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    The Handmaid's Tale ganha vídeo 'Manifesto' narrado por campeã de Slam
    Por Rafaela Ferreira — 17 de fev. de 2019 às 07:15
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    "Mostra pra eles mulher, que estar viva por si só já é um manifesto".

    Inspirada no livro homônimo de Margaret AtwoodThe Handmaid's Tale acompanha uma sociedade teocrática onde as poucas mulheres férteis são obrigadas a viver como aias, gerando filhos para as famílias que estão servindo. Para celebrar sua estreia no Globoplay, a série ganhou um vídeo narrado pela vencedora do Slam SP 2017, Kimani. Confira:

    A terceira temporada da produção será lançada nos Estados Unidos em 5 de junho com as adições de Elizabeth Reaser (Crepúsculo, A Maldição da Residência Hill) e Christopher Meloni (Law & Order: SVU) ao elenco. A trama será focada na resistência de June/Offred (Elisabeth Moss) contra o regime de Gilead, enquanto traições, segredos e vinganças vão forçar todos os personagens a tomarem uma posição nessa luta.

    Enquanto as duas primeiras temporadas The Handmaid's Tale foram exibidas no Brasil pelo Paramount Channel, agora é o Globoplay que detém os direitos da série. O primeiro ano da produção já está disponível no canal de streaming.

    Confira a poesia da artista:

    Meu corpo sangra, senhor. Tem dó. 

    E há quanto tempo eles determinam nossas vidas.

    Vestindo azul ou vermelho, no final, somos todas inimigas?

    Eu não me reconheço “sob o olhar Dele”, nem a sua voz. Nos dividir e separar é o plano do algoz.

    Eu sei. Cada um sabe bem a dor de ser o que é, mas quem é que quer sentir na pele o que passa uma

    mulher?

    Abençoado seja o fruto! Criada pra servir a qualquer custo.

    Só reproduzir, só reproduzir.

    E desde quando o senhor se preocupa com o que eu vou sentir?

    O que queres de mim, meu bom senhor?

    Se eu tenho um preço, mas minha profissão não tem valor.

    E eu digo

    A liberdade sempre foi palavra ausente no nosso vocabulário. Mulheres de um lado, liberdade do outro, nós

    nunca andamos do mesmo lado.

    E tá claro. Nós, “sexo frágil” do lar, somos o capacho.

    Meu corpo ao outro pertence,

    Meu corpo é só pertence.

    Quarto de despejo não tem espaço pra quem sente.

    E o que sente?

    Que corpo treme ao deleito de outrem, mulher não tem direito a nada, só o outro tem.

    Todos os dias um abuso, um corpo roubado e o gosto amargo de ser descartável.

    Padrão tipo Offred, Ofglen. Perde o nome, a identidade e segue a sina.

    - Reproduza, linda menina.

    NÃO!

    Minha luta nunca será em vão.

    As minhas não tardarão, não silenciarão e a isso eu não me presto.

    Mostra pra eles mulher, que estar viva por si só já é um manifesto.

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