Média
2,8
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Um detalhe interessante é q durante todo o longa, as lentes sempre são direcionadas para as protagonistas. Durante toda a sua projeção, não surge um terceiro elemento. Embora eles sejam citados, como por exemplo família de Adelaide, jamais são mostrados. Fez falta. Em certos momentos parece que estamos diante de um docudrama, com excesso de imagens inseridas, pautadas em alguma crítica social-algumas delas fora de contexto- gerando certo cansaço . O roteiro coloca em sua narrativa questões sobre racismo, escravidão, equidade, judeus, nazismo, Freud, sexualidade... atirando pra todos os lados e deixando pontas soltas que não se amarram a premissa do filme: a psicanálise. Sophia Charlote está uma perfeita no papel a alemã Adelaide. Já a Virgínia de Gabriela Vieira, as vezes exagerado destoando de Sophie. Virginia carrega em quase todas as suas falas críticas sociais. Cansativo. No mais é um filme interessante. Não chega a ser um filme manifesto- embora flerte com o estilo em vários momentos- mas tem méritos e qualidade técnica.
que filme ruim.
Filme incrível! Essas mulheres pioneiras da psicanálise do país merecem visibilidade!
A produção foi muito feliz nas escolhas! Não sabia da existência delas! Parabéns!!!!!
A produção foi muito feliz nas escolhas! Não sabia da existência delas! Parabéns!!!!!
Sem dúvidas os opinadores anteriores entendem nada de cinema, interpretação e estética. O filme é sagaz, tem duas interpretações memoráveis, com a intensidade de Gabriela Correa e a introspecção muito bem pensada de Sophie Charlotte - afinal, lembre-se, a personagem é alemã e marcada pela guerra. Felizmente, representa um alívio nesses tempos em que se adula ideologias totalitárias, realmente, claro que vai ofender a quem reza essa cartilha, o que faz o filme ainda mais necessário. Os pontos altos, além das interpretações, é o uso de imagens de arquivo e a montagem primorosa, lembrando porque Jorge Furtado é um gênio do cinema. A direção das atrizes é atenta, já que são as interpretações que orientam o filme. Não é um filme que o Brasil quer, mas o filme que o Brasil precisa.
O filme Virgínia e Adelaide se destaca pela condução sensível e ao mesmo tempo precisa de sua narrativa, que equilibra ritmo, estética e profundidade psicológica. A direção aposta em uma cadência intimista, que dá espaço para as personagens respirarem em cena e evidencia a força das atuações. As intérpretes de Virgínia e Adelaide entregam performances densas, sutis e absolutamente coerentes com o arco emocional de suas personagens, sustentando a trama com naturalidade e potência dramática. A mise-en-scène é cuidadosamente pensada, evitando excessos e conduzindo o espectador de forma envolvente e elegante. Trata-se de um trabalho maduro, em que técnica e sensibilidade caminham lado a lado.
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