Jéssica, Perla, Julie, Ariane e Naïma estão vivendo em um abrigo para jovens mães, na região de Liège, na Bélgica. São cinco histórias, conflitos e personalidades diferentes, enfrentando as dificuldades de trocar a adolescência pela maternidade. Poderia ser um documentário, mas não é. Poderia ser ficção, também não é. É um retrato ora duro, ora terno; ora amargo, ora doce; ora áspero, ora fofo. Para o público brasileiro, à parte da universalidade do tema, ressalta a estrutura social que a Europa mantém em apoio à maternidade -- com profissionalismo, ética, responsabilidade e, sobretudo, recursos. Amor, abandono, desamor, acolhimento… a dualidade das relações é tratada com uma pitada de crueza, outra de esperança. Não é cinemão. É um filme bonito, sensível, verdadeiro.