É um bom filme para o contexto de exorcismo. Tem um elenco conhecido e foi muito bem atuado. Achei interessante pelo fato que retrata seres humanos religiosos tendo que lidar com algo sobrenatural a ponto de questionar a fé, que de fato é algo questionável quando certos acontecimentos ocorrem. O Padre mais novo tenta lutar contra esses sentimentos enquanto o mais experiente (Pacino), mostra que precisa ser forte a ponto de suportar o processo. O filme aborda sobre o posto de liderança, conflito entre diferentes opniões e consequências de suas ações. Vale a pena assitir.
Mais um filme de exorcismo, repleto de clichês do gênero e que não inova. Ainda tenta vender um marketing (enganoso) ao mostrar no trailer como o filme que deu origem ao clássico exorcista. Um Al Pacino cansado e um Dan Stevens meio perdido comprometem ainda mais a trama de um filme cansativo e esquecível.
O Ritual é mais uma adição à já saturada leva de filmes sobre exorcismo. A atmosfera, embora bem construída em termos técnicos, não apresenta nada de realmente novo — seguimos vendo os mesmos rituais, os mesmos conflitos espirituais e as mesmas reviravoltas previsíveis. É um gênero que parece ter esgotado sua capacidade de surpreender, ao menos dentro dos moldes convencionais.
Entretanto, o que realmente chama atenção nesta produção é a presença de Al Pacino. Com uma carreira consolidada e um repertório vasto, ele demonstra, mais uma vez, sua versatilidade ao se inserir com naturalidade em um gênero que não é seu território mais frequente. Sua atuação é contida, porém intensa, dando ao personagem uma carga dramática que eleva o material que tem em mãos. Mesmo com um roteiro limitado, Pacino encontra espaço para entregar nuances, carisma e credibilidade.
Embora O Ritual esteja longe de ser um marco no terror sobrenatural, vale a pena ser assistido justamente pela entrega de seu protagonista. Al Pacino prova que, mesmo em tramas previsíveis, o talento de um grande ator pode transformar a experiência em algo mais digno do nosso tempo e atenção.
A premissa já chega bastante saturada, mesmo sendo baseada em histórias reais, o que exige uma execução acima da média — algo que o filme definitivamente não entrega. A direção é falha, o desenvolvimento é fraco e o uso do sistema de câmeras chega a ser irritante, prejudicando a imersão em vários momentos.
Para completar, a escolha de dublar Al Pacino nas cenas de exorcismo é simplesmente a gota d’água. Uma decisão questionável que compromete ainda mais a experiência. Um filme mal executado em praticamente todos os aspectos.
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