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    Game of Thrones: Crítica da 8ª temporada
    Por Laysa Zanetti — 22 de mai. de 2019 às 17:32
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    Temporada final da série da HBO deixa para trás uma sensação vazia.

    Nota: 2,0 / 5,0

    Temporadas finais de grandes séries — sejam estas grandes em popularidade, em extensão, ou ambos — podem sempre ser traiçoeiras. Quando há muito a ser respondido e muitas tramas a ser finalizadas, então, o desafio é ainda maior. É uma balança difícil de equilibrar, uma conta em que, invariavelmente, alguém sai perdendo. O público cria altas expectativas para os últimos passos de personagens queridos, personagens que acompanhou por anos, e não poderia ser diferente. Para os produtores, roteiristas e elenco, é um desafio em que pesam a pressão de fazer algo grandioso, digno e, no fim das contas, fechar a última página do livro de cabeça erguida.

    O final de Game of Thrones jamais agradaria a todos, não apenas porque é praticamente impossível obter uma aprovação de 100%, mas porque este “todo” abraça no mínimo dois tipos de público completamente diferentes para a história adaptada por David Benioff e D.B. Weiss: os leitores de George R.R. Martin e os não-leitores. Alguns são mais rígidos com os pontos de mudança; já outros, ao longo dos anos, foram capazes de entender (ou, pelo menos, aceitar em paz) que Game of Thrones e As Crônicas de Gelo e Fogo estiveram desde o início destinadas a serem histórias completamente diferentes. O efeito borboleta, como o próprio Martin faz questão de ressaltar, esteve em curso desde a primeira cena do primeiro episódio da primeira temporada da série de TV.

    Por isso, a divergência da série em relação aos livros não é exatamente o que criou uma rejeição tão grande — perceptível em qualquer rede social — dos últimos episódios da série, ainda que isso esteja no epicentro da tragédia. Game of Thrones construiu a sua própria versão de Westeros, como era lógico e necessário que fizesse. São muitos reinos, muitos personagens, muitas tramas paralelas, e uma quantidade limitada de tempo disponível. É este mesmo tempo, aliás, que parece ter se tornado o principal vilão da história nas últimas temporadas.

    E você aí achando que a vilã era Daenerys (Emilia Clarke).

    Helen Sloan/HBO

    Em 2017, Benioff e Weiss falaram ao público do SXSW sobre a conclusão da história, reafirmando que já planejavam quando queriam terminar a série:

    “Desde o início nós queríamos contar um filme de 70 horas”, falou Benioff. “Vai acabar sendo um de 73 horas, mas permaneceu relativamente a mesma coisa considerando o início, o meio e agora chegando ao fim. Teria sido muito difícil se houvéssemos perdido algum membro essencial do elenco ao longo do caminho. Estou muito feliz por termos mantido todos e conseguir terminar da forma que desejávamos.”

    Durante anos, nas primeiras temporadas de Game of Thrones, o que fez a série se diferenciar das demais produções do gênero de fantasia não foi necessariamente a tão comentada inversão de expectativas, que surpreendeu com as mortes de personagens importantes e inesperados. O que destacou a série foi a construção bem embasada de toda a trajetória dos protagonistas, ainda que as ramificações fossem detalhadas e muitas vezes difíceis de se acompanhar.

    Por isso, quando Ned Stark (Sean Bean) perde a cabeça no episódio 9 da primeira temporada, o público se vê confrontado com uma sensação angustiante: é doloroso ver um personagem justo e nobre ser punido pela decisão impetuosa de um rei inexperiente e mimado, Joffrey (Jack Gleeson), mas o público consegue ver perfeitamente tudo o que aconteceu para culminar naquilo, da inocência de Eddard à fé um pouco cega na justiça e na bondade. Quando Robb (Richard Madden) e Catelyn (Michelle Fairley) são cruelmente assassinados no Casamento Vermelho, na terceira temporada, vários episódios destinaram-se a ir montando o caminho até aquilo, desde o casamento do Jovem Lobo com Talisa (Oona Chaplin), que descumpre a promessa que havia sido firmada com Walder Frey (David Bradley), aos alertas feitos por Catelyn e, por fim, à descoberta de que toda a armadilha havia sido tramada por Lorde Tywin Lannister (Charles Dance). O desenrolar do Casamento Vermelho é algo difícil de se assistir não apenas porque estamos tratando dos outros personagens que aprendemos a enxergar como protagonistas, mas porque, passado o choque inicial da brutalidade da cena em si, o que permanece com o público é uma dor fundamentada: o que aconteceu foi algo brusco, mas não foi um choque pelo choque. O caminho para o desastre havia sido traçado, era visível e tem uma recompensa emocional.

