Joia da ficção científica disponível para assistir online: O melhor filme de Spielberg de todos os tempos – que nem é de Steven Spielberg!
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

Steven Spielberg moldou o cinema blockbuster como nenhum outro cineasta – e foi frequentemente copiado, mas (quase) nunca igualado. Há pelo menos uma exceção. E ela está disponível para você alugar ou comprar digitalmente hoje.

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Quase ninguém nos últimos 50 anos soube contar histórias pequenas e pessoais de forma tão grandiosa e empolgante quanto Steven Spielberg – que não apenas moldou o blockbuster moderno, mas ajudou a fundá-lo em sua forma atual.

Não é de admirar que cineastas de todo o mundo o imitem desde então. Mas se alguma vez houve (ou pode haver) algo como um "novo Spielberg", ainda não o encontramos. Há 15 anos – é uma loucura como o tempo passa – um cineasta chegou tão perto para mim como ninguém antes ou depois: Com Super 8, J.J. Abrams não apenas entregou seu melhor filme até hoje, mas também exalou vibrações de Spielberg nesta aventura coming-of-age de ficção científica, como eu só conhecia do próprio Spielberg.

Se você tem uma queda por ficção científica com um núcleo emocional e crianças tão excêntricas quanto charmosas à la Stranger Things, ou adora filmes de Spielberg como E.T. - O Extraterrestre e Contatos Imediatos do Terceiro Grau só porque eles o levam a uma viagem no tempo de volta à sua infância, você absolutamente precisa assistir à homenagem de Spielberg de J.J. Abrams. Você tem a oportunidade de assisti-lo a qualquer momento, pois o filme está disponível para aluguel ou compra digital no Amazon Prime Video e Apple TV.

Super 8: Cinema dos anos 80 por excelência

O drama de ficção científica de J.J. Abrams parece, desde o primeiro segundo, que saiu diretamente dos anos 80. Quando crianças andam de bicicleta por sua vizinhança em alguma típica pequena cidade americana e algo extraordinário e sobrenatural acontece inesperadamente com elas, pensamos inevitavelmente em clássicos do gênero como Os Goonies e cia.

E mesmo quando a tempestade de efeitos começa, que naturalmente não teria sido possível há 40 anos, o filme nunca perde sua vibe dos anos 80. E isso devemos, em grande parte, ao compositor e vencedor do Oscar Michael Giacchino, cuja trilha sonora lembra os maiores clássicos da música de cinema de todos os tempos. Se o nome de John Williams estivesse listado nos créditos, você acreditaria sem pestanejar.

Grandes Imagens, Grandes Emoções

O que distingue Super 8 e por que ele acaba lembrando os grandes clássicos do cinema familiar de Steven Spielberg é a simbiose de grandes imagens e grandes emoções. Porque entregar um espetáculo épico em CGI ou um drama emocional é uma coisa. Transformar os dois em uma aventura tão emocionante quanto comovente é algo completamente diferente.

J.J. Abrams mantém o fator mistério, sua marca registrada, sempre alto o suficiente, sem mostrar demais – ao revelar coisas empolgantes, misteriosas e inexplicáveis, mas apenas o suficiente para manter o público engajado. E quem ama cinema torce pelo filho do xerife Joe (Joel Courtney) e sua turma (especialmente digna de nota: Elle Fanning, que já era ótima na época) só porque as crianças se envolvem nos eventos misteriosos justamente quando estão filmando seu próprio filme com muito entusiasmo e paixão!

No final, Super 8 nos toca principalmente porque Abrams, apesar de todo o barulho e aventura, nunca perde de vista o núcleo emocional – a história de uma perda trágica, de se unir e da dolorosa percepção de que nosso amor pode ser infinito, mas nossas vidas não.

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