todas as emoções sentidas, e foram muitas, finalizaram com um olhar : a vida é incrível, quando não desistimos dos nossos sonhos, mas é necessário muita coragem.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.289 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de março de 2026
Grande filme! Chalamett está impecável na melhor atuação masculina do ano, uma pena que o cancelamento o destruiu no Oscar!
Nelson J
Nelson J

51.030 seguidores 1.977 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de janeiro de 2026
Filme clichê e muito chato. Se fossem 90 minutos, quem sabe. Excesso de malandragem e falta de imaginação. Passe longe.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de fevereiro de 2026
Marty Supreme é um filme apoiado na loucura de seu diretor, que não tem medo de arriscar e expor seus personagens. Ele apresenta um protagonista psicologicamente detestável: arrogante, narcisista, o tipo de pessoa que sempre prejudica os outros enquanto tenta vender a ideia de que é admirável. A proposta não é exatamente comprada pelo público — e o distanciamento que sentimos de Marty só prova que ele funciona muito bem dentro da narrativa.

O “caso” romântico também acompanha essa lógica: uma aspirante ao narcisismo e à egolatria que embarca, em certos momentos, numa jornada de caos, abismo e descompromisso. O filme tem atos bem definidos, entretém bastante e, curiosamente, consegue até fazer o tênis de mesa parecer envolvente. Não é nada como Rocky, mas é divertido — queremos sempre ver mais. Não torcemos por Marty, mas queremos assistir à sua loucura.

Timothée Chalamet está muito bem no filme, assim como Odessa A'zion; os dois formam um casal com uma química quase radioativa.

A trilha sonora, apesar de boa, é confusa e prejudica um pouco a imersão — músicas pop dos anos 80 em um filme ambientado nos anos 1950 quebram parte da ambientação. Em compensação, a edição é muito boa, a fotografia acinzentada agrada, e o design de produção, apesar de um certo “excesso de informação”, funciona bem. Adoro a introdução, mas não gosto do final piegas, que destoa do que vinha sendo construído.

O filme surpreende, principalmente por eu não esperar muito de uma cinebiografia sobre um jogador de tênis de mesa. Ainda assim, não é tudo isso que parte da crítica vem exaltando.

7,5/10
NerdCall
NerdCall

59 seguidores 476 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de janeiro de 2026
Marty Supreme chega aos cinemas brasileiros como um dos filmes mais marcantes deste início de ano e também como um retorno simbólico de Josh Safdie à direção solo, algo que não acontecia desde The Pleasure of Being Robbed (2008). Depois de anos dividindo a assinatura com o irmão Benny, Josh parece aqui mais livre, mais excessivo e, ao mesmo tempo, mais consciente do impacto que quer causar. O resultado é um filme caótico, energético e frequentemente hipnótico, que encontra em Timothée Chalamet não apenas seu protagonista, mas seu verdadeiro motor narrativo.

Desde o início, o filme deixa claro que não está interessado em uma trajetória clássica de ascensão esportiva. Embora inspirado na figura real de Marty Reisman, o longa usa o tênis de mesa mais como ponto de partida do que como centro da narrativa. O esporte existe, está ali, mas serve muito mais como símbolo de obsessão, ego e sobrevivência dentro de uma Nova York dos anos 1950 sufocante, desigual e oportunista. Marty não quer apenas vencer campeonatos, ele quer provar algo ao mundo e, principalmente, a si mesmo, custe o que custar.

Josh Safdie constrói essa jornada apostando em um ritmo frenético que já se tornou sua marca registrada. A narrativa se desenvolve como uma sequência de decisões impulsivas, acidentes e consequências que nunca se resolvem completamente. As cenas se atropelam, os conflitos se acumulam e o espectador é constantemente empurrado para dentro do caos do protagonista. Não há muito espaço para respiro, e isso não é um defeito acidental: é uma escolha clara de direção. Safdie quer que o público se sinta preso à mente de Marty, compartilhando sua ansiedade, sua ambição e sua incapacidade de parar.

