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    Faking It: Criador da série fala sobre o cancelamento e o que esperar do episódio final
    Por Laysa Zanetti — 13 de mai. de 2016 às 22:48
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    Faking It não chegou a fazer expressivos números de audiência, mas durante suas três temporadas na MTV, a comédia foi bastante elogiada pelo seu público. Mesmo assim, a série foi uma das que não sobreviveram aos cancelamentos, e a emissora anunciou nesta sexta-feira (13) que a atual temporada será a última.

    Em entrevista para o The Hollywood Reporter, o criador da série, Carter Covington, contou quais foram os motivos que levaram a emissora a tomar a decisão, falou do orgulho que sente por ter contado a história e ainda explicou se há ou não esperança para uma quarta temporada em outra emissora.

    Segundo Covington, a decisão foi basicamente devido à audiência. “Nós sempre soubemos que estávamos na bolha. Como uma série, nós entregávamos – cada temporada tem sido uma pequena decisão sobre termos ou não mais episódios. Sempre estivemos preparados para um cancelamento, mas quando os números começaram a sair para esta temporada, ficou bem claro que não estávamos indo tão bem.”

    Ainda assim, o produtor revelou que ele chegou a conversar com a MTV a respeito de uma quarta temporada, e argumentou que, caso fosse renovada, a última seria para dar um adeus aos fãs. “Eu tenho uma ótima história que eu poderia contar. Eu contei isso a eles como uma forma de pedido final, mas eu acho que não foi o suficiente”, declarou.

    Faking It é centrada na história de duas amigas, Amy (Rita Volk) e Karma (Katie Stevens) que ganham popularidade no colégio quando são confundidas com um casal. Ao longo das temporadas, a história foi capaz de abranger diversos públicos e tocar em temas como descoberta sexual de forma inovada. Para Covington, o maior legado que sua série deixa é uma nova forma de narrativa:

    “Minha esperança é que Faking It vai ser a primeira série que começou o que eu chamo de era pós-gay da televisão. Nós sempre tentamos abordar a narrativa como vindo de um lugar além do 'sair do armário' e realmente explorar a vida de nossos personagens, independente da sexualidade. Eu espero que outras séries aproveitem isso e deem continuação. O público está pronto para séries que não foquem nas diferenças da sexualidade dos personagens e falem mais sobre as características comuns a todos os seres humanos.”

    Apesar disso, embora muitos fãs mantenham as esperanças de ver a série ganhar uma quarta temporada em outro lugar, o criador disse que as chances são remotas. Para que isso acontecesse, algum canal terá que demonstrar interesse em comprar a série, que foi produzida nos estúdios da MTV. “E porque nossa audiência não é forte, eu não sei se haverá alguém interessado. Infelizmente, eu acho que esse é o fim”, contou.

    O último episódio da série vai ao ar nos Estados Unidos na próxima terça-feira, e para Covington, ele funciona como um encerramento. O produtor explicou que a sua série anterior, 10 Things I Hate About You, terminou com várias histórias em aberto e, por isso, ele decidiu terminar a terceira temporada de Faking It de forma que, embora tivesse um gancho, fosse feliz. “É ano novo e há novos relacionamentos e todo mundo vai beijar alguém à meia-noite.”

    Mas será que restou algum arrependimento?

    "(...) que eu nunca consegui explorar Karma e Amy juntas. Eu nunca consegui olhar para dentro da Karma e fazê-la questionar a amizade e o motivo de a afeição que ela sente por Amy ser tão intensa. Eu estou triste que eu não vou conseguir ter a chance de fazer isso. Eu acho que os fãs realmente mereciam e eu estou triste por eles não terem isso."

    Mas isso não significa que ele também não tenha ficado bastante orgulhoso com o trabalho:

    "A série vai ser lembrada pela Lauren (Bailey de Young) ter se revelado intersexual e ser a primeira personagem regular que é intersexual na televisão, e por ter tantos fãs intersexuais que se viram representados (...), e o que isso significa e o quanto é importante para eles se verem refletidos na TV -- eu estou muito orgulhoso de ter podido contar essa história. (...) Eu espero que nós tenhamos sido apenas a primeira série a fazer isso, e que as pessoas intersexuais não tenham que esperar outros 10 ou 15 anos para se verem na televisão novamente.”

     

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