    Helen Sloan/HBO

    Essa é a exata diferença em relação ao que acontece nos episódios finais.

    Muito se discute a respeito da virada obscura de Daenerys Targaryen na oitava temporada. Estava ou não estava claro desde o início que ela não era exatamente a mocinha da história? Por um lado, é evidente que os indícios existiam: ela não esboça qualquer rejeição quando Khal Drogo (Jason Momoa) dá a “coroa de ouro” a Viserys (Harry Lloyd) na primeira temporada, e depois disso não são poucas as vezes em que ela resolve incinerar seus inimigos com o fogo de seus dragões. Existe um sadismo na forma como ela aplica punição a quem está contra ela, mas esse sadismo, ainda que real, não existe apenas com Dany. Muitos outros personagens — Arya (Maisie Williams), Sansa (Sophie Turner), Jon (Kit Harington) para citar apenas alguns — também chegaram a ser bastante cruéis com seus inimigos, mas isso jamais chegou a significar que eles se tornariam insanos.

    A jornada de Daenerys Targaryen, o seu declínio rumo a uma instabilidade mental assustadora, é uma que muitos fãs já haviam suspeitado que poderia acontecer. A temporada, no entanto, comete um equívoco quando não dá ao público tempo necessário para absorver todas as perdas que a personagem sofre na temporada, tampouco de entender o impacto que aquilo causou na forma como a Mãe dos Dragões enxergava o seu próprio destino, a sua obstinação pelos Sete Reinos. Ela é colocada em uma situação em que jamais poderia ganhar: ao optar ouvir seus conselheiros, ir para o Norte e lutar a batalha de Jon Snow, Dany perde boa parte de seus exércitos mas não ganha a confiança dos Starks, o que depois acaba se tornando a justificativa para a guinada obscura e o ataque a Porto Real. Mas, caso ela tivesse ignorado as opiniões de seu conselho e ido direto para a Capital enfrentar Cersei (Lena Headey), não teria passado pelos mesmos julgamentos e acusações de ser apenas mais uma que não se importava com o povo? Dany está presa entre duas alternativas que seriam prejudiciais qualquer que fosse o resultado.

    Helen Sloan/HBO

    Essa armadilha criada para ela pelo roteiro é exatamente o que retira grande parte do impacto que sua morte poderia ter causado. A sensação que fica, mesmo após a série ter se empenhado bruscamente nos dois episódios finais para fazer Daenerys estar completamente fora de si, é que Benioff e Weiss falharam muito com ela.

    Grande parte do resultado da temporada final de Game of Thrones dependia da criação e da ruptura dos laços entre os personagens, algo com que o público está mais do que habituado após tantos anos de história. Os episódios, no entanto, parecem se ancorar com muita confiança no fato de que o público já conhece aqueles personagens, a ponto de passar com muita pressa pela maneira como cada um deles é impactado pelas novidades. E, quando muito disso se ampara em Jon e Dany, há ainda um outro desafio: a inexpressividade de Harington transmite sempre a ideia de que Snow é um personagem sem vontade própria e apático, enquanto a forma como a série deliberadamente foge de encarar Dany de frente nos episódios finais ressalta a afirmação de que o roteiro não tem uma justificativa forte para o lugar em que colocou a personagem.

