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    Titãs: Crítica da 1ª temporada
    Por Katiúscia Vianna — 11/01/2019 às 08:15
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    Série dos Jovens Titãs é bacana... Só esqueceu de focar nos Jovens Titãs!

    Nota: 3,0/5,0

    Titãs não tinha uma tarefa fácil pela frente. Como qualquer adaptação, precisava agradar aos fãs dos personagens originais e, ao mesmo tempo, conquistar um novo público. Mas, principalmente, ser o "show de abertura" do serviço de streaming da DC, antes de chegar à Netflix mundialmente. E desde o primeiro "F*ck Batman" dito por Dick Grayson (Brenton Thwaites) no trailer, prometia investir num lado obscuro, algo bem diferente das coloridas séries do 'Arrowverse' na CW. Num modo geral, o resultado até surpreendeu, mas está longe de ser perfeito.

    Apesar de ser descrita como uma série live-action de Os Jovens Titãs, a trama em si é focada no relacionamento entre Dick e Rachel (Teagan Croft) — também conhecidos como Robin e Ravena. Ele está fugindo do seu passado em Gotham City. Já a jovem possui um poder que não consegue compreender, sendo caçada por organizações misteriosas. A ideia não é ruim. Afinal, ambos precisam lidar com a escuridão dentro de si e constroem um laço que questiona o significado de família. O problema é que os outros membros importantes do grupo de heróis são esquecidos, mesmo tendo grande potencial. Kory/Estelar (Anna Diop) ainda ganha alguns momentos de destaque, mas Gar/Mutano (Ryan Potter) é praticamente um coadjuvante de luxo.

    Pensando na narrativa em si, o foco na mitologia de Ravena é acertada, já que a origem mágica da personagem é responsável por um dos melhores arcos dos Titãs. Por sua vez, a execução não é tão acertada. A escolha de apresentar uma Ravena inexperiente é ousada, funcionando bastante no início da temporada. Só que a enrolação para dar explicações ao público e a constante inocência de Rachel irrita o espectador e prende o desenvolvimento da história.

    Mas o grande problema da série reside nos ombros do ex-Robin. Nada contra seu intérprete, pois Brenton até traz uma performance ok. A questão é que boa parte da temporada é focada no personagem. Ou melhor, é clara a intenção dos produtores de tentar explorar a figura do Batman o máximo de tempo possível, a fim de agradar os fãs — mesmo sem escalar um ator para viver Bruce Wayne, a fim de não atrapalhar qualquer rumo que o Homem-Morcego tenha nas telonas com o Universo Estendido DC. Ao invés de conhecer mais sobre Kory e Gar, o público fica preso numa série de flashbacks desnecessários, que não acrescentam muito para a narrativa.

    Isso sem falar que todos os personagens relacionados ao universo de Dick Grayson são mais interessantes que o próprio vigilante/detetive. Hank (Alan Ritchson) e Dawn (Minka Kelly) são apresentados logo no início, mas só ganham profundidade na reta final, quando ganham um episódio solo que somente existe para aumentar o suspense de um cliffhanger envolvendo Kory. E, mesmo assim, o capítulo da dupla surpreende. Chegando quase aos 45 minutos do segundo tempo, Donna Troy (Conor Leslie) é pura simpatia, elegância e empoderamento; deixando o espectador na torcida por mais cenas dela. Até a breve participação do novo Robin, Jason Todd (Curran Walters) traz algo novo para a mesa. Dentre tantos heróis interessantes, Grayson fica bem ofuscado e parece só ganhar importância por ser o Robin!

    Outro grande defeito da trama está presente em seu ritmo. Ou a falta dele. Parece que a ordem dos episódios foi escolhida num sorteio, onde a narrativa central vive sendo cortada para inserir novos personagens ou fazer curvas desnecessárias. Após o já citado arco de Rapina e Columba, o mistério de Kory (uma das protagonistas, vale ressaltar!) só é esclarecido no penúltimo capítulo. A origem de Gar é contada em apenas uma cena, enquanto o resto de "seu episódio" só serve para dar um pontapé no spin-off de Patrulha do Destino. Assim, o que prometia ser uma aventura bacana se perde com exageros de fan service e ferramentas antiquadas para manter a atenção do público.

