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    "Eu estava muito apegada à morte", afirma Deborah Secco sobre papel de vítima do HIV no drama Boa Sorte
    Por Bruno Carmelo — 11 de nov. de 2014 às 11:00
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    A atriz interpreta uma mulher em fase terminal, que se apaixona por um adolescente.

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    Na coletiva de imprensa do drama Boa Sorte, todas as atenções estavam voltadas a Deborah Secco, uma das atrizes principais e também produtora executiva do filme. Os críticos e jornalistas presentes fizeram várias perguntas sobre a experiência de interpretar Judite, uma vítima do HIV em fase terminal. A personagem está internada em uma clínica, onde se apaixona pelo adolescente depressivo João (João Pedro Zappa).

    Boa Sorte pretende desfazer uma série de preconceitos a respeito de drogas lícitas, ilícitas e também sobre o HIV. Pelo jeito, a conscientização é mais do que necessária: durante as perguntas à equipe, um jornalista afirmou que a contaminação da AIDS é fruto de uma vida promíscua... 

    Mas toda a equipe driblou este discurso moralista, mostrando grande respeito às vítimas da dependência de drogas e de doenças transmissíveis. Além da transformação física, perdendo 11kg para o papel, Deborah Secco fez pesquisa com médicos e pacientes com doenças terminais, e ficou surpresa com a "força serena" de cada um deles, que apesar de batalharem por melhor qualidade de vida, estão conscientes do fim próximo. 

    "Eu descobri que vou morrer com a Judite", afirma a atriz, que explica nunca ter pensado na morte antes. Tamanho investimento na construção da personagem levou a grande tristeza e desilusão, apesar do afeto incondicional pela personagem: "A Judite estava muito dentro de mim, foi difícil mandá-la embora".

    Deborah Secco em Boa Sorte

    Sobre as drogas, a diretora Carolina Jabor foi clara: "Eu não faço apologia às drogas. Não quero dizer que é preciso experimentá-las". Em sua pesquisa, Jabor descobriu que mesmo a maconha é capaz de provocar surtos e deixar sequelas, e que o índice de alcoolismo entre jovens aumentou muito nos últimos anos. Ela espera que Boa Sorte sirva como um alerta aos jovens e aos pais negligentes.

    O roteirista Pedro Furtado também sublinha o discurso favorável ao uso da camisinha, e felicita a cineasta pelo "olhar feminino" à trama e aos detalhes. Vale lembrar que a história é adaptada do conto "Frontal com Fanta", escrito pelo autor e cineasta Jorge Furtado, pai de Pedro. 

    Boa Sorte chega aos cinemas dia 20 de novembro.


    Boa Sorte

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