    Por isso, a sensação geral de insatisfação com a temporada final vem de um único lugar: o que os episódios deixam claro é que a série foi incapaz de diferenciar o que é subversão do roteiro e o que é falta de aprofundamento deliberada. Roubar o público da possibilidade de acompanhar a transição dos personagens apenas para no final deixar a impressão de que algo foi inesperado é exatamente o contrário do que levou a série ao status cultural que ela ocupa hoje. A maior evidência disso é que o episódio mais bem recebido da oitava temporada é o episódio 2, “A Knight of the Seven Kingdoms”, que é o menos apressado de todos. É um  episódio que se destina a acompanhar a última noite de nossos personagens principais antes da temida Batalha de Winterfell contra o exército do Rei da Noite. É um que retrata a angústia em cada um deles, o desespero e o medo da perspectiva de enfrentarem a morte. É um que faz aquilo que mais fez falta durante os 13 episódios finais, pois entrega um olhar mais intimista e dá ao público a chance de criar um laço com o que acontece naquele momento. Sem isso, o que sobra é apenas um espetáculo vazio.

    Helen Sloan/HBO

    Game of Thrones sai de cena deixando atrás de si uma sombra negativa, de uma temporada final apressada e que foi duramente criticada por sacrificar o roteiro na esperança de que o deslumbre visual recompensasse. O último episódio chega a um lugar confortável e coerente, mas o caminho traçado para chegar até lá carece de emoção e faz com que poder dizer que a série acabou seja, no fim das contas, um alívio.

    Entender a comoção que a série gerou na cultura pop é algo que podemos apenas tentar. Criticada ou elogiada, Game of Thrones está destinada a ser maior do que os problemas da temporada final porque introduziu no imaginário popular um novo reino e uma nova forma de se entender o gênero de fantasia, uma noção que é tão complexa que, à curta distância em que a enxergamos logo após o fim, é difícil de determinar. Portanto, enquanto evento, Game of Thrones é uma força da natureza praticamente imbatível. Enquanto série de TV, fica a esperança de que os seus erros sirvam de lição para aquelas que já estão tentando copiá-la.

