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    Festival de Cannes 2018: Equipe de drama brasileiro faz protesto por demarcação das terras indígenas no evento
    Por Renato Furtado — 16 de mai. de 2018 às 19:08
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    A diretora brasileira Renée Nader Messora, seu marido, o português João Salaviza e seus colaboradores tomaram conta do tapete vermelho da Croisette.

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    O tapete vermelho da Croisette não se estende apenas para a chegada dos maiores nomes da sétima arte. Frequentemente, o palco principal do Festival de Cannes também se torna um local para realização de protestos - como o da equipe e o elenco de Aquarius contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, na edição de 2016 da mostra. E hoje, foi a vez dos realizadores do drama Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, a brasileira Renée Nader Messora e o português João Salaviza, tomarem conta do tapis rouge para demandar a demarcação das terras indígenas - confira no slideshow acima.

    O protesto, que também reuniu os atores indígenas que protagonizaram o longa, diz respeito diretamente à temática de Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, aprovado pela crítica 4 estrelas do AdoroCinema. A obra explora as tradições do povo Krahô - e suas diferenças em relação à e conflitos diretos com a cultura dos homens brancos - e também retrata as ameaças que os povos indígenas sofrem da parte de políticos e pecuaristas locais. No caso, os craós, que habitam uma região localizada na tríplice fronteira entre Maranhão, Piauí e Tocantins, são constantemente atacados por fazendeiros da área que desejam ampliar seus territórios.

    A demarcação dos territórios indígenas, legitimados pela Constituição de 1988, é uma problemática cujo fim não parece estar à vista. Inúmeros governos já se comprometeram a buscar uma solução para os conflitos entre índios e fazendeiros e a delimitar as terras que pertencem aos povos indígenas, mas as promessas ainda não saíram do papel. Infelizmente, as intensas disputas geralmente terminam com o assassinato dos índios, atos de violências que vêm contribuindo para a escalada do indíce da taxa de homicídios de indígenas no Brasil.

    Integrante da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos ainda não tem previsão de estreia no Brasil. O evento francês, por sua vez, segue com força total até o próximo sábado, dia 19 de maio - continue ligado na cobertura completa e in loco do AdoroCinema!

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    Comentários
    • Vidamell Vida R.
      Vamos Brasil!!!!!!
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