Pressão consegue uma façanha que eu não esperava: fazer dois homens discutindo previsão do tempo parecerem mais tensos do que muita cena de guerra.
Anthony Maras tira o Dia D das praias e coloca o suspense dentro de salas apertadas, com Andrew Scott tentando convencer militares de que talvez seja uma péssima ideia mandar milhares de soldados para a Normandia naquele momento. E Scott está excelente justamente porque Stagg não é um herói tradicional. Sua grande batalha é conseguir dizer “vocês estão errados” para pessoas que claramente não querem ouvir isso.
O curioso é que o filme funciona tão bem quando fala de mapas, nuvens e probabilidades que perde força justamente quando resolve mostrar a guerra. Brendan Fraser também não me convenceu muito como Eisenhower.
Ainda assim, é bom descobrir que depois de tantos filmes sobre a Segunda Guerra ainda existe história para contar. Às vezes, o maior inimigo não era o exército alemão. Era uma frente fria chegando na hora errada.
Pressão acompanha a escolha brutal e impossível do general Dwight D. Eisenhower e do capitão James Stagg. Nas tensas 72 horas que antecedem o Dia D, todas as peças do quebra-cabeça estão alinhadas e prontas para ação, com exceção de um elemento crucial: o clima na ilha britânica. Enquanto o chefe das previsões meteorológicas das forças britânicas James Stagg é chamado para fornecer o cálculo mais importante da história, o comandante Eisenhower é assombrado pelo ensaio desastroso do plano de ataque e pelo peso de ser o único com a palavra final. Apenas poucas horas separam o destino da maior missão marítima de guerra e a previsão errada pode devastar os planos da invasão, arriscando que a inteligência militar alemã descubra tudo.
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