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    Comentários
    • Andries Viljoen
      O INSTITUTO MÉDICO LEGAL Desenterra G.O.T. e descobre causa da morte da série, confira:Os D&D se mostraram adaptadores muito competentes enquanto se baseavam no que foi escrito pelo George R. R. Martin, mas tudo desandou quando a série começou a passar os livros e aí eles se mostraram péssimos criadores. Essa foi uma das ruínas de Game of Thrones. A falta de experiência com cinema, produção e roteiro pode não ter sido uma coisa tão grave no começo, mas depois mostrou como seria essencial na criação de diálogos e plots sem a base dos livros. Daria pra ter salvo, mas infelizmente não deu certo.Da 7 º temporada em diante foi caindo gradualmente, ( roteiros e personagens) apesar que nos efeitos gráficos tenha melhorado substancialmente um contra senso já conforme o roteiro piorava mais orçamento tinha.Acredito que houve um certo cansaço nos Produtores, pelo tamanho que a serie ganhou .Mas o ponto mais latente foi a desvinculação dos roteiros em relação aos livros.Conforme o os roteirista ficavam sem o norte dos livros! o Desenvolvimento dos personagens ficaram fracos e perdidos e por mais lindo que fosse a 8º temporada o Roteiro é muito ruim e ficou amargo o final que deram os personagens, isso prejudicou uma obra que mudou a Tv. e maculou o Trabalho de D&DMas sem Duvida da 1º a 4º pra mim é perfeito a obra da TV.Na minha opinião, a adaptação dos 3 primeiros livros - até a quarta temporada - foi muito bem feita. Nós sempre sentimos falta de alguns personagens ou de algumas escolhas tomadas nesses tempos - Lady Stoneheart - mas eram decisões que, pelo menos naquele momento, não estragavam a experiência e foram acrescentadas boas cenas e plots interessantes.A partir da quinta temporada, os escritores parece que esqueceram dos livros e passaram a andar por conta própria, tomando diversas decisões questionáveis que mudou muito o caráter de personagens chave - como Sansa e Stannis - e deixaram de adaptar as histórias criadas pelo Martin em Meeren, Dorne, Ilhas de Ferro e até mesmo em Porto Real e Winterfell. Ao meu ver, na sétima temporada já tínhamos graves problemas de roteiro, muitas causadas pela Explosão do Septo de Bailor, que foi uma cena espetacular, bem dirigida, com ótima trilha sonora, mas uma solução fácil e fraca que acabou com o Núcleo de Porto Real e a história perdeu substância, virando Daenerys x Cersei e lá no norte estava rolando algo importante também, não? Enfim, há muito pra falar mas como são vários vídeos, melhor ir falando um pouco de cada vez kkAcho que a série deixou de ser satisfatória para mim quando eles começaram a abandonar os arcos dos personagens. Isso ficou bem claro a partir da 6ª temporada, mas já vinha acontecendo desde a 4ª (se não me engano). As soluções para os plots foram ficando fracas e os personagens ficaram cada vez mais burros e unidimensionais. Isso me deixou super chateada por conhecer os livros e amar cada um dos personagens (salvo o pessoal das ilhas de ferro e os Freys). Enfim, fiquei super triste que no final, a cinematografia, o audiovisual, os efeitos estavam todos lá, lindos e irretocáveis (salvo o copo do Starbucks), mas o coração da série que era o enredo e os personagens já tinham se ido há muito tempo.A decepção do final resumidamente: Como fã de longa data da série e dos livros, sempre gostei do fato de subverterem as expectativas dos acontecimentos que são comuns em livros de fantasia e com isso quebrar as expectativas do leitor/telespectador sempre de maneira coesa e bem construída. Essa característica foi se perdendo com o tempo, os acontecimentos chocantes foram mantidos justamente por ser uma característica da série, mas o embasamento para isso ficou superficial. Logo, o final da série, com a Daenerys se tornando uma antagonista, não é um problema pra mim, o problema é como isso foi construído, não há embasamento suficiente no que foi mostrado em tela para retratar essa mudança no personagem, se o mesmo enredo fosse narrado com mais tempo, acredito que o final da série não geraria polêmica. Quanto ao final dos livros, não duvido que seja o mesmo, no entanto são mais dois volumes com uma infinidade de páginas para trabalhar esse enredo e não a correria que foi a série.Portanto, P/ mim teve 4 ótimas temporadas depois q começou a se perder... Eu estou fingindo que a série entrou em hiatos depois dá 6ª temporada, só assim pra mim lidar com o descaso que o roteiro ficou dps. Assisti a última temporada e a forma como o roteiro foi forçado em vários sentidos. Então a minha decepção é com o que o roteiro se tornou, o desenvolvimento preguiçoso foi o que enterrou a série. Então superar a morte de GoT fingindo que foi um delírio coletivo.
    • Jad Bal Ja
      Esse é o resumo.
    • Jad Bal Ja
      Já reclamei e já xinguei muito as criticas que são feitas aqui, principalmente quando começam as lacrações, mas essa critica esta perfeita. Foi direto na ferida. O fato é que em GOT sempre foi mais importante o caminho percorrido do que o local de chegada final. Os diretores e roteiristas não entenderam isso ou não tiveram talento para faze-lo.Mais importante do que mostrar o fim de Danererys, Jon, Cercei etc... era mostrar claramente como eles chegaram lá. Todos os personagens poderiam ter exatamente o mesmo fim que tiveram na serie, desde que tivesse havido conteúdo que justificasse esses finais. E isso não teve.Muitos series esticam o material e se perdem, GOT fez o caminho contrario, se perdeu primeiro e teve que reduzir sua exposição para não passar mais vergonha. Quando anunciaram que essa temporada teria só 6 episódios, já imaginei o desastre, era muita historia para uma temporada tão curta. Ta ai o resultado.
