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    5 séries nórdicas para quem gosta de drama policial
    Por Lucas Leone — 1 de jul. de 2020 às 18:00
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    Além da conhecida The Killing, a finlandesa Deadwind acaba de ganhar 2ª temporada na Netflix.

    Não só de vikings e deuses mitológicos vivem os países nórdicos. Os cinco territórios que formam o Norte da Europa - Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia e Finlândia - parecem nutrir bastante apreço pelo gênero policial e sabem fazê-lo com uma maestria pouco vista na indústria do entretenimento. De alguns anos para cá, suas produções se tornaram uma das principais apostas dos streamings, rompendo, inclusive, a barreira do idioma.

    As nações nórdicas, apesar de sempre aparecerem entre as mais felizes do mundo, trazem o oposto em seus projetos: o aspecto selvagem da natureza humana e o caos da sociedade contemporânea são temas recorrentes. Há uma aura sombria e assustadoramente realista que se alimenta das paisagens ou mesmo do clima dessa região. Lá, as temperaturas baixas se estendem por boa parte do ano, e o sol chega a desaparecer completamente durante o inverno.

    O chamado “noir nórdico” reflete as condições extremas que seus povos enfrentam. Os tons azulados dominam a fotografia de suas séries e marcam as nuances do suspense, transmitindo uma sensação de apatia, assim como de isolamento - amplificada pela imensidão do mar que separa o Norte do resto do continente. Muitas cenas têm como pano de fundo lagos e rios congelados, cidades e campos cobertos de neve, além da escuridão causada pela ausência de luz natural.

    O frio influencia tanto a estética quanto o enredo dos thrillers nórdicos. Os protagonistas são, geralmente, investigadores de polícia que deixam seus problemas pessoais de lado para desvendar assassinatos brutais e encontrar criminosos implacáveis. Eles trabalham sem descanso e negligenciam as necessidades da própria família. Todos acabam se fechando em seus casulos e, ao final, percebem que foram longe demais em sua busca pela verdade.

    Confira a seguir cinco produções que mostram como os países nórdicos viraram uma referência no gênero policial. 

    DEADWIND

    Deadwind (Karppi) é uma série finlandesa que começou em 2018 e retorna hoje (1/07) para uma segunda temporada na Netflix. A história gira em torno de Sofia Karppi (Pihla Viitala), uma detetive que precisa conciliar os perigos de sua profissão com seus dramas familiares. Ela se dedica a solucionar os mais violentos crimes em Helsinque, enquanto luta para tomar conta de seu filho pequeno e sua enteada adolescente.

    Na primeira temporada, Sofia está atrás da pessoa que matou e enterrou uma mulher em um canteiro de obras. Já na segunda parte, ela encara uma nova missão, com mistérios tão sombrios quanto os anteriores.

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    THE KILLING

    The Killing (Forbrydelsen) é uma série dinamarquesa com três temporadas e que ganhou uma adaptação americana de mesmo título em 2011. Na trama, tudo se articula em torno de Sarah Lund (Sofie Gråbøl), uma detetive que está prestes a se mudar para a Suécia quando o assassinato de uma jovem estudante abala Copenhague. Encarregada de orientar seu substituto Jan Meyer (Søren Malling), Sarah resolve adiar seus planos e conduzir a extensa investigação.

    BORDERLINER

    Lançada em 2017 na Netflix, Borderliner (Grenseland) é uma série norueguesa de oito episódios. A trama segue o oficial de polícia Nikolai Andreassen (Tobias Santelmann), que investiga uma morte em sua cidadezinha natal. Ele acredita que o suposto suicídio se trate de um assassinato e mobiliza as autoridades locais. Ao descobrir que o criminoso pertence a sua própria família, Nikolai decide abafar o caso, mas sua colega de trabalho, Anniken (Ellen Dorrit Petersen), passa a desconfiar de seu jogo sujo. Ele não vai medir esforços para proteger seus entes queridos, mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo e o errado.

    AREIA MOVEDIÇA

    De origem sueca, Areia Movediça (Störst av allt) se diferencia das outras séries nórdicas por não ter um policial como protagonista. Os seis episódios, disponíveis na Netflix, contam a história de Maja Norberg (Hanna Ardéhn), uma garota de 18 anos que enfrenta um julgamento por assassinato. Sua escola, onde estudam adolescentes ricos de Estocolmo, foi palco de um tiroteio em massa. Acusada de participar do crime, Maja vai parar atrás das grades e parece não se lembrar muito bem do que ocorreu. Segredos e mentiras vêm à tona durante o inquérito, fazendo com que as suspeitas recaiam sobre Sebastian (Felix Sandman), o problemático namorado de Maja.

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    TRAPPED

    Trapped (Ófærð) é uma série islandesa que já soma duas temporadas, cada uma com 10 episódios na Netflix. A primeira, de 2015, acompanha uma investigação policial depois que um cadáver mutilado surge no litoral de uma remota cidade. O detetive Andri Olafsson (Ólafur Darri Ólafsson, de Festival Eurovision da Canção) e sua colega Hinrika (Ilmur Kristjánsdóttir) precisam solucionar o assassinato, mas a chegada de uma nevasca prejudica o trabalho deles. A situação se agrava quando uma balsa cheia de turistas fica presa no local, devido à tempestade. Com um criminoso à solta, o medo se espalha entre passageiros e moradores.

    A segunda temporada de Trapped - que se tornou a produção mais cara do país - estreou em 2018. Dessa vez, Andri desembarca na capital Reykjavík para investigar a morte de um homem que ateou fogo a si mesmo enquanto mantinha uma ministra do governo refém. Um homicídio acontece, e todas as pistas levam o detetive de volta ao remoto vilarejo apresentado anteriormente.

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