Os Roses: Até Que a Morte os Separe
Média
2,7
36 notas

14 Críticas do usuário

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Nelson J
Nelson J

50.809 seguidores 1.937 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 29 de agosto de 2025
Grandes e afinados atores fazem a diferença. Comédia dramática que tem seus momentos. Humor inglês, as vezes autodepreciativo e as vezes depreciando o outro.
NerdCall
NerdCall

45 seguidores 405 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 1 de setembro de 2025
É curioso pensar que a Disney tenha decidido apostar em Os Roses: Até que a Morte os Separe para um lançamento amplo nos cinemas. Em um momento em que os grandes estúdios buscam reduzir riscos e priorizam franquias ou filmes de apelo garantido, produções com temáticas mais intimistas e dramáticas tendem a ser relegadas diretamente ao streaming. O que faz esse projeto diferente, e o que sustenta sua força de marketing, é justamente o encontro inédito de dois grandes nomes: Olivia Colman e Benedict Cumberbatch. Esse encontro não só atrai olhares pela raridade de vermos atores desse calibre contracenando pela primeira vez, como também se prova a espinha dorsal do longa, já que ambos são responsáveis por manter o interesse do público mesmo quando o roteiro e a narrativa perdem consistência.

O filme acompanha a trajetória conjugal de Theo (Cumberbatch) e Ivy (Colman), desde o início aparentemente equilibrado do relacionamento até a lenta degradação do casamento. No começo, cada um ocupa um papel tradicional: Theo como o provedor e Ivy como a cuidadora da família. Essa dinâmica muda radicalmente após um acidente que arruína a carreira de Theo, deixando-o sem perspectiva de emprego, enquanto Ivy transforma um antigo hobby em uma profissão de sucesso, tornando-se uma renomada chef de cozinha. Esse ponto de virada abre espaço para discussões interessantes: a masculinidade ferida de Theo diante da inversão de papéis, a ascensão profissional de Ivy em detrimento da vida familiar, e as tensões inevitáveis que surgem quando sonhos individuais passam a colidir com responsabilidades coletivas.

Em teoria, esse é o tipo de material rico que poderia render um estudo poderoso sobre casamento, divórcio e o desgaste de uma relação ao longo dos anos. Mas a execução do filme escolhe um caminho menos naturalista. Em vez de mostrar o desgaste cotidiano, com pequenos gestos e silêncios, a narrativa aposta em saltos temporais abruptos, que concentram os conflitos em eventos pontuais: uma viagem, um jantar, um encontro entre amigos. Esse recurso acaba diluindo a sensação de ruína gradual, transformando o retrato do casamento em blocos dramáticos intercalados por diálogos de briga. O resultado é que a ideia central do filme – o desgaste inevitável e silencioso de uma relação – soa mais declarada do que vivida.

Ao mesmo tempo, Os Roses não se limita apenas ao drama. O roteiro de Tony McNamara injeta humor ácido, típico do cinema britânico, em diálogos rápidos e situações bizarras. Essa mistura, em certos momentos, funciona: a tensão das brigas se transforma em situações quase tragicômicas, revelando como o riso pode emergir até dos momentos mais dolorosos. Porém, o excesso de oscilação entre humor e melodrama quebra a fluidez. A cada momento em que a história parece se firmar em um tom mais sério, uma piada deslocada surge; e quando a comédia parece ganhar fôlego, logo surge um peso dramático que interrompe o ritmo. O filme pede que o espectador esteja constantemente ajustando sua expectativa de tom, o que pode gerar tanto fascínio quanto exaustão.

E é aqui que mora uma contradição: Os Roses tenta ser ao mesmo tempo uma análise profunda sobre casamento e uma comédia de humor ácido. O problema não está nessa ambição, mas na falta de coesão para equilibrar esses dois lados. Em alguns trechos, a narrativa é séria demais para sustentar a leveza; em outros, é leve demais para carregar o peso do drama. O resultado é um filme que transita por caminhos ricos, mas sem chegar a uma síntese plena.

Ainda assim, se há algo que impede que o longa despenque de vez, são Olivia Colman e Benedict Cumberbatch. A química entre os dois é evidente, e cada um, à sua maneira, injeta camadas em personagens que poderiam soar caricatos. Colman, como de costume, transita com naturalidade entre o humor e o drama, trazendo vulnerabilidade a Ivy mesmo quando a personagem parece se afastar da família em nome do sucesso profissional. Já Cumberbatch surpreende por explorar um lado cômico pouco visto em sua carreira, sem perder o peso dramático que seu papel exige. Juntos, eles criam momentos de intensidade emocional que fazem o público se manter conectado à história, mesmo quando o roteiro não ajuda.

Em contrapartida, o elenco de apoio é mal aproveitado. Nomes como Andy Samberg, Kate McKinnon, Allison Janney e Ncuti Gatwa aparecem em papéis que pouco acrescentam à trama. Suas participações parecem pensadas mais como chamariz publicitário do que como elementos realmente integrados à narrativa. Isso reforça ainda mais a percepção de que o filme se apoia quase exclusivamente no talento da dupla principal.