Essa sensação é reforçada por uma câmera que invade os personagens, se aproxima demais, observa expressões, suor, olhares e pequenos gestos. Em vários momentos, o filme parece menos interessado no que está acontecendo ao redor e mais focado no rosto de Chalamet, como se tudo orbitasse sua presença. A fotografia ajuda a criar esse ambiente claustrofóbico, com enquadramentos fechados e uma Nova York retratada longe do glamour, mais próxima dos becos, dos golpes e da precarização do trabalho. É uma cidade viva, mas hostil, onde sobreviver já é uma forma de vitória.

Ao mesmo tempo, é impossível ignorar que Marty Supreme segue uma cartilha que a Academia costuma adorar. Temos um personagem americano maior que a vida, uma história de obsessão e queda, um ritmo intenso e um ator em plena ascensão entregando uma performance transformadora. O filme flerta claramente com o “oscar bait”, e isso não chega a ser um problema em si, mas fica evidente que essa ambição molda algumas escolhas. Em certos momentos, a sucessão constante de cenas caóticas gera uma sensação de inchaço narrativo, especialmente considerando a longa duração. Há instantes em que o espectador se pergunta até onde esse looping de excessos vai levar e se ele realmente precisa se estender tanto.

Dentro desse caos, o filme ainda tenta inserir elementos históricos e políticos, como o cenário pós-Segunda Guerra Mundial e a relação do tênis de mesa com o Japão. Essas ideias são interessantes e ajudam a contextualizar o crescimento do esporte, mas funcionam mais como pano de fundo do que como algo plenamente desenvolvido. Da mesma forma, as partidas de tênis de mesa acabam sendo menos impactantes do que poderiam. Existe uma certa pressa em algumas delas, e o uso de efeitos visuais para sustentar o que o roteiro exige acaba tirando um pouco da força e da credibilidade das cenas, e sim, estou falando da bolinha do tênis de mesa no filme. A grande partida final, por outro lado, consegue gerar tensão e funciona como fechamento emocional da trajetória.

Se existem tropeços ao longo do caminho, eles são constantemente apagados pela atuação de Timothée Chalamet. Aqui, ele entrega, sem exagero, a performance mais impressionante de sua carreira. Chalamet não apenas interpreta Marty Mauser, ele se transforma nele. Seus trejeitos, sua fala, sua postura e até sua energia parecem pensados para construir uma persona maior que o filme. É uma atuação magnética, daquelas que seguram a atenção mesmo quando a narrativa ameaça se perder. Quando o filme falha, é Chalamet quem o mantém de pé.

Os coadjuvantes cumprem bem seus papéis, com destaque para Odessa A’zion, que consegue acompanhar a intensidade do protagonista e dividir com ele a loucura que o filme propõe. Ainda assim, fica claro que Marty Supreme é, acima de tudo, um palco para Chalamet brilhar e Josh Safdie sabe exatamente disso, usando o ator como centro gravitacional de toda a experiência.

Visualmente, o filme também impressiona. A reconstrução de época é cuidadosa, o figurino ajuda a contar história e a trilha sonora mistura músicas da época com elementos modernos, criando uma sensação estranha de grandiosidade e descontrole. Tudo contribui para esse clima de ascensão e colapso constante, onde nada parece estável por muito tempo.

No fim das contas, Marty Supreme é um filme grande, barulhento e ambicioso. Bebe da fonte de obras como O Lobo de Wall Street, mas consegue encontrar sua própria identidade dentro do caos que propõe. Não é perfeito, nem equilibrado, e em alguns momentos se perde em sua própria vontade de ser excessivo. Ainda assim, é difícil negar seu impacto. Josh Safdie prova que, sozinho, continua sendo um cineasta interessante, e Timothée Chalamet se firma de vez como um dos atores mais relevantes de sua geração. Com todos os seus excessos e falhas, é um dos filmes mais fortes da temporada, daqueles que incomodam, cansam, fascinam e permanecem na cabeça depois que os créditos sobem.
Fabricio Menezes
Fabricio Menezes

