Jason Statham já virou praticamente um gênero próprio: muda o nome do personagem, troca o cenário e sempre tem alguém tomando uma surra no caminho.
Em Código: Vingança, a novidade é colocar essa fórmula dentro de um cargueiro, e por alguns momentos isso funciona. As melhores cenas usam corredores apertados, canos, barras de ferro e tudo que estiver por perto para transformar a ação em algo mais físico.
O problema é que o filme quer preencher o resto com vingança, tráfico humano e conspiração corporativa, mas nenhuma dessas ideias ganha força suficiente. Quando Statham não está batendo em alguém, sobra um roteiro tentando criar motivos para levá lo até a próxima luta.
O cargueiro deveria trazer tensão e urgência, mas acaba parecendo só um cenário diferente para a mesma fórmula.
Statham continua fazendo o que sabe. O filme é que não encontra muita coisa interessante para colocar ao redor dele.
Como sempre, um filme que não nega ação, com excelentes coreografias, mas peca no roteiro. O filme utiliza de um caso sensível, que sería interessante explorar melhor e joga no lixo, por que o hiperfoco de Statham é "VINGANÇA".
O filme começa bem, ele consegue desenvolver o personagem de Statham é dos coadjuvantes, porém, após a emboscada e a incrível capacidade do personagem de ser "impenetrável" o faz aniquilar todos seus inimigos, mas seu patrão não tem a mesma sorte e vira o novo Camisa 9 do Vasco.
Após isso, Cole Reed (Jason Statham) vai em busca de vingar quem fez isso ao seu chefe e vai parar em um navio cargueiro e após uma boa forçada de barra (ele entra no navio usando a identidade de um dos agentes que estava na emboscada que por pura "sorte" se parecia com ele), ele descobre um container lotado de pessoas que seriam negociadas através do tráfico humano.
Nessa hora, o filme poderia seguir o rumo de um roteiro nota 10, explorando esse tópico do tráfico humano e desenvolvendo ele, conscientizando assim o público, mas isso é esquecido para Cole fazer o que sabe de melhor: matar vagabundo de N formas possíveis. Enquanto isso, as pessoas do container são praticamente esquecidas e só são lembradas quando precisam ser usadas pelo roteiro.
Em ação, um filme excelente mas com um roteiro sempre igual aos outros filmes de Jason, ele é um homem só, geralmente com um trauma no passado, algo o provoca e ele precisa ir atrás do mandante, no caminho ele mata geral e geralmente durante a matança ele conhece seu par romântico e o filme acaba com ele deixando um rastro de morte por onde passou e derrubando um esquema grande de algum tipo de organização criminosa. Mas esse termina mais brega ainda aonde ele se inspirou bastante em "The Batman" (Quem assistiu sabe do que tô falando).
Filme mediano, Jason já fez produções bem melhores que essa. Um filme pra quem gosta de ação (pai da poltrona).spoiler:
É o típico filme do Jason Statham, muito tiro, porrada, adrenalina, cenas de carro que parece velozes e furioso. Parece que todos os filmes dele são um grande copia e cola e ele só muda de nome. Ele com uma pistola consegue derrotar mais de 6 inimigos com metralhadoras, porque ele acerta os tiros mas ninguém acerta ele. Eu acho esse tipo de filme complicado, não é o tipo de filme que te leva a imersão.
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