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    The Walking Dead S07E15: 'Something They Need' prepara o terreno para o último episódio da temporada
    Por Vitória Pratini — 27 de mar. de 2017 às 12:00
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    Leia a nossa crítica do penúltimo episódio da sétima temporada de The Walking Dead.

    A um episódio do grande final da sétima temporada, The Walking Dead resolve voltar a focar em mais de um arco de personagem, fórmula que funciona e praticamente retorna aos tempos de ouro da série. O programa finalmente deixa os passos de zumbi para trás e acelera.

    O problema é que acelera até demais. O capítulo anterior, "The Other Side", terminou com um gancho para uma esperada cena de ação – Sasha (Sonequa Martin-Green) deixando Rosita (Christian Serratos) para atrás e entrando sozinha na base dos Salvadores –, momento que prometia empolgar "Something They Need". Só que "Algo que Eles Precisam" (tradução) pulou diretamente para o dia seguinte, com a personagem já capturada e Negan afirmando somente que ela "causou uma grande confusão na noite anterior".

    A questão é justamente que, em uma temporada com quinze episódios, alguns deles mostraram cenas longas e desnecessárias – como uma sequência sem falas antes do crédito de abertura no próprio "The Other Side" – enquanto outros ignoram momentos que o espectador aguardara há tempos.


    Ainda assim, o décimo quinto episódio apresenta bons momentos de tensão. Um deles é quando um membro dos Salvadores, David, entra na cela de Sasha e faz menção de estuprá-la. Felizmente, não tivemos mais uma cena gratuita e desnecessária, pois toda a constrangedora sequência é impedida com a chegada de Negan (Jeffrey Dean Morgan), que desaprova a atitude de David (mas, claro, para Negan está tudo bem abusar física e mentalmente das esposas que casaram forçadamente com ele...).

    Um dos pontos altos do episódio é a conversa pesada e emocional entre Sasha e o líder dos Salvadores, que testa a lealdade dela e pergunta se foi Rick (Andrew Lincoln) que a enviou – coroada pela frase "Rick? A sua vadia?". Negan, então, oferece que ela se junte aos Salvadores como Eugene (Josh McDermitt). Claro que o próprio Eugene, eventualmente, aparece por ali para tentar convencê-la que estar com Negan é melhor do que ver amigos morrerem (como se o dono de Lucille não fizesse maldades na sua base) e até invoca a memória do saudoso Abraham (Michael Cudlitz) para isso.


    Outro momento interessante é aquele entre Gregory e Maggie, que gera certa dúvida se o chefe de Hilltop iria atacá-la pelas costas ou não, e se foi ele que contou a Negan sobre os planos de Rick e seus amigos. Uma coisa confirmamos: ele não é páreo para zumbis, mas finge que é.

    Falando em mortos-vivos, The Walking Dead provou mais uma vez que consegue fazer ótimas cenas de ação entre humanos e zumbis. O enredo que dá nome ao epísódio, "Something They Need", mostra Rick & companhia invadindo em grande estilo a comunidade de mulheres Oceanside. Demorou, mas Tara (Alanna Masterson) contou ao líder de Alexandria que encontrou um pessoal cheio de armas muitos episódios antes. Tiro, porrada e bomba em uma empolgante sequência, e eles capturam as mulheres, pedem por suas armas e avisam que querem ajuda contra os Salvadores.

    Só que o barulho todo que eles fizeram atraiu uma horda de zumbis e todos são obrigados a se juntar e lutar, formando uma ótima equipe, no melhor estilo The Walking Dead, com Michonne (Danai Gurira) atirando com seu rifle de um local estratégico. Destaque para a maquiagem fantástica dos mortos-vivos – o que faz com que os duvidosos efeitos especiais apresentados em capítulos anteriores pareçam ainda mais... contrangedores.


    Apesar disso, Oceanside não vai se unir à briga. Afinal, nem todas desejam ir, principalmente Natania (Deborah May). É inexplicável porque só parte do grupo não pode se juntar à causa, mas todas – inclusive crianças e idosas. Entretanto, parece que uma pessoa está pronta para trair os Salvadores: Dwight (Austin Amelio), em um arco saído direto dos quadrinhos. A sombra vista no final de "The Other Side" era dele e não de Daryl (Norman Reedus). O que poderia ser uma cena proposital para confundir os fãs, na verdade pode ser considerado uma referência à influência que o personagem de Dwight nas HQs teve sobre a criação de Daryl na série. Para quem não sabe, Dixon não existe nos quadrinhos.

    The Walking Dead apresentou um episódio consistente, mas que deixa ainda mais pontas soltas. Aos poucos, a série prepara o terreno para a guerra contra os Salvadores... Mas pelo ritmo, parece mais que a briga terá seu ápice somente na oitava temporada.
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