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    Prison Break: "É como andar de bicicleta", diz Wentworth Miller sobre voltar ao papel de Michael Scofield (Entrevista)

    Nova temporada da série estreia na FOX no próximo dia 4 de abril.

    Praticamente oito anos após a exibição do último episódio, Prison Break retorna às telinhas da FOX no próximo dia 4 de abril. A quinta temporada da produção irá reunir quase todo o elenco original para nove episódios inéditos. O maior interesse dos fãs é saber o que aconteceu com Michael Scofield (Wentworth Miller), que havia sido dado como morto ao final da produção em 2009.

    E o AdoroCinema conversou com o próprio Wentworth Miller sobre o retorno ao seu personagem mais famoso. Confira o bate-papo na íntegra!

    Como é interpretar Michael novamente?

    É como andar de bicicleta. Eu não tive muito tempo para ver todos os nossos episódios anteriores novamente entre o fim das gravações da temporada de Legends of Tomorrow e o início das gravações dessa temporada de Prison Break, então eu tive que confiar que Michael ainda estava dentro de mim, em algum lugar. E ele estava.

    Como foi o primeiro dia de gravações e a reunião da equipe e do elenco?

    O primeiro dia foi muito atarefado como todos os primeiros dias são, gravamos no set da prisão, muitos figurantes. Eu estava do lado de dentro da cela, é claro, e Dominic Purcell estava do lado de fora. Isso foi o suficiente. Bastou olhar para ele, ouvir a voz dele e eu já estava de volta ao personagem e à relação dos dois.

    Esta nova temporada é parecida com as temporadas anteriores ou é mais como uma temporada autônoma?

    É possível apreciar esta temporada sem ter visto as anteriores, mas a nossa intenção é que ela funcione como uma continuação. Em termos temáticos - fraternidade, sacrifício, lealdade, família, tudo isso que os fãs apreciaram nas temporadas anteriores -, é a mesma tonalidade. Por outro lado, nós também tentamos atualizar a série para os dias de hoje. A ação desta temporada poderia estar acontecendo de verdade em alguma parte do mundo nesse momento.

    Vocês mudaram a abordagem nesta temporada por causa da notoriedade que a série adquiriu durante os anos?

    Isso não mudou minha ideia sobre a série. Sempre acreditei que a série estabeleceu um alto padrão de qualidade. Não estamos retornando por questões econômicas, estamos retornando porque queremos dar aos fãs uma nova temporada da mesma qualidade que as anteriores. Se não tivéssemos uma história que valia a pena ser contada, se não sentíssemos que esse retorno seria de alto nível, eu não teria aceitado fazer parte desta temporada.

    Quais eram suas condições para o retorno da série?

    Eu queria ter certeza que tínhamos uma boa história para contar e eu queria trazer a maior parte do elenco original de volta. Pensamos até mesmo nos atores que interpretaram personagens que já morreram. Pode ser que em um sonho, Michael converse com Bellick ou Westmoreland de novo. Isso é uma coisa da qual os fãs vão gostar muito: ver essa reunião, ver todos esses personagens de volta, interagindo de novas formas.

    Essa reunião será só para essa temporada ou podemos esperar outras temporadas?

    Vamos ver, vamos ver. Tudo depende de encontrarmos mais histórias de qualidade para contar, histórias que os fãs vão apreciar. Se encontrarmos, nós voltaremos. Mas, caso contrário, caso a história não valha a pena, então paramos por aqui.

    Michael está vivo. O que você pode nos contar sobre o que o personagem passou nesses últimos oito anos?

    Ele percorreu uma estrada muito sombria. Ele sempre foi um cara que perseguia uma boa causa, mesmo que isso sujasse suas mãos. No entanto, suas mãos estão imundas agora. O seu único objetivo nestes nove episódios é voltar para casa, voltar para sua família. Mas, quando ele chegar lá, sua família ainda vai conseguir reconhecê-lo? Ele vai conseguir voltar a ser o homem que Sarah conheceu?

    Você pode falar um pouco sobre a sua parceria com Dominic? Vocês se esbarram muito por aí.

    Temos muito respeito um pelo outro. Dominic é como um irmão para mim. Após fingir, dia após dia, durante oitenta e um episódios, que ele era meu irmão, ele acabou se tornando meu irmão. Desde o fim da série, nós mantivemos um relacionamento tanto pessoal quanto profissional que essa temporada só ajudou a incrementar.

    Com a série disponível para streaming, algumas pessoas dizem que é como se Prison Break ainda estivesse no ar.

    É verdade. Eu encontro novos fãs o tempo todo, que estão assistindo à série atualmente como se ela estivesse no ar.

    Por que você acha que as pessoas ainda assistem à série, tanto tempo depois?

    Existem várias respostas para essa pergunta. A série trata de temáticas universais, temas com as quais as pessoas se relacionam não importando o idioma que falam ou suas culturas, há o gancho da conspiração realizada pelo governo, o gancho da prisão. Eu acho que Prison Break aperfeiçoou a técnica de prender a atenção do espectador, semana após semana, deixar o suspense no ar. Eu acho que os fãs vão precisar de um pouco de paciência agora, não vão poder baixar os nove episódios todos de uma vez, vão ter que esperar para ver o que acontece a cada semana.

    Qual é a diferença entre os fãs de Flash e os fãs de Prison Break?

    Eu acho que os fãs das duas séries são parecidos. Prison Break é uma série que sempre teve algumas características das histórias em quadrinhos, coisas que você não conseguiria colocar em uma série como Mad Men, por exemplo. Particularmente, eu acho que Michael Scofield tem uma faceta de super-herói em sua personalidade. Ele é capaz de aguentar coisas que nem todo mundo é capaz de aguentar, mas, ao mesmo tempo, ele é muito humano, é possível se identificar com Michael. Essa é a mesma abordagem que tento trazer para a minha interpretação do Capitão Frio em Legends of Tomorrow e The Flash: um super-herói que é humano e com o qual você pode se identificar.

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