Copa do Cinema: O melhor do cinema alemão
Hoje os alemães enfrentam os Estados Unidos. E, como os europeus batem um bolão, tanto em campo, quanto no cinema, não têm o que temer. Prova disso é a seleção que preparamos abaixo.

Em uma escola da Alemanha, um professor tenta exemplificar como se forma um governo fascista e perde o controle da “onda”. O filme de Dennis Gansel, que fez parte da seleção oficial do Festival de Sundance, é baseado em fatos reais, que aconteceram em 1967, em uma escola de ensino médio em Palo Alto, na Califórinia. Assustador.

Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o longa de Oliver Hirschbiegel (que vem aí com Diana) bem que merecia uma indicação também para o ator Bruno Ganz. Para viver Adolf Hitler, ele treinou o sotaque típico do ditador com um ator que nasceu na mesma área em que o líder alemão. E ficou perfeito.

De Hitler para Lenin. Representante alemão para a disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, a obra de Wolfgang Becker traz Daniel Brühl como o jovem que decide “recriar” o clima pré-queda do Muro de Berlim para preservar a mãe que, tendo estado em coma durante a mudança histórica, acorda em 1990, em uma Berlim Oriental totalmente modificada.

De Daniel Brühl para... Daniel Brühl. Um dos atores mais prolíficos do cinema alemão contemporâneo, ele volta à nossa lista com o filme de Hans Weingartner, que fez um baita sucesso no Brasil. Ao lado de Peter (Stipe Erceg) e Jule (Julia Jentsch), Jan (Brühl) resolve ensinar uma lição ao empresário Hardenberg (Burghart Klaubner). “Seus dias de fartura acabaram".

Um filme que também chamou muita atenção na época, pela escolha narrativa eletrizante que apresentava três possíveis finais para o objetivo de Lola (Franka Potente), que precisou correr muito pelas ruas de Berlim para salvar o namorado, na obra de Tom Tykwer (A Viagem).

É claro que o mestre Wim Wenders, prêmio de Melhor Diretor em Cannes, não poderia ficar de fora da lista. E o filme escolhido foi o clássico Asas do Desejo, que lhe rendeu a láurea no festival francês. E uma curiosidade: como era proibido filmar o Muro de Berlim na época, um foi construído especialmente para as filmagens – na verdade dois, porque o primeiro, de madeira, empenou com a chuva.

De volta no tempo, para o ano de 1927. Metrópolis faz parte do tão importante movimento que ficou conhecido como expressionismo alemão. De volta para o futuro, a ficção científica do lendário Fritz Lang se passa no ano de 2026. A versão original do filme, achada na Argentina, foi restaurada e exibida no Festival de Berlim em 2010, no aniversário de 60 anos da mostra.

Considerado por muita gente o primeiro filme de horror da história, a obra de Robert Wiene contou com uma estratégia de marketing sem precedentes. Semanas antes do lançamento do filme, posters com a inscrição "Você tem que se tornar Caligari!" foram espalhados por Berlim sem a menor pista de que se tratava da publicidade de um filme. Isso em 1920!

Poderia ser Aguirre, a Cólera dos Deuses, O Enigma de Kaspar Hauser, o clássico Nosferatu - O Vampiro da Noite ou mesmo o mais recente O Homem-Urso. O que não poderia era deixar Werner Herzog de fora da nossa lista. Mas Fitzcarraldo guarda uma certa relação com o Brasil, ao narrar a história do homem (interpretado pelo temperamental Klaus Kinski) que, no início do século XX, pretende construir uma casa de ópera no meio da Floresta Amazônica.

Merecido Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o longa dirigido por Florian Henckel von Donnersmarck é centrado na figura do agente da polícia política da Alemanha Oriental Gerd Wiesler (o ator Ulrich Mühe, que faleceu em 2007). Ele passa a escutar clandestinamente as conversas do casal formado pelo escritor Georg Dreyman e a atriz Christa-Maria Sieland, a ponto de se ver envolvido na vida dos dois – e ter que decidir seus destinos. Um thriller psicológico, voyeurista, impactante, que conquistou público e crítica.

Comentários

  • Barbara Martins

    Só filmaço! "A Onda", "Corra, Lola, Corra", "A Queda"... Deu até vontade de rever tudo. Cinema alemão é inteligente, visceral, intenso. Cadê o Video Fight para eu votar logo? *correndo*