Tom Cruise passou por transformação física radical para viver o magnata Digger Rockwell. O filme estreia no dia 1º de outubro nos cinemas brasileiros.
Tom Cruise dedicou-se quase exclusivamente aos blockbusters de ação na última década, fazendo com que suas acrobacias extraordinárias e personagens heróicos se tornassem uma zona de conforto. Então, quando ele foi anunciado no papel titular de Digger, uma comédia ácida, as expectativas ao redor do projeto ousado de Cruise logo dispararam.
O longa-metragem de Alejandro González Iñárritu estreia na próxima quinta-feira, 1º de outubro, mas convidados e parte da crítica especializada já tiveram acesso às sessões antecipadas e começaram a compartilhar as tão aguardadas primeiras impressões sobre o filme e, especialmente, sobre a performance de Tom Cruise.
"Eu não leio os roteiros, eu peço que eles leiam para mim": Tom Cruise revela hábito inusitado na hora de aceitar seus papéis no cinemaAtuação de Tom Cruise é elogiada entre comentários divididos sobre as primeiras exibições de Digger
Dada à reputação da dupla Iñárritu-Cruise e às promessas e elogios inflamados dos demais envolvidos na produção, é de se esperar que o espectador (seja ele crítico especializado ou não), entre na sala de cinema com um "sarrafo alto" a ser atingido. E, quando as primeiras resenhas e impressões começaram a ser divulgadas na manhã desta quarta-feira (23), muitas pessoas foram surpreendidas pela polaridade encontrada entre elas.
Ao que tudo indica, Digger deve ser um filme "Ame ou Odeie", algo pontuado pelo jornalista Clayton Davis, da Variety, em seus comentários iniciais, onde escreveu que "a divisão [de opiniões] vai ser insana". Ele ainda destacou que "Tom Cruise e John Goodman entregam trabalhos estelares, e o design de produção e a cinematografia são impressionantes. No fim, nem tudo se encaixa, e eu gostaria que o filme tivesse explorado mais o absurdo e a sátira que tanto almejava".
Para o IndieWire, o redator Jim Hemphill, foi bem mais elogioso ao dizer que o Digger é "não só a melhor atuação de Tom Cruise desde Magnolia, como é um dos filmes de estúdio mais visualmente inventivos, conceitualmente audaciosos e imprevisíveis já feitos".
Por outro lado, bem mais pessimista, Matt Neglia do portal Next Best Picture foi categórico e definiu o filme como um "aviso auto-admitidamente sem graça e estrondoso sobre o estado atual do mundo, mas sem profundidade ou humanidade suficientes para nos fazer nos importar ou dar algum sentido a ele. Menos um estrondo e mais um tiro no escuro vazio".
Outros adjetivos demarcados por demais veículos de imprensa dividem-se entre "fascinante", "desconjuntado", "genial" e "desagradável", confirmando a clássica machete de "divisor de opiniões".