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    The Boys: Crítica da 2ª temporada da série do Prime Video
    Por Katiúscia Vianna — 25 de ago. de 2020 às 12:49
    Atualizado 4 de set. de 2020 às 15:38
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    O sucesso dos heróis da Amazon Prime Video retorna em 4 de setembro.

    Nota: 3,5/5,0

    Após um sucesso surpreendente em sua estreia, The Boys retorna para a segunda temporada, com um terceiro ano já garantido pela Amazon Prime Video. Deixando várias perguntas sem respostas para os fãs ansiosos por novidades, a série se destacou por um retrato inusitado do mundo dos super-heróis, com várias críticas sociais e um estilo que foge do politicamente correto. Os fãs podem ficar tranquilos, pois a principal característica da obra produzida por Seth Rogen segue firme e forte nos próximos episódios. Para o bem e para o mal.

    Dessa vez, Butcher (Karl Urban) está desaparecido, enquanto Hughie (Jack Quaid) e o restante dos Boys estão vivendo como fugitivos. Por outro lado, Starlight (Erin Moriarty) tenta navegar pelos Sete, enquanto Homelander (Antony Starr) segue na busca por poder, mas bate diretamente com os planos do novo chefão da Vought, Edgar Stan (Giancarlo Esposito). Tudo isso ainda é balançado com a chegada de uma nova e perigosa heroína, Stormfront (Aya Cash).

    O grande trunfo de The Boys é saber realmente o que pretende ser como programa de entretenimento. Logo, atira para todo lado, sem ter medo de fazer piada com ninguém. Em sua segunda temporada, até almeja por novos objetivos, mas não é nem um pouco sutil sobre a mensagem social que deseja passar. As vezes, suas críticas poderiam ser mais polidas, dando espaço para que o espectador possa digeri-las por si próprio. Em pleno século XXI, muitos pensariam que não precisamos de tudo mastigado, porém diante de certas notícias que lemos por aí, é compreensível que o criador Eric Kripke queira deixar bem claro o que há de errado com nossa sociedade. 

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    Sem dar spoilers, temas como preconceito e supremacia branca ganham destaque dentre a impecável construção do mundo capitalista da série (com destaque para demonstrar como a mídia consegue até vender um empoderamento feminino vazio). Sua representação é bem no estilo "entendeu ou quer que eu desenhe?", elevado a máxima potência. Mas quem está vendo The Boys não quer sutileza. Quer explosão, boas cenas de ação e piadas. E ninguém pode reclamar que a série não entrega isso. Por vezes, pode cair na repetição, mas a divisão em episódios semanais vai ajudar a evitar esse pequeno probleminha.

    Tudo é mais exagerado na segunda temporada, com maior orçamento. Mas se isso significa mais cenas brutais, por outro lado, já perdemos a necessidade de introduções, finalmente dando espaço para personagens que se destacam. Após o próprio Eric Kripke assumir que falhou com Kimiko (Karen Fukuhara) no primeiro ano, aqui ela ganha a voz que tanto merece, mesmo sem falar uma palavra. Sua jornada carrega peso emocional e independência, apesar da conexão com Frenchie (Tomer Capon) ainda ter peso. Paralelamente, Hughie e Starlight são aqueles que mais se desenvolvem, tendo que abraçar (ou não) seus lados obscuros para poder ganhar essa guerra — e deixando mais cinzenta essa área entre o bem e o mal, sem reforçar tais estereótipos.

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    Dentre os super-heróis, Deep (Chace Crawford) é o protagonista de um arco hilário, mas a série sabe que encontrou sua estrela em Homelander. Antony Starr segue excelente em situações cada vez mais absurdas, porém ainda dando complexidade para um personagem que representa tudo o que há de ruim no patriarcado. E Stormfront não fica para trás... Já elogiada por sua performance na ótima You're the Worst, a adição de Aya Cash é perfeita para o elenco caótico. Prometendo surpreender, sua personagem traz uma figura que parece ser sem filtros, mas sabe manipular a multidão como ninguém. Ou seja, o maior perigo nos dias atuais, onde ignorância e ódio se espalham pelas redes sociais.

    Nesses oito episódios, The Boys se afasta um pouco da origem para abranger sua história e apresenta um resultado mais sólido. Só que, no final das contas, ainda parece correr em círculos. Afinal, sabe que não precisa resolver tudo de uma vez, já que uma nova temporada está garantida. Geralmente, cumpre o que promete como entretenimento, mas sempre fica aquele sentimento de querer algo além de explosões e sangue para todo lado. Conseguir manter o charme, mais uma vez, foi um trabalho bem feito. Mas até quando isso pode durar?

    P.S.: The Boys ainda não tem outra cena icônica como o bebê com lasers da primeira temporada, mas a cena da baleia chega perto, viu?

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