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Elseworlds: Crítica do crossover de Arrow, The Flash e Supergirl
Por Katiúscia Vianna — 17/12/2018 às 01:00
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A 'Sexta-Feira Muito Louca do Arrowverse' diverte o fã, mas tem alguns problemas desnecessários.

Certas coisas viram tradições anuais. O show do Roberto Carlos no Natal. Receber a visita daquela tia que quer saber dos namoradinho(a)(x)s. Agradecer quando o 13º salário cai para poder pagar os boletos. E o crossover do 'Arrowverse'!

Critique o quanto quiser, mas a reunião de grandes heróis nas telinhas é sempre muito aguardada pelos fãs, mesmo sendo menor que blockbusters do MCU ou DC Universe. A premissa de 'Elseworlds' é simples. Porém, complicada. Barry (Grant Gustin) acorda na vida de Oliver (Stephen Amell) e vice-versa. Como ninguém acredita neles, a dupla viaja até a Terra de Kara (Melissa Benoist), onde conhecem o primo dela, Superman/Clark Kent (Tyler Hoechlin). A partir daí, realidades são reescritas e tretas começam.

Pela primeira vez sem o pessoal de Legends of Tomorrow, a opção de trocar as datas de exibições de The FlashSupergirl na televisão norte-americana é essencial para contar bem tal história, adotando os estilos de cada série. Não trazem grandes mudanças para suas histórias individuais, mas funcionam como evento televisivo. O começo é divertido, com uma lição e confronto final. Ou seja, The Flash. Depois, a história fica mais realista e sombria para aprofundar a situação. Arrow. Por fim, batalhas épicas mostrando como união faz a força. Supergirl. Desse trio, é novamente o capítulo focado na turma do Arqueiro Verde que desfalca a história, porém não atrapalha tanto o ritmo, como aconteceu em 'Crise na Terra-X'.

O centro da narrativa é justamente o 'bromance' entre Barry e Oliver, um grande acerto. Afinal, esse foi o pontapé do 'Arrowverse' e ambos despertam o melhor um do outro. A química entre os atores é ótima, incluindo a parceria com Melissa Benoist, quando Kara tenta ser a voz da razão dessa confusão (e das brigas entre os dois). Ver Allen se divertindo que nem uma criança com tal situação (principalmente ao se vingar com o nostálgico truque das flechas) ou tendo ciúmes de Iris (Candice Patton);  só demonstra como Grant Gustin tem um grande timing cômico, o que voltou a ser explorado nessa temporada de The Flash, felizmente. Continuem assim, por favor!

Mas a grande surpresa é ver como Oliver é o personagem mais desenvolvido por 'Elseworlds', mesmo ficando ridículo com uniforme de Flash. Afinal, Amell tem muito com o que trabalhar nesses episódios: abraçar o lado mais feliz de Barry, reparar os erros com Felicity (Emily Bett Rickards), improvisar diante do perigo, além de confrontar Monitor (LaMonica Garrett) para comparar sua posição como vigilante com o heroísmo de Flash e Supergirl. O crescimento do personagem desde a primeira temporada de Arrow é impressionante, mas não o transforma em alguém perfeito. 

A Kara de Melissa Benoist segue simpática, mas acaba sendo ofuscada, ao contrário de oportunidades anteriores, pois, quando não está com a dupla 'Flarrow', seu arco ainda envolve Clark Lent e Lois Lane (Elizabeth Tulloch). Se o herói já era aprovado pelo público, suas interações com a corajosa jornalista são belos destaques. A atriz assumiu agora o papel, mas já parece que estamos acompanhando esse romance por anos. A química entre eles é tangível e faz jus às outras épicas versões do casal. Por falar em referências, fica aqui o grande agradecimento ao produtor da CW que decidiu colocar a música de abertura de Smallville ao levar a trama para a Terra-38. Foi a cereja do bolo.

Por sua vez, o vilão Deegan (Jeremy Davies) não é tão desenvolvido, mas serve como o antagonista louco que abusa do poder em suas mãos. Ele surge como uma desculpa descarada para levar a história para Gotham City? Claro. Se é compreensível quando ele se transforma numa versão do Superman de uniforme negro para fazer o que quiser? Faria o mesmo. Já a inserção do Arkham Asylum é interessante, mas desperdiçada com uma luta sem sentido de Barry e Oliver contra Malcolm Merlyn (John Barrowman) e Flash Reverso (Tom Cavanagh). Ainda bem que Batwoman (Ruby Rose) põe logo um fim nisso.

Falando nisso, chegou a hora de analisar a nova heroína do pedaço. Como o episódio ambientado em Gotham City é o mais fraco, a moça saiu prejudicada e não faz uma estreia tão surpreendente quanto Lois Lane. Mas Ruby Rose é aceitável no papel, apesar de sua versão "civil" como Kate Kane só servir, realmente, para tentar apresentar o mundo de seu possível spin-off, o que não faz com muita criatividade. Já quando assume o uniforme, dá para ver que a atriz abraçou o papel e tem boas sequências de luta. Por fim, é a interação dela com Supergirl que acaba trazendo os melhores momentos de Ruby no 'Arrowverse'.

Pensando nos personagens coadjuvantes, dá para começar a falar sobre os dois grandes problemas de 'Elseworlds'. Se foi incrível ver Caitlin/Nevasca (Danielle Panabaker) e Diggle (David Ramsey) ganhando mais cenas como Cisco (Carlos Valdes) e Alex (Chyler Leigh), já passou da hora de ter mais consideração com as protagonistas femininas. Iris e Felicity simplesmente apareceram para reclamar da situação com seus respectivos amados. E estamos falando das mulheres que se viraram sozinhas em 'Crise na Terra-X'. Sem falar que, só nesse ano, uma pulou de um prédio e a outra está atirando nos inimigos sem medo. A ligação de Barry e Iris até surge como essencial para promover a viagem para Terra-38, consolidando-os nesse universo, mas depois a jornalista fica com medo do velocista ir para o lado sombrio como Arqueiro Verde. De onde veio isso? Interesses amorosos podem fazer muito mais que só apoiar, duvidar e trocar declarações. 

O segundo é 'fan service' demais. Sim, fazer referências é empolgante, mas precisam ter motivo. Ou então serem engraçadas e importantes o suficientes por sí só (vide o exemplo Smallville citado acima). Alguns easter-eggs utilizados nesse crossover somente foram jogados, sem acrescentar nada para a história. Batwoman só surge para tentar ganhar a própria série. Falaram tanto sobre John Wesley Shipp reprisando o uniforme do Flash dos anos 90, mas ele só aparece em três cenas minúsculas, que não afetam a narrativa. O próprio Monitor ainda é uma figura completamente desconhecida pelo público. Mas, agora, a gente sabe o motivo da última questão: tudo isso foi só um prelúdio para 'Crise nas Infinitas Terras'.

Por mais que o público esteja animado para ver uma das histórias mais clássicas da DC nas telinhas, fica uma sensação meio vazia ao fim do crossover. Ele é uma espécie de trailer para algo maior. É que nem ver Vingadores: Guerra Infinita, surtar com o final e, cinco minutos depois, pensar: "E agora?". Não entenda errado, 'Elseworlds' diverte, mas tinha potencial para ser muito mais. Afinal, unir Arqueiro Verde, Flash, Supergirl e Superman no mesmo quadro é o máximo de Liga da Justiça que a CW poderá oferecer!

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