Toque Familiar
Média
3,1
2 notas

1 Crítica do usuário

5
0 crítica
4
0 crítica
3
1 crítica
2
0 crítica
1
0 crítica
0
0 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

26 seguidores 977 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de setembro de 2026
Toque familiar é um filme de drama que contou com a direção e roteiro de Sarah Friedland. Na trama, acompanhamos Ruth (Kathleen Chalfan), uma idosa que sofre com demência e que passa a viver em uma moradia assistida. Porém, Ruth começa a relacionar os funcionários e outros internos como membros de sua família, sem perceber que está onde está. O filme procura mostrar de forma lenta e por vezes silenciosa, os desafios de sua protagonista, que enfrenta uma doença bastante desafiadora. Lógico que os impactos reverberam em sua família e até mesmo nos enfermeiros que cuidam dela. Mas o foco aqui é em Ruth. Sofrendo de uma perda recente de memória, percebe-se que Ruth lembra de detalhes minuciosos de seu antigo passado. Mas diante da nova realidade, o denserolar da trama vai mostrando como é ardo criar esse novo vínculo com novas pessoas e com essa nova realidade. Existe um cansaço mais velado do seu filho, que joga um tipo de peça teatral para ficar mais fácil para a sua mãe. O mesmo ocorre dentro da moradia assistida com os enfermeiros: por hora Ruth está na cozinha cortando frutas, depois está na piscina achando que uma enfermeira é a sua mãe, em outro momento acredita que está en um restaurante. O filme mesmo sendo lento nao cansa, pois vai criando situações peculiares diante da condição de Ruth, na qual a mesma nao percebe onde está e nem o que verdadeiramente está se passando e todo o teatro do lado humano dos enfermeiros. O toque é o ponto central da trama, o toque do sol na pele de Ruth, o passa de seus dedos nas diante da escolha da roupas a ser usada, o toque do médico com cuidado em seu braço para aferir a pressão e o toque sutil do seu filho em suas costas numa dança no final do filme. É fato que essa calmaria apenas passa no ato final, quando Ruth parece ter caído em si, e vem uma leve ressaca moral de ter sido enganada do por todos os enfermeiros, que estavam "jogando o jogo teatral" dela. O trágico ainda vem mais para o fim, pois Ruth não consegue absorver ainda toda a revelação, mostrando que alguns vestígios da verdade ou melhor dizendo, da sua verdadeira condição ainda existe, mas vai ficando enfraquecida com o tempo em seu memória diante de sua condição. No mais, é um filme para ser meticulosamente contemplado e apreciado.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa