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    Normal People: "A série é muito sincera com o que é ser humano", diz Daisy Edgar Jones (Entrevista)
    Por Barbara Demerov — 14 de jul. de 2020 às 10:03
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    Conversamos com os intérpretes de Marianne e Connell da aguardada série do STARZPLAY.

    Normal People, que chega ao STARZPLAY em 16 de julho, tem tudo para se tornar uma das suas séries queridinhas de 2020. E não é por acaso: além da produção contar uma história sensível e poderosa sobre a influência do primeiro amor na vida de alguém, possui uma talentosa dupla de protagonistas.

    Daisy Edgar Jones e Paul Mescal interpretam Marianne e Connell, jovens que se conhecem ainda no colégio mas são impedidos de viver um amor por completo. As diferenças sociais e pessoais entre os personagens fazem com que ambos mergulhem em um relacionamento complicado, mas ainda assim com muita intensidade.

    Ao longo dos 12 episódios de Normal People, o público acompanhará as idas e vindas do casal em meio às surpresas da vida, assim como os reencontros que fortalecem ainda mais sua bela conexão. 

    Aproveitando a estreia da série, o AdoroCinema conversou com os atores em uma coletiva de imprensa internacional. Em pauta, falamos sobre o significado deste relacionamento tão delicado e poderoso, o elemento mais atraente de Normal People e mais.

    AMOR EM DIVERSAS FASES

    Paul Mescal acredita que o relacionamento que Normal People traz à tona ao espectador é aquele capaz de entregar um forte combo, com amor, paixão e desilusões. "Penso que, em última análise, trata-se de um relacionamento central muito formativo que as pessoas geralmente experimentam dos 18 ao 23 anos, ou - mesmo se é mais tarde ou mais cedo -, fala sobre esses sentimentos. Isso é algo que está na TV, no cinema e no teatro há anos e provavelmente ainda estará no futuro", diz.

    Daisy Edgar Jones não só concorda como também fala que a série ganha pontos por justamente tratar Marianne e Connell como seres imperfeitos: "Acho que os personagens são incrivelmente humanos, pois são muito falhos. Esse tipo de história segue um relacionamento, mas não no estágio de 'lua de mel brilhante'. A série se apoia nas diferentes etapas que o relacionamento traz - tanto para o bem quanto para o mal. Portanto, tudo é bastante compreensível porque não é uma criação idealista. A série é muito sincera com o que é ser humano, o que é algo complicado por si só".

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    Por orbitar particularmente no mundo interno de Marianne e Connell, ao mesmo tempo em que trabalha bastante o relacionamento entre eles, Mescal considera essa uma abordagem corajosa na adaptação. "A série é sobre Connell e Marianne. Isso desafia o público a manter o foco em apenas um relacionamento por horas; algo que estúdios e produtores normalmente não fazem mais porque é arriscado. Você se preocupa se um relacionamento vai prender a atenção de todos, mas não quando a escrita é tão boa quanto a de Sally Rooney. É por isso que acho que as pessoas vão responder a isso de maneira positiva. O público se envolve intelectualmente com algo que dá para se relacionar", afirma.

    "Todos os grandes momentos dramáticos aconteceram em um ambiente 'normal'. É emocionante ver uma história tão simples acontecer, mas uma com a qual todos podemos nos relacionar, porque é apenas sobre crescer e se apaixonar. Algo que acontece com todos nós. Então, acho que a simplicidade disso é o que fará o público se relacionar facilmente. Especialmente agora que estamos vivendo neste cenário [da pandemia], é realmente incrível ver uma história sobre conexão humana", Jones completa.

    DESAFIOS NA COMPOSIÇÃO DOS PERSONAGENS

    Para Jones, o fato de as filmagens não serem lineares à narrativa vista na série foi algo bastante desafiador, uma vez que Marianne passou por uma montanha-russa de sentimentos e experiências ao longo dos episódios. "Foi realmente desafiador na parte final da série, em que Marianne está passando por diferenças muito sutis, em um lento declínio de sua visão de si mesma. Não estávamos filmando em ordem, então eu rastreava exatamente onde Marianne estava emocionalmente. Foi complexo, mas obviamente tivemos sorte pois tínhamos o livro como referência", explica.

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    Mescal também encarou como um desafio interpretar Connell, ainda mais quando pensamos na profundidade das questões mentais de ambos os personagens. "Eu acho que entrar na pele de alguém como Connell, com todas suas questões e problemas emocionais, é até assustador. Como eu já disse em outras entrevistas: o que Connell estava passando na série não está acontecendo comigo, mas ele está representando uma realidade para muitas pessoas dessa idade. Então, você definitivamente sente uma pressão para retratá-lo de maneira precisa e verdadeira. E, claro, pessoalmente, outra parte difícil é interpretar um personagem sobre o qual os fãs do livro tenham uma opinião bem clara", diz.

    O VALOR DO RELACIONAMENTO ENTRE MARIANNE E CONNELL

    Ao longo da temporada, o espectador possivelmente irá se apegar não só à história de amor que possui o protagonismo, mas também com a evolução de Marianne e Connell enquanto indivíduos. Jones comenta a significância desta relação: "Tudo é incrivelmente humano, porque a história acompanha não apenas o relacionamento deles dentro e fora da vida um do outro, mas também o relacionamento deles enquanto eles crescem. A principal mensagem do livro é o fato de a história realmente mostrar o quanto uma pessoa pode te transformar e o quanto depender de pessoas pode ser adorável. Connell faz coisas incríveis para Marianne. A narrativa mostra que, se você se cercar das pessoas certas, elas podem moldá-lo de uma maneira maravilhosa".

    Mescal ainda toca em uma das questões mais interessantes de Normal People: a dificuldade do casal em se comunicar quando estão fisicamente juntos. "Eles lutam para articular como se sentem um com o outro quando estão cara a cara. Mas acho que na vida, quando você está digitando em uma tela ou quando não está presente ativamente com a outra pessoa, estranhamente, é capaz de ser mais honesto porque está separado por um passo. E é aí que Connell é capaz de dizer coisas como 'só porque você não se considera bem, não significa que você merece ser tratado mal'", reflete.

    Por fim, Jones adiciona que Normal People traz uma história profunda e sombria, assim como o que é ser um jovem quando você tem o coração partido pela primeira vez. "Eu diria que, tanto em Marianne quanto em Connell - assim como na história como um todo -, há algo incrivelmente relacionável para todos. Definitivamente, há um pedaço de todos dentro desta narrativa", completa a atriz.

    Normal People estreia nesta quinta-feira, 16 de julho, no STARZPLAY.

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