Filme que apresenta uma proposta revisionista , com a ideia que toda história tem versões e o Mito pode ser na verdade uma mentira do Narrador. O filme vale por trazer a discussão essa possibilidade Fora isso , a trama não desenvolve e fica a impressão que algo melhor poderia ter surgido.
Com Hugh jackman lembrando o velho logan vale a atuação, mas a distorção da história de robin não ser o herói que rouba dos ricos e doa aos pobres para transformar em apenas um assassino sem pudor e sem regras não foi o esperado. Começo bem pesado e o resto um drama de arrependimento
A Morte de Robin Hood tem uma ideia que eu gosto muito mais do que o filme que saiu dela. Michael Sarnoski não quer celebrar a lenda, mas olhar para um homem velho, violento e cansado, obrigado a encarar tudo aquilo que fez enquanto outras pessoas transformaram sua vida em mito.
O começo funciona muito bem justamente porque existe movimento, brutalidade e uma sensação clara de quem esse Robin foi. Quando ele chega ao priorado e o filme desacelera, porém, tudo começa a girar em torno da mesma ideia de culpa sem encontrar novas formas de aprofundá-la. Hugh Jackman segura boa parte disso sozinho e entrega um personagem cheio de desgaste, mas nem ele consegue impedir que o peso vire repetição.
Sarnoski desmonta Robin Hood com bastante convicção, mas parece menos certo sobre o que colocar no lugar. É um filme que admiro pela proposta, por algumas imagens e pela atuação de Jackman, mas que me deixou muito mais interessado no que poderia ter sido.
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