A Casa do Dragão revelou uma das cenas mais macabras de toda a saga: Um banquete que toma um rumo diferente do que é descrito nos livros
Fanática por filmes e séries, Ana possui um acervo de informações aleatórias sobre cultura pop e gosta de encarar câmeras imaginárias como se estivesse em Fleabag ou The Office.

Nos livros de George R.R. Martin, a cena em questão foi imaginada de forma diferente. Mas, na adaptação da HBO, ela toma outro rumo.

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House of the Dragon nunca se furtou a retratar a brutalidade da Dança dos Dragões, mas o quinto episódio da terceira temporada elevou ainda mais o nível. Após o chocante banquete de ratos de Rhaenyra, a série recorreu mais uma vez ao horror com uma sequência difícil de esquecer: outro banquete macabro.

Aviso: spoilers a seguir.

Um banquete para traidores

No final do episódio, Daemon Targaryen descobre os corpos de vários Mantos Dourados sentados ao redor de uma mesa como se estivessem em um banquete. Suas entranhas foram dispostas entre cálices, jarras e velas, enquanto uma inscrição escrita com sangue na parede proclama: "Um banquete para traidores". Uma composição que pode nos lembrar uma versão distorcida de A Última Ceia misturada com horror corporal.

Embora o banquete tenha se originado em Fogo e Sangue, George R.R. Martin o situa em um contexto completamente diferente. No livro, são as tropas que apoiam Rhaenyra que preparam uma mesa grotesca repleta de cadáveres de soldados caídos para intimidar o exército de Criston Cole durante seu avanço pelas Terras Fluviais.

Mais uma mudança na série

Mas a adaptação inverte esse acontecimento. Na série, a montagem macabra é ligada à conspiração em torno de Ormund Hightower e aos assassinatos dos Mantos Dourados em Porto Real. Essa mudança transfere a culpa dos Pretos para os Verdes e altera o impacto da cena, reforçando a imagem implacável de Ormund.

Essa decisão evita retratar figuras como Roddy ou Sor Oscar Tully, aliados de Rhaenyra na série, como responsáveis ​​por tal atrocidade. Em vez de fazer dos Pretos os perpetradores de um dos episódios mais brutais do conflito, a produção usa o banquete para explorar a corrupção e o sadismo que cercam os Verdes.

Além do impacto visual, o "banquete para traidores" também serve como meio de esmagar psicologicamente o inimigo. Assim como na obra de Martin, o objetivo não é apenas eliminá-los, mas semear o medo entre os que restam.

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