    Agora, chegou o momento de falar o que deixou todo mundo curioso e preocupado com Titans: a restrição etária. Realmente, a série não compartilha o clima feliz do 'Arrowverse', se aproximando mais de Gotham nesse sentido. A proibição para menores de idade permite incríveis e brutais sequências de ação, além de alguns palavrões aleatórios, mas não é muito utilizada em cenas de sexo, curiosamente. O resultado culmina num novo e interessante estilo para o gênero de heróis na TV. 

    Sobre o elenco em si, não há muito do reclamar. Brenton Thwaites se esforça para carregar a trama, mas é Anna Diop quem rouba todas as cenas. Ela constrói uma Estelar divertida, hipnotizante e poderosa — resultado ainda mais gratificante ao lembrarmos como a jovem atriz foi vítima de comentários racistas ao ser escalada como a heroína, mas acabou se tornando a melhor personagem da atração. Croft fica presa numa personagem que não evolui, enquanto Potter traz bom alívio cômico no pouco tempo que possui em tela. Dentre coadjuvantes, fica a aqui a torcida para Conor Leslie ser promovida ao elenco regular, pois deu até vontade de ver um spin-off sobre Donna Troy.

    Infelizmente, a temporada termina com um episódio bem fraco e completamente aleatório, puramente focado em fan service e tal anticlímax acaba por diminuir expectativas para o segundo ano. Por fim, se você é apaixonado por histórias de heróis, Titãs é uma boa pedida. Não é perfeita, mas taz algo diferente para um público cercado por tantas histórias do gênero. Só faltou ser realmente centralizada nos Jovens Titãs, ao invés de ser um Casos de Família violento sobre Batman e Robin.

