Filme sensível e tocante sobre a dor, a invisibilidade e os traumas que levam uma mulher humilde a um surto que coloca muita gente em risco. Não perca!
Gostei do filme. Por um tempo achei forçado, variando entre uma ótima atuação da Taraji P Henson e outras totalmente fora de nexo. De crítica também me soou um cenário muito falso, onde não se preocupou muito com dar veracidade à história. Dito isso, me emocionei um pouco, e realmente fiquei muito surpreso com o final. Acho que vale a pena ignorar esses detalhes pra acompanhar a história.
São raríssimos os filmes estadunidenses com temática social. Existem inúmeros filmes que trabalham a questão do racismo, inclusive institucional, mas são realmente poucos aqueles que conseguem unir a temática étnico racial à questão social, ou seja, o abismo social sobre o qual se estrutura a sociedade estadunidense que, na sua gênese, não é assim tão diferente da brasileira. Um banho de interpretação de Taraji P. Henson, que eu sempre vou lembrar por "Estrelas Além, do tempo". Na realidade, sua interpretação é tão potente que, mesmo eu sendo homem e branco, me identifico mais com ela, com a sua verdade, do que com os policiais brancos, a saber o que forjou o acidente para penalizá-la e o agente do FBI, que visivelmente estava encaminhando uma "resolução do problema" que incluiria eliminá-la sumariamente. spoiler: Algumas críticas que li aqui me fazem crer que várias pessoas não tiveram este nível de empatia com a personagem ou não entenderam o enredo pois, longe de estar "louca", ela está vivenciando o luto, através de um processo de negação, em relação à filha que faleceu apenas na noite anterior (sendo que é por saber desta circunstância, como acabamos por descobrir, que a gerente do banco reforça que ela não dormiu bem esta noite e a defende, desde o início).
Não era melhor fazer o final de que a filha dela foi para o abrigo, que a gerente do banco realmente cuidasse? Seria muito melhor do que fazer ela de louca, péssimo final, estragou o filme!!!
O filme começa de forma interessante, despertando tristeza e compaixão pela dor de uma mãe que luta para cuidar da filha. Porém, em determinado ponto, o roteiro se perde completamente, tornando-se absurdo e forçado. Além disso, os personagens são extremamente caricatos e artificiais, somados às atuações medíocres do elenco, o que transforma a obra em uma experiência frustrante.
Vi tantos comentários raivosos em relação ao filme, que demorei para assistir. Mas, é muito bom, sensível, triste. A dura realidade de mães pobres, independente de raça, é bem por aí mesmo. No caso do filme, ela tinha ainda o racismo para piorar mais a situação. Várias vezes me vi naquele desespero dela e senti a mesma dor com chefias insensíveis. Muito realista.
Tinha tudo para ser um filme perfeito sobre o tema 'empatia'. Mas cagaram no final pintando ela como louca! A filha já estava morta e ela estava enfrentando um luto profundo e silencioso. Outra coisa que me incomodou bastante é o fato de ela só ganhar confiança com mulheres, como se nenhum homem fosse de valor ou pudesse entender o que ela estava passando.
É um filme impactante, emocional e necessário por abrir espaço para debates sobre quem muitas vezes sofre em silêncio. Se você busca intensidade emocional, reflexão social e atuações poderosas, vale assistir. Mas esteja preparado para um roteiro cheio de reviravoltas e momentos de pura tensão. Não é uma obra prima, mas vale assistir.
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