    • Osnir Sotério
      Sabe quando você vai numa festa naqueles bufês de segunda, que quando você chega todos os funcionários estão sorrindo e depois da 23h não te servem nem um copo d'àgua? Pois é assim que percebo as duas últimas temporadas de GOT. As seis primeiras temporadas criaram uma história super complexa, com diversos protagonistas e possíveis variáveis para o destino de cada um. Os fãs por sua vez, criaram expectativas tão complexas quanto o roteiro da série, até por conta dos finais já ocorridos com outros personagens importantes. No entanto o que se viu foram as duas ultimas temporadas quase que nos expulsando do salão, assim como no bufet. Deram finais práticos e rasos aos dilemas mais importantes da série sem parecer se importarem muito com toda a história construída ao longo de tantos anos.
    • Klaus Nickel
      Pra mim o problema central é que essa temporada deveria ser maior pra trabalharem melhor a loucura da Dany.
    • reinaldo
      Eu achei a 8° temporada visualmente muito impressionante mas em matéria de coesão de roteiro bem ruim, a morte do Rei da Noite é completamente sem explicação, tipo ele estava cercado por aliados e ninguém vê a aproximação do inimigo? Ali foi o primeiro buraco da temporada. A transformação da Daenerys ficou no mínimo forçada, a Sansa atuou claramente para sabota-la no levante dos conspiradores e mesmo após ela perder grande parte do exército e um dragão ajudando o norte ainda conviveu com sabotadores justamente liderados por Sansa, o mais legal é que a personagem da Daenerys disse que isso aconteceria caso Jon revelasse a verdade. O ato final soou como uma traição a Daenerys, se fosse a Cersei teria feito praticamente o mesmo, nessa temporada eles nem conseguiram amadurecer o personagem do Jon que pareceu aquele menino sem noção(tipo o que eu estou fazendo aqui.) ele praticamente minou o governo ao revelar que era o herdeiro de fato, mesmo que não tivesse interesse isso não mudaria o fato que os sabotadores iriam utilizá-lo para acabar com Daenerys, e ele estava ciente disso.Particularmente achei que o roteiro foi injusto com a personagem da Daenerys, todos como autor bem citou encorporaram atos de violência durante a trama até o próprio santo do Snow, acho que só queriam dar um final mais rápido, porém ao terminar a série você fica com um sentimento estranho se ver os conspirados sentados no trono como supostos heróis.
    • Mimi
      Isso sem falar que ficaram muitas perguntas sem respostas.Como vc recomenda uma série que termina assim cheio de pontas soltaspra alguém ? Eu acho que o desenvolvimento de uma série é importante sim, mas o finalé precioso. Faltou mais Carinho com a série que projetou tantos nomes paraa indústria do cinema, e em especial dos roteiristas que se tornaram muitodisputados nesse caminho. Pressa ? Cansaço? Ambição? Não sei.Só sei que foi uma pena !
    • Abel
      exato,pq D&D so sao bons e a adaptar material,mas sao uma merda para criarem dois tps quase sozinhos
    • Abel
      n foi correto encurtar as tp,a hbo ta mais do k disposta para dar 10 eps cada as tp finais,mas os showrunner quiseram menos eps,a 7 tp,agr n tenho muitos problemas com o numero de eps,mas a 8 merecia 10 eps facilmente,6 foi muito pouco
    • Aluso Osula
      Enfim... as duas últimas temporadas só comprovaram que o verdadeiro gênio é o Martin e não D&D.
    • Mestre Tartaruga
      Eu daria uma nota 4/5. A temporada 7 e 8 foram apressadas sim, é verdade, mas considerando que não havia mais material de base, foi correto encurtar as ultimas temporadas e acabar por cima. A mim os episódios agradaram bastante seja pelas divertidas conversas de mesa em Winterfell, seja por uma garotinha matando um gigante, seja pela dor de perder Missandei e Raeghael de forma tão cruel ou pelo belíssimo Clegane Bowl. E o fato desses episódios gerarem tantos debates, só mostra o quão poderosa é a trama da série. Quem aproveitou pôde dar adeus a série e guardar boas lembranças. Quem preferiu enxergar apenas os negativos, perdeu um momento único na vida. Pra mim, definitivamente, é a melhor série de todos os tempos.
    • Renata Oliveira
      Game Of Thrones acertou em diversos aspectos em suas 8 temporadas, como citado na crítica, e realmente a série não se tornou esse fenômeno pop apenas pelas mortes e pelas reviravoltas, sempre houve embasamento, como foi apontado no texto, me parece que a falta dos livros para conduzir a história foi o elemento mais forte em desfavor do roteiro, que de repente se tornou empobrecido de diálogos interessantes, de artimanhas políticas e até mesmo coerência com a história dos personagens.Fatos que tinham poder de mudar o rumo da história se tornaram insignificantes, Game Of Thrones perdeu a sutileza no final, simplesmente jogando acontecimentos sem nunca se aprofundar nos motivos que os geraram (vide a loucura da Dany).Agora nos resta esperar os lançamentos dos próximos livros para descobrir os caminhos que foram traçados para os personagens, certamente George R. R. Martin tem surpresas e caminhos mais interessantes e requintados (ainda que nos apresente um final bastante parecido).
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