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    Game of Thrones: Três teorias científicas que tentam explicar os longos verões e longos invernos em Westeros

    Haja determinação.

    O inverno chegou em Game of Thrones, depois de muitos anos de expectativa. Os fãs da história sabem que as estações do ano funcionam de forma diferente em Westeros. O tempo é dividido em longos verões seguidos de igualmente longos invernos, e não há uma duração específica para cada uma delas. O único padrão é que, quanto maior for o verão, maior é inverno que se segue.

    Um grupo de cientistas muito empolgados se dedicou à tarefa de descobrir por que, teoricamente, isso acontece em Westeros. Peter Griffith, que trabalha no campo do ciclo do carbono e de mudanças climáticas, e Thomas Douglas, um químico ambiental que trabalha no Alasca, são dois fãs muito animados e que não conseguem parar de criar teorias hipotéticas. Abaixo, listamos três (via Vanity Fair) que podem ajudar a compreender o clima dos Sete Reinos.

    Atenção: o conteúdo a seguir parece uma aula de geografia.

    Atividade vulcânica

    Mais de 300 anos antes da história 'atual' de Westeros, a Perdição de Valíria foi um evento que resultou na destruição da da civilização valiriana. A história conta que uma explosão catastrófica foi causada pela erupção de todas as Catorze Chamas dos vulcões ao mesmo tempo. O desastre, portanto, teria deixado consequências por séculos a seguir.

    Na Terra, as erupções vulcânicas causam mini-invernos que pulam a primavera. Os vulcões emitem ácido sulfúrico na troposfera e na estratosfera, o que afeta diretamente a temperatura.

    Segundo os cientistas, a Perdição de Valíria teria deixado consequências semelhantes ao ocorrido na erupção do vulcão Cracatoa, na Indonésia, causando o desaparecimento de ilhas e deixando nuvens de fumaça e ácido sulfúrico no entorno do local. Por isso, é possível que a erupção das Catorze Chamas pode ser o que causa os longos invernos e verões em Westeros.

    "Alguns geoquímicos acreditam que as emissões vulcânicas que causaram o Draccan Traps deixaram gases e partículas na atmosfera que deixaram a Terra em um inverno por anos", explicou Douglas em relação ao que teoricamente levou os dinossauros à extinção. "Então, se houver vulcões entrando em erupção a cada um ano ou dois, por 10 anos, em Westeros ou perto de lá, pode ser o que resulta em longas estações."

    Asteróides e meteoritos

    A principal teoria a respeito da extinção dos dinossauros aponta o impacto de asteróide no planalto de Deccan Traps, na atual Índia, como a principal causa.

    "Asteróides podem emitir muita poeira para o céu, o que iria resfriara a Terra por possivelmente múltiplos anos", explicou Douglas. Em Game of Thrones, a teoria é que algo semelhante possa estar acontecendo regularmente. Segundo a história, há um possível 'cometa vermelho', que é interpretado de várias formas diferentes nas visões dos Sacerdores de R'hllor.

    "A Escuridão vai assombrar o mundo. As estrelas irão sangrar. O sopro frio do inverno vai congelar os mares", diz uma das profecias de Melisandre. Por isso, pode haver uma teórica conexão entre os meteoros e os longos invernos.

    Ciclos das órbitas

    Douglas acredita que essa é a mais 'divertida' das teorias. A explicação simples é que o formato da órbita de um planeta influencia diretamente na duração das estações do ano. Quando a órbita da Terra é mais elíptica, por exemplo, as estações ficam mais extremas do que quando a órbita é circular.

    O químico ambiental postula: "Você pode imaginar que se Westeros estivesse em um planeta no qual esses ciclos são mais rápidos ou mais fortes, então o continente poderia entrar e sair de extremos verões ou invernos na escala de uma década. E você teria estações mais extremas." Sendo assim, seria um tanto imprevisível identificar quando ocorreria cada mudança de estação.

    Ou, por fim, você pode acreditar na explicação mais simples: é tudo mágica. Amém, George R.R. Martin

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