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    Netflix justifica cancelamentos de The Get Down e Sense8: "As pessoas estão assistindo?"
    Por Laysa Zanetti — 12 de jun. de 2017 às 12:56
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    Ted Sarandos comentou as decisões durante evento neste fim de semana.

    Após anos e anos de renovações desmedidas (e algumas vezes desnecessárias, diga-se de passagem), a Netflix quebrou a "confiança" dos fãs com os cancelamentos de The Get Down e Sense8, que vieram com alguns breves dias de diferença. A notícia veio como uma surpresa devido ao perfil grandioso das duas séries, mas elas têm ainda um outro ponto em comum que certamente favoreceu os cancelamentos: os altos custos.

    Reed Hastings havia explicado por que é importante cortar algumas séries para dar espaço a outras, antes de o canal anunciar o cancelamento de Sense8, e durante um debate no último fim de semana no ATX TV Festival, o CCO da empresa, Ted Sarandos, voltlu a tocar no assunto:

    "Relativo ao que se gasta, as pessoas estão vendo? Isso é bastante tradicional. Quando digo isso, uma série cara para uma audiência grande é algo ótimo. Uma série cara para uma audiência pequena é difícil até mesmo para o nosso modelo de funcionamento conseguir deixar no ar por muito tempo", concluiu.

    CEO da Netflix explica por que o canal deve cancelar mais séries

    A ideia de a Netflix – finalmente – começar a agir como uma emissora e cancelar séries com base na recepção e no resultado das contas é algo que agrada aos concorrentes, que vêm lidando há anos com a máxima de "mínimos cancelamentos" da gigante;

    "Estou feliz que eles estão cancelando séries", revelou o presidente do FX, Nick Grad, no mesmo evento, que acontece em Austin, no Texas.

    "Eles não podem ter dez mil séries... acho que isso os traz de volta para o ecossistema em que todos estamos tentando dar o nosso melhor e tomar nossas melhores decisões", completou Craig Erwich, do Hulu.

    Quando na última semana os fãs de Sense8 fizeram várias campanhas online para que a série fosse resgatada, muito se argumentou a favor da decisão da Netflix. Trata-se, afinal de contas, de uma empresa capitalista que visa o lucro – assim como qualquer outra. Mas a controvérsia ao redor destes cancelamentos é um pouco mais sensível quado toca na política adotada pela empresa em relação aos seus números de audiência. A maior justificativa do canal de streaming para não divulgá-los é o fato de eles, aparentemente, não interferirem nas decisões de renovação e cancelamento. Mas, a partir do momento em que a justificativa para cortar uma série da grade gira ao redor da conta audiência + custos, não seria uma atitude de 'má fé' continuar escondendo estes números?

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