27 seguidores 185 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 10 de maio de 2026
Muita gritaria, muito escândalo, muita cena que vc fica torcendo pra todo mundo calar a boca. Acho que exageraram demais nessas cenas de discussão. Fora isso, um filme ok. Nao vi nada demais na atuação do Timothee tbm, que pra mim sempre parece ele interpretando um personagem. Nunca vi um filme em que ele some, em que a gente esquece que é o ator ali, entao com ctz nao merecia o Oscar. Os personagens coadjuvantes sao na maioria meros acessorios, saindo de cena do nada e a maioria nao acrescentando nada pra historia. Realmente um filme bem abaixo da média.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 884 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de março de 2026
Marty supreme é um drama/esporte dirigido por Josh Safdie, que também participou do roteiro ao lado de Ronald Bronstein. O filme recebeu 9 indicações ao Oscar 2026: melhor filme, melhor ator (Timothée Chalamet), melhor direção, melhor roteiro original, melhor ator coadjuvante (Jacob Elordi), melhor fotografia, melhor montagem, melhor trilha sonora original e melhor canção original. A trama é ambientada na década de 1950, onde o jovem ambicioso Marty Mauser (Timothée Chalamet) está tentando fazer de tudo para competir um torneio mundial de tênis de mesa. Ao mesmo tempo que a sua "namorada" Mizler (Odessa A'zion) fica grávida e pode ser um grande impecilho para o jovem. Precisamos destacar a coragem do cineasta aceitar uma trama com o protagonista sendo alguém que grande parte do público vai passar a odiar e torcer contra. Aqui temos um filme que nao é uma cinebiografia, na qual o roteiro teve a licença poética para traçar a vida do mesatenista em questão. Precisamos destacar o esforço de Chalamet em alguns anos treinando o básico de tênis de mesa para não recorrer a dublê na trama. A parte técnica do filme tbm nao deixa a desejar, temos uma equipe de maquiagem e cabelo responsável por deixar o seu personagem o tempo todo "bagunçado. Isso pela direção frenética e insana. A trama tem 2 horas e meia, mas o filme é muito movimentado. Marty é um tipo de personagem egoísta e ambicioso que descarta e se (re)aproxima dos personagens ao redor com extrema facilidade. Além de baguncar por onde anda. Um verdadeiro furacão de problemas. Com esse enredo, o filme vai praticamente todo para Chalamet. É fato, que no terceiro ato, temos um maior participação e consequentemente, maior importância dos demais personagens secundários, que acabam fechando seus núcleos com a história principal. Arrisco dizer que apesar de ser rotulado como um filme esportista, na verdade tá muito mais para drama,pois temos apenas o começo da trama com uma rápida competição e a apresentação de quem o Marty precisaria superar (o jogador japonês) e o final com uma revanche em tom de amistoso. O fato é que a trama é sobre um amadurecimento por meio de uma jornada frenética do protagonista. Vê que grande parte dos seus planos nao deram certo e as humilhações que acabou passando é bastante satisfatório. Outra questão é como o filme mostra como o esporte era desconhecido nos EUA e ainda, por vezes, realiza um interessante contexto sobre o fim da Segunda Guerra, colocando o Japão ainda como um vilão, algo ainda mal resolvido com os EUA. No mais é um filme interessante para se ficar de olho na premiação do Oscar 2026.
Josimar M.
Josimar M.

13 seguidores 62 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de março de 2026
Baita filme!
Frenético com um ritmo acelerado quase que todo o tempo. Chalamet está impecável!
Uma história incrível.
Jerffson B.
Jerffson B.

8 seguidores 80 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de abril de 2026
O filme é muito envolvente, adaptaram uma história real, a similar a Por um triz, de Denzel Washington, sempre imprevistos de atos após atos...Muito bom.
#BRUNO #
#BRUNO #

6 seguidores 342 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2026
Marty Supreme é uma vitória para o cinema autoral contemporâneo. É um filme que não tem medo de ser estranho e que celebra a ideia de que o esporte, no fundo, é apenas mais uma forma de entretenimento e ego. É vibrante, engraçado e tecnicamente impecável.
O ator entrega um trabalho muito contido e interno, sem exageros. Em vez de grandes explosões emocionais, ele aposta em pequenos gestos, olhares e silêncios. Isso combina perfeitamente com o personagem Marty, que é alguém fechado, confuso e muitas vezes perdido dentro da própria vida.
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