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    Comentários
    • cristiano
      concordo
    • FrancKNegreiros
      Crítica superficial e sem nexo. Só faltou ser centralizada nos jovens titans. Queria que fosse igual o desenho? Colorido? A série fala de origens, os personagens estão se descobrindo. Crítica fraca.
    • Seu Lobato
      mas então.. não sendo racismo, vc escalaria uma branca para pintar ela de laranja, ou uma mulher negra para pintar de laranja na computação gráfica?...
    • Marcelo
      A serie é excelente! O prblema é como alguns ja falaram aqui: SE BASEIAM NAQUELE DESENHO TOSCO DOS TITAS CRIANÇAS QUE EM Nada TEM A VER COM OS QUADRINHOS! Já esta serie baseada(eu disse BASEADA) nos quadrinhos e portanto não totalmente FIEL,mas retrata bem as aventuras dos TITANS e sua origem,embora modificada em relação as HQS(nunca entendi essa mania de chamar quadrinhos ou gibis em HQ,mas ta valendo) ficou muito boa! Os efeitos não são lá grande coisa ,mas para quem é FÃ,o importante são as cenas de porrada e ação e ver seus heróis prediletos em LIVE ACTON! RECOMENDO A SERIE A TODOS!
    • Piteco
      Acredito que boa parte de quem nao gostou é por que está com o desenho Jovens Titãs de 2003 na cabeça. Cada nova adaptação nunca será 100% igual ao que já foi feito. Esse Titãs tem outra proposta, outro tom e foca em um publico jovem adulto, ao contrário do desenho que era focado em crianças e pré-adolescentes. Então é claro que não será igual, nem no tom, nem nas vestimentas. Jovens Titãs também é muito diferente do material original dos quadrinhos dos anos 80, mas ninguem reclama, só por causa da nostalgia. Estelar e Terra foram quem mais sofreram mudanças na versão animada. Nos quadrinhos Terra era uma vilã sem remissão, prostituta de Slade e psicopata, no desenho ela foi retratada como uma anti-heroina simpática. Estelar se vestia com roupas extremamente provocantes, mostrava todas as curvas, tinha o cabelo todo encaracolado ondulado, parecido com um estilo black-power, e lábios carnudos. Essa atriz que interpreta Estelar agora está fisicamente bem mais próxima à Estelar clássica do que com a versão Moe cartoon dos Jovens Titãs, quem a critica falando que ela nao parece nada com Estelar nunca deve ter lido os Novos Titãs da fase clássica de Marv Wolfman e George Perez.
    • Willian P.
      Curti bastante não é uma seria perfeita, mas entrega um baita boas vindas ao universo dos Titãs, as cenas de lutas são ótimas, a agressividade e o estio +18 ficaram ótimos, realmente a atriz da Ravena deixa a desejar em vários momentos, porém como o personagem está se desenvolvendo na serie é de se entender, também acho que o Mutano e a Estelar deveriam ter mais atenção nessa primeira temporada, porém são detalhes, no geral eu daria um 4,0 facilmente.
    • Dani
      Concordo
    • Dani
      Adorei o clima sombrio sem ser demais, mais realista sobre o que combater o crime com uma máscara faz com a pessoa, adoreia a seriedade como foram tratados os poderes (ninguém é super... todos estão se desenvolvendo)... Adorei a caracterização, Garfield ainda não é Mutano... tem muito pela frente... não ia querer uma Ravena locona de colam e capa, Robin perfeito e a Estalar está com toda sua essência lá.O ritmo da trama me agradou, as coisas encaixaram de forma satisfatória... só estou com raiva de ter que esperar até uma próxima temporada para mais.
    • Alison Do Nascimento
      alguém da uma surra na Ravena
    • Samuel
      A maioria das criticas é sobre a caracterização dos personagens. Não vi criticas sobre roteiro, coreografias, etc. Se tivesse ficado ruim eu até entenderia, mas se tratando de uma série +18 que teve pouco investimento, eu acho que ficou ok. E quanto ao roteiro, na minha opinião ficou muito bem feito, a forma como cada episodio se desenvolve, como eles vão se conhecendo, a história de cada um... Mil vezes melhor que Defensores por exemplo. Fora que a coreografia/cenas de ação ficaram MUITO boas. E a quantidade de fan service, eu achei animal. Por isso adorei a série como um todo, e gostei do final também.Nota 4,5Entrou na minha lista de melhores séries de herói. Ansiosíssimo para próxima temporada.
    • W Luis Oliveira
      não se trata de racismo, a Estelar não é preta e nem branca, ela é laranja, ela não é humana, ficou um lixo a Estelar pq ela n é branca e nem preta e não é humana
    • Pedro Henrique
      Essa ravena me deu uma dor no cu de tão chata que é, forçada, mimada e chorosa pra caralho, kkkk. De resto eu gostei da série
    • Paulo César
      Nossa, a quantidade de mulheres do cinema, principalmente agentes, que usam da sensualidade pra enganar homens porcos, que são prostitutas é brincadeira hein..Mulheres fortes incomodam.
    • Hendrewf Bezutti
      Serie Sensacional!!! Engraçado é ler o povo criticando... Nao consigo entender, porque nao apoiar a serie e dar uma chance? Desta maneira obviamente a netflix simplesmente param de produzir series do gênero. Outra coisa que ignoro é críticos KKKKKKK porque a opinião dos mesmo tem de sobressair das demais?
    • Gabriel Habacuque
      SPOILERPaulo César, na primeira aparição dela, mostra que ela se envolveu romanticamente com um mafioso só pra chegar na ravena, depois ela se joga pra cima do robin, pra finalizar, ela seduz o cara do trem porque acha que é um agente.
    • Gabriel Habacuque
      Concordo com Franscisco Bezerra Neto.Essa Estelar com essas roupas anos 80 não tem nada a ver com a serie, a caracterização ficou TERRIVEL
    • Gabriel Habacuque
      Quem fez a caracterização lixo da estelar, deve ter sido o mesmo que fez a do coringa do Jared Leto. Isso cagou tudo e me deixava incomodado só de olhar como ficou horrivel sempre que ela aparecia.Mas fora isso, a serie é boa e as interpretações satisfazem com exceção dos choros forçados da Teagan Croft (Ravena) que apesar disso, não decepciona nas outras cenas.
    • Gabriel Sena
      Você não viu a serie amigo ta sendo hater so por ser hater, ta se baseando em desenho e ta falando de Hqs que nem conhece
    • Gabriel Sena
      Como sempre o adoro cinema sendo toxico a tudo que a Dc produz, nada nunca é bom, site faz um desserviço a Dc comics enquanto tudo da Marvel é sempre bom, parcialidade estampada, besta é quem não vê
    • Stainer Silva
      Descordo totalmente, foi ótimo do inicio ao fim! Porém o final deixa a desejar!
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