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    Mistérios Sem Solução: Crítica da série da Netflix
    Por Vitória Pratini — 10 de jul. de 2020 às 16:28
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    Analisamos os seis primeiros episódios do reboot da série documental.

    A Netflix tem investido cada vez mais em séries documentais que acompanham acontecimentos reais bizarros, brutais ou mesmo inacreditáveis. É o caso do fenômeno A Máfia dos Tigres, a curiosa Arremesso Final ou a chocante Making a Murderer. A mais recente produção que acompanha true crimes (casos verdadeiros de crimes brutais) é Mistérios Sem Solução, reboot da popular série nos Estados Unidos que estreou em 1980 e durou décadas.

    Originalmente, o programa era apresentado por Robert Stack, em um tom a la “Além da Imaginação”, e abordava diversos arcos em um mesmo capítulo. O novo Unsolved Mysteries (no original) traz elementos distintos. Diferentemente de outros reboots, a produção faz questão de se reinventar. Produzido por Shawn Levy (Stranger Things) e pelos criadores do programa original, John Cosgrove e Terry Dunn Meurer, a série acompanha e aprofunda, a cada episódio, uma ocorrência chocante — desde desaparecimentos e assassinatos, até ocorrências sobrenaturais. Seis episódios foram lançados na Netflix neste mês de julho, e o restante da temporada chegará à plataforma no final do ano.

    Mistérios Sem Solução faz homenagem ao original de forma moderna
    Netflix

    Sem anfitrião, a versão moderna da produção tem uma estética própria, misturando depoimentos de testemunhas, policiais e pessoas envolvidas com cenas de reconstrução para ilustrar o que foi dito. Ainda que o mote de cada caso tenha sido citado no início, Mistérios Sem Solução utiliza uma narrativa linear de forma instigante ao longo do episódio, e monta uma linha do tempo visual na tela. Claro que, basta uma breve busca no Google, para descobrir mais sobre os casos, até mesmo detalhes que não foram abordados pela série da Netflix. Porém, não se pode negar que a produção fez o seu melhor diante de um tempo limitado de cerca de 40 minutos por episódio.

    As histórias narradas são surpreendentes e chocantes, o que já facilita para ser um roteiro instigante por si só. No entanto, para quem gosta do gênero true crime, existe um sentimento amargo. Como o título mesmo indica, tais mistérios não têm solução. Porém, a série incita os espectadores a buscarem suas próprias teorias, e pede que quem tem informações sobre os crimes, entre em contato com eles. O próprio criador revelou que desde a estreia, a Netflix recebeu uma série de novas pistas sobre os casos.

    Série aposta em diversidade de locações, mas não consegue fugir do tema de morte
    Netflix

    É necessário ainda destacar de forma positiva que a série tem um cunho internacional. Enquanto cinco delas se passam nos Estados Unidos, um dos episódios aborda um crime brutal que aconteceu na França. A maioria dos primeiros capítulos disponíveis, abordam desaparecimentos, assassinatos e um misterioso possível suicídio, com exceção de um, Óvni de Berkshire, que fala sobre alienígenas. Focado no depoimento de adultos que dizem ter sido abduzidos quando crianças, é o episódio mais fora de tom e menos crível, talvez por não ter informações e depoimentos de cunho científico.

    Ao mesmo tempo que a premissa de Mistérios Sem Solução inspire medo — inclusive com sua música de abertura clássica — talvez o capítulo mais chocante seja “Mistério no Telhado”, que revela uma morte de forma inexplicável. Os demais são simplesmente casos não resolvidos pela própria polícia e que fica bastante claro quem foi o autor do crime. Esperamos que os episódios seguintes possam abordar temas mais diversos.

    Fazendo ode ao original, Mistérios Sem Solução é uma série para os curiosos de plantão, que merece ser maratonada, mas pode ser assistida aos poucos. Só não veja à noite, pois pode ser perturbador!

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