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    The Mandalorian: Crítica da 2ª temporada da série do Disney+
    Por Vitória Pratini — 21 de dez. de 2020 às 20:01
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    Com o retorno de personagens queridos da franquia Star Wars, série expandiu relação entre o mandaloriano de Pedro Pascal e Baby Yoda.

    Nota: 5,0 / 5,0
    Atenção para spoilers da 2ª temporada de The Mandalorian.

    saga Star Wars é repleta de cenas emocionantes e memoráveis. Tal como Darth Vader se sacrificando para salvar seu filho Luke (Mark Hamill) ou Han Solo (Harrison Ford) dizendo que ama Leia (Carrie Fisher) logo antes de ser congelado em carbonita. Podemos adicionar mais uma à lista: o momento em que Din Djarin (Pedro Pascal) se despede de Baby Yoda — ou melhor, Grogu — no episódio final da segunda temporada de The Mandalorian, e o entrega para ninguém mais, ninguém menos que Luke Skywalker, um Mark Hamill rejuvenescido digitalmente. Uma sequência agridoce que levou muitos às lágrimas, e fechou com chave de ouro uma temporada excelente.

    Esse é apenas um exemplo da magnitude e excelência que se tornou The Mandalorian. Mestre Yoda que me perdoe, mas a série do Disney+ é mais Star Wars que qualquer filme da nova trilogia estrelada por Daisy RidleyJohn BoyegaOscar Isaac. O novo ano da produção foi ainda superior a sua primeira temporada, que também ganhou nota máxima na crítica do AdoroCinema.

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    The Mandalorian volta a capturar a essência da franquia criada por George Lucas, apostando não só na fofura de Baby Yoda mas também em aprofundar os personagens, focar em tradições de clãs dos Mandalorianos e trazer de volta cenas com sabres de luz em grande estilo — uma direção e fotografias dignas de cinema.

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    Cenas de sabre de luz são destaque na temporada
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    O destaque principal da temporada é o excelente episódio cinco, “The Jedi”, escrito e dirigido por Dave Filoni (Star Wars Rebels), que foi aprendiz de George Lucas. Quase “engarrafado”, o capítulo se passa praticamente em uma só locação, e traz um ode aos clássicos de faroeste e filmes de samurai. Nele, somos apresentados com um visual empolgante e sofisticado à personagem Ahsoka Tano, ex-padawan de Anakin Skywalker, interpretada com maestria por Rosario Dawson — que vai ganhar um spin-off só seu. O capítulo também é responsável por expor um pouco da história da Criança, inclusive seu nome: Grogu. (Mas pode continuar chamando de Baby Yoda, ele não se importa).

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    Questionamento em crenças foi um dos tópicos da série

    Não é só Grogu que tem uma evolução na série. Mando, ou melhor, Din Djarin tem uma evolução bastante complexa, desde aceitar sua relação paternal com o pequeno, até abrir mão de suas crenças e honra como Mandaloriano para salvar a Criança (mostrando finalmente seu rosto para outros humanos, por uma boa causa, é claro). Tanto que, a princípio questiona os modos de Bo-Katan (Katee Sackhoff) e seu clã.

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    Nesse sentido, o episódio “The Believer”, escrito e dirigido por Rick Famuyiwa (Dope: Um Deslize Perigoso), expande o universo de Star Wars e os clãs para além dos mocinhos e vilões protagonistas. O personagem Mayfeld (Bill Burr) tem uma conversa curiosa e elucidativa com Djarin, que revela como os homens e mulheres são produto da sociedade onde vivem: suas crenças, seja no Império, na República, ou nos Mandalorianos só depende de onde nasceram. Mas são todos iguais, lamentando a perda de seus colegas ou celebrando vitória dos seus semelhantes, como acontece quando os dois (fingindo ser oficiais do Império) são exaltados por terem sobrevivido ao ataque de piratas. Até mesmo stormtroopers sem nome ganham mais espaço e falas no campo de batalha em outro capítulo.

    A série ainda contou com grandes diretores em seus episódios, incluindo Robert Rodriguez (Um Drink no Inferno); Bryce Dallas HowardPeyton Reed (Homem-Formiga e a Vespa); o próprio criador Jon Favreau, e Carl Weathers, intérprete de Greef Karga.

    The Mandalorian tem os retornos de Boba Fett e Luke Skywalker

    Pedro Pascal mais uma vez entrega um protagonista que diz tudo através de sua expressão corporal. Quando o personagem tira pela primeira vez o capacete, o ator consegue transmitir a estranheza do momento, e na segunda entrega toda a emoção no olhar ao se despedir de Baby Yoda.

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    Além de Rosario Dawson e o retorno de Bill Burr, a temporada também tem a excelente participação de Giancarlo Esposito como ex-governador Imperial Moff Gideon (que mostra medo genuíno com a chegada de Skywalker, provavelmente conhecido como matador do Imperador). Além, é claro, da aguardada adição do Boba Fett de Temuera Morrison — os espectadores mais atentos certamente perceberão que é o mesmo ator que interpretou Jango Fett na trilogia prequela de Star Wars. Ele também vai ganhar seu próprio spin-off.

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    Outro retorno, desta vez inesperado, foi o de Luke Skywalker no episódio final da temporada, “The Rescue”. Mark Hamill foi rejuvenescido digitalmente, como aconteceu com Carrie Fisher em Rogue One, e fez uma aparição de tirar o fôlego. Sua entrada garantiu uma baita luta de sabre de luz (verde) versus Dark Troopers, arrepiando como a chegada de Darth Vader no próprio Rogue One. Vale lembrar que a série é ambientada entre O Retorno de Jedi e O Despertar da Força.

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    Falando em Dark Troopers, eles não ficaram para trás (com sua apresentação quase em “beat box”). A luta de um deles com Mando é tensa e bem coreografada — com direito a uma possível aceno a luta de Oberyn (Pascal) e Montanha em Game of Thrones. Outro embate que não deixou a desejar foi a de Djarin com Moff Gideon, Sabre Negro versus lança de Beskar.

    A segunda temporada de The Mandalorian superou seu primeiro ano, conseguindo unir cenas adoráveis com Baby Yoda, ótimas sequências de ação e o carisma de Pedro Pascal à nostalgia da saga Star Wars, desde a filosofia dos Jedi até lutas de sabre de luz de arrepiar. Resta saber se veremos mais de Grogu e Luke no terceiro ano da série, e aguardamos ansiosos pelo confronto (forçado) entre Mando e Bo-Katan.

    The Mandalorian está disponíveis no Disney+.

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