Um aspecto interessante, contudo, está na fotografia, que dialoga de forma sutil com o estado emocional dos personagens. No início, as cores são mais quentes e vivas, acompanhando a fase promissora do casal. À medida que os anos passam e o relacionamento se deteriora, as paletas tornam-se frias e os espaços mais fechados, traduzindo visualmente a sensação de confinamento e distância. É um detalhe que, mesmo discreto, acrescenta força à experiência.

No fim das contas, Os Roses: Até que a Morte os Separe é um filme que tem em mãos ideias fortes e uma dupla de protagonistas brilhante, mas tropeça na execução. Ao tentar equilibrar humor ácido e melodrama conjugal, a narrativa se perde em oscilações de tom e saltos temporais que enfraquecem a imersão do público. O resultado é uma obra que parece sempre à beira de algo maior, mas que se encerra de forma anticlimática, sem a contundência emocional que prometia.

É um filme que poderia ter sido devastador ou hilário, mas acaba ficando no meio-termo. Um estudo superficial sobre casamento e divórcio, sustentado pela química de Colman e Cumberbatch, mas incapaz de atingir o impacto que seus temas pediam. O espectador sai do cinema dividido: com a memória de grandes atuações, mas também com a sensação de que o potencial humano e narrativo do projeto foi desperdiçado.
WagnerSantos
WagnerSantos

4 seguidores 87 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 2 de setembro de 2025
Não sei porque mas não consegui sentir empatia pelo casal Olivia e Benedict. Não senti quimica. E quando dois personagens custam a pegar, o filme se torna um sacríficio. Gostei demais dos coadjunvates. O filme não consegue acertar o tom e demora uma eternidade ao apresentar o que de fato se propõe: a guerra dos roses. O melhor do filme só acontece de fato no terceiro ato. O grande destaque aqui é a curta aparição de Alison Jones como uma enfática advogada.
Larissa Silva
Larissa Silva

2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 29 de agosto de 2025
Bem ruim, piadas sem graça e conversas que sempre terminam com o assunto sexo, pouquíssima ação e conflito. Final decepcionante, parece que o filme foi cortado no meio.
Victor Fuzato
Victor Fuzato

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 2 de setembro de 2025
FILME HORRIVEL !
Como que aprovaram o orçamento desse filme? Sem pé nem cabeça, só conflitos, comédia raza e final preguiçoso.
Priscila Gracez
Priscila Gracez

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de setembro de 2025
Eu achei um filme muito gostoso de assistir, rimos bastante, nos emocionamos em alguns momentos, e final surpreendente. Foi muito bom assistir, recomendo.
Elienai Moura
Elienai Moura

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de setembro de 2025
Nao tinha grandes expectativas, mas gostei muito! Achei bastante satisfatório enquanto comédia, com dois grandes atores, cujo trabalho aprecio bastante!
Jenniffer
Jenniffer

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de setembro de 2025
Simplesmente bom demais, amo filmes que me deixam a semana toda o pensando sobre, incrível! Início, meio e fim, completamente perfeitos, daria tudo por uma parte 2, amei!!!
Carlos P.
Carlos P.

262 seguidores 431 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 29 de novembro de 2025
É uma comédia bem padrão, estilo anos 90(baseada em uma dessa epoca), com umas piadas bobas e outras divertidas, mas que tem dois grandes acertos: o primeiro é a dupla de protagonistas, dois dos melhores atores da atualidade e até dão uma complexidade ao papel, e o segundo são os personagens coadjuvantes, Mkinnon e Samberg dão um alívio cômico com as melhores piadas do filme. No final, se perdeu um pouco nas piadas, mas filme bom.
Fabio dos Santos
Fabio dos Santos

1 seguidor 5 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 23 de novembro de 2025
Assisti ao remake desse clássico dos anos 80 esperando uma dose de nostalgia com um toque de frescor. No fim, a única coisa fresca foi a minha decepção.

Benedict e Olivia fazem o possível, mas não chegam nem ao joelho de Michael Douglas e Kathleen Turner — quanto mais aos pés. A química dos dois é tão morna que pareceram dois colegas de coworking tentando ensaiar uma DR no horário de almoço.

O resto do elenco ajuda a cavar o buraco: Andy Samberg, no modo “sem graça profissional”, e a esposa dele no filme completam o pacote da miséria artística.

Para piorar, o remake está recheado de discursos sobre patriarcado, capitalismo, empoderamento e toda aquela salada sociopolítica que o roteiro tenta empurrar como se fosse tempero gourmet. Resultado: a comédia ficou escondida em algum lugar entre o segundo e o terceiro ato, provavelmente pedindo socorro.

Os homens do filme são todos emocionalmente instáveis e desajeitados, como se o diretor tivesse decretado que qualquer traço de firmeza fosse proibido no set. Já o charme das atrizes — que no original transbordava — aqui resolveu tirar férias coletivas.

No fim, nem comédia, nem romance. Apenas um remake que conseguiu a façanha de não honrar o original e ainda entregar algo que ninguém pediu: um filme esquecível.
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