Ele assinou um contrato milionário para se juntar a Schwarzenegger... e desperdiçou essa grande oportunidade.
Em 2003, 12 anos após a estreia de sucesso de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, Hollywood decidiu que havia chegado a hora de reviver a franquia. Não conseguiram convencer James Cameron, mas sim Arnold Schwarzenegger, que voltaria ao seu papel icônico como o ciborgue mais famoso da ficção científica em um filme que, inicialmente, deveria reuni-lo novamente com Edward Furlong, o ator que interpretou John Connor quando criança no sucesso de bilheteria de 1991. No fim das contas, isso não aconteceu e Nick Stahl o substituiu no filme, que não foi muito bem recebido. Por quê?
Há 44 anos, James Cameron vendeu os direitos de O Exterminador do Futuro por um dólar: Foi a única maneira de o deixarem dirigir o filmeComo todos devem se lembrar, se já assistiram a esse longa-metragem dirigido por Jonathan Mostow, O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas apresentava uma história em que John Connor tinha 25 anos, a mesma idade que Edward Furlong tinha quando o filme foi rodado.
Os produtores e responsáveis pelo projeto decidiram então que, apesar de ele estar há vários anos afastado dos sets, ele era o ator perfeito para retomar o papel. Eles se reuniram com ele e ofereceram um contrato milionário… que incluía uma cláusula de rescisão bastante específica, levando em conta a difícil situação pela qual o artista passava na época.
Esse era o contrato: eles queriam que eu não usasse nenhuma droga. E era um acordo incrível, o melhor que eu já tinha conseguido na vida; eram milhões de dólares e eu nunca tinha ganhado tanto dinheiro assim. Então liguei para meus amigos e disse: ‘Gente, acabei de assinar esse contrato incrível, vamos para a balada, vamos arranjar um monte de cocaína e comemorar, isso é o fim, vamos fazer isso em grande estilo’. (…) Lembro que joguei um pouco de cocaína no vaso sanitário, mas caiu muita coisa do saquinho e eu não sabia o que fazer, então preparei uma linha enorme e cheirei. Saí, conversei com uma garota e, de repente, acordei: as luzes da boate estavam acesas, as pessoas estavam ao meu redor e meu amigo chorava enquanto me segurava. Perguntei o que tinha acontecido e ele me disse: ‘Você teve uma overdose’. (...) A ambulância chegou, foi humilhante e a imprensa ficou sabendo de tudo. É claro que me disseram: ‘Você estragou tudo, não vamos fazer o filme com você’. Foi isso. Pedi desculpas, mas não adiantou nada o que eu tentasse. O contrato assinado deixava isso bem claro
Hoje, Furlong já se recuperou de seus problemas com o vício e, de fato, já foi visto em algumas ocasiões participando de eventos de fãs e convenções, sempre com um tom muito mais sereno e agradecido por ter conseguido reorientar sua vida. Mas, há 25 anos, ele teve a oportunidade de voltar a Hollywood e a desperdiçou enquanto comemorava. Vocês gostariam de vê-lo de volta a essa franquia?
O Exterminador do Futuro, uma saga sem data de retorno
Ainda é um completo mistério se O Exterminador do Futuro voltará aos cinemas. James Cameron está trabalhando nesse sentido, embora admita dificuldades para escrever uma boa história de ficção científica no contexto atual do mundo real em que vivemos. O que está claro é que a intenção do cineasta é dar espaço a uma nova geração de personagens, e isso passa, inevitavelmente, por dizer adeus a Arnold Schwarzenegger, já que O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (filmado em vários locais da Espanha) provou ser “o filme do Exterminador do seu avô”.