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    Os Simpsons: Episódio com Michael Jackson é retirado de circulação após documentário Deixando Neverland
    Por Amanda Brandão — 8 de mar. de 2019 às 10:15
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    Não ouviremos mais a voz do cantor em um dos personagens.

    O documentário Deixando Neverland, que traz depoimentos de dois homens que afirmam terem sido abusados sexualmente pelo cantor Michael Jackson durante a infância, está causando polêmica desde o seu lançamento. Além disso, o filme tem causado problemas para o legado do cantor (morto em 2009).

    Após algumas rádios canadenses e neo-zelandesas banirem as canções do músico, agora foi a vez do setor audiovisual: o episódio em que Jackson dubla um dos personagens de Os Simpsons será retirado de circulação.

    A decisão de retirar o capítulo "Stark Raving Dad" foi tomada coletivamente pelo produtor executivo James L. Brooks, o criador Matt Groening e o showrunner Al Jean após assistirem ao documentário Leaving Neverland (no original), exibido pela HBO.

    O Wall Street Journal foi o primeiro a relatar a notícia e a 20th Century Fox se recusou a se posicionar. "Foi uma escolha clara a se fazer. Os caras com quem eu trabalho, onde passamos nossas vidas argumentando sobre piadas, nós todos sentimos o mesmo em relação a isso", disse o produtor ao jornal.

    O episódio exibido originalmente em 1991, apresenta o Rei do Pop interpretando Leon Kompowsky, um homem que acredita ser Michael Jackson e Homer Simpson o encontra em um hospital psiquiátrico.

    Os produtores revelaram também que já haviam anteriormente pensado em retirar o capítulo, mas decidiram voltar atrás após os processos legais contra o cantor serem arquivados, em 2005. “Eu sou contra queimar livros de qualquer maneira. Mas esse é nosso livro e a gente está no direito de tirar um episódio”, disse Brooks.

    Sob o comando de Dan Reed, Deixando Neverland (de quatro horas de duração) traz os relatos de Wade Robson e James Safechuck, que conheceram o intitulado "príncipe do pop" durante a infância. Ambos afirmam terem sido abusados pelo cantor, quando tinham apenas 7 e 10 anos, respectivamente, contando as situações pelas quais passaram em gráficos detalhes.

    Deixando Neverland, será exibido no Brasil através da HBO, dividido em duas partes: no dia 16 de março, às 20h, e a segunda parte no dia 17, também às 20h.

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    Comentários
    • Indianara Auane
      Então temos um documentário de pessoas que disseram uma coisa em juízo e anos depois vêm dizer que o que falaram era mentira contra uma pessoa que já faleceu, ou seja, não há chances nem de resposta por parte do acusado e muito menos de averiguar o caso, já que lá se vão 10 anos da morte do Michael Jackson. Ser acusado é uma coisa, ser sentenciado e condenado por esta acusação é outra coisa. Ele já respondeu por vários processos relacionados a isso e foi inocentado por ausência de provas.Por fim, interessante que o simples fato de ele ser acusado por alguém por um crime já é motivo de boicote. Em contrapartida, parece que a filantropia, o seu profissionalismo (músicas que falam de preservação ao meio ambiente, de respeito ao próximo e etc.), angariar fundos para combater a fome na África nos anos 80 com uma canção que reuniu os maiores nomes da música à época (We are the world) e doar dinheiro arrecadado para instituições de caridade com a música They don't care about us ficam de lado.Eu acho que só haveria motivo para boicote depois de confirmado que ele realmente cometeu o crime. Mas hoje todo mundo é juiz de tudo. Abuso sexual é crime, assim como acusar alguém de cometer crime e falso testemunho também o são.
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