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    Amor com Data Marcada: Crítica do filme da Netflix
    Por Katiúscia Vianna — 28 de out. de 2020 às 16:52
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    Emma Roberts e Luke Bracey estrelam a comédia romântica.

    Nota: 3,0/5,0

    Com o final do ano se aproximando, chega o momento dos filmes natalinos invadirem as telinhas. Recentemente, a Netflix vem investindo pesado no gênero, e 2020 não vai ser diferente. Começando os trabalhos dessa programação especial surge Amor com Data Marcada, nova comédia romântica estrelada por Emma Roberts. O longa não é apenas natalino, mas sim surge para abordar todo o calendário. 

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    A história começa quando, após um encontro inusitado, Sloane (Roberts) e Jackson (Luke Bracey) fazem o pacto de serem "holidates" — ou seja, ser seu acompanhante durante as festas de feriados. Ele dá a ideia para fugir de pretendentes que buscam compromisso em tais datas. Ela aceita por estar cansada da pressão de sua família para encontrar um namorado, querendo ficar sozinha após ter seu coração partido.

    À primeira vista, incomoda como quase todos os personagens da trama insistem que Sloane precisa encontrar a "outra metade da laranja", por mais que ela diga que está bem solteira (só que, na realidade, não está, então não ajuda muito a defender o time dos solteiros). Mas duas coisas absolvem a temática de Holidate (no original). Para começar, é possível se identificar com a trama, pois todo mundo tem um parente inconveniente que pergunta "e os namoradinhos?" na ceia de natal, né?

    Em segundo lugar, trata-se de um filme sobre o amor. De forma descarada, o roteiro de Tiffany Paulsen sabe que é uma comédia romântica e não tenta reinventar a fórmula clássica. "Algo impede o amor dos dois, mas todo mundo sabe que eles vão terminar juntos pelo pôster" é uma frase que Sloane entoa, sem saber que cerca de uma hora depois, ela mesma vai repetir os mesmos erros dos romances da ficção. Mas o espectador sabe que isso vai acontecer.

    Então, o verdadeiro trunfo de um filme de romance é a forma como se chega até o final desejado. Nesse quesito, Amor com Data Marcada começa de forma criativa, pela abordagem mais adulta de seu humor. Não é um filme proibido para menores, mas também não é a obra mais recomendada para ver com toda a família — inclusive para pequenas mentes impressionáveis. Mesmo assim, o clima criado pelo diretor John Whitesell funciona, principalmente pela química palpável de Emma Roberts e Luke Bracey, que se divertem com o roteiro. 

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    O problema é que a história começa a apresentar um cansaço no final do segundo ato, repetindo o esquema de "cada feriado, uma nova confusão", e chegando a apelar para piadas escatológicas. Acrescente isso a subtramas sobre cada personagem coadjuvante, que parecem surgir apenas para preencher o tempo total do filme. É uma tentativa louvável de aproveitar talentos como Kristin Chenoweth e Jessica Capshaw (Grey's Anatomy), mas elas não chegam à ser aprofundadas e encontram resoluções praticamente instantâneas.

    Porém, mesmo com seus defeitos, é inegável que a história vai arrancar algumas risadas, seja pelo uso inusitado da canção "Move Bitch" ou os diálogos afiados de Sloane e Jackson. E, no final das contas, o que interessa numa comédia romântica é que ela seja capaz de cativar o público, deixando um sorriso no rosto do espectador. Amor com Data Marcada consegue fazer isso muito bem, então foi uma forma divertida de começar essa reta final de 2020. Ainda mais num ano em que, realmente, a gente precisa rir um pouco...

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    Comentários
    • Maria Cordovil
      Eu acho que o filme poderia conservar a linha romântica e deixar de lado as apelações e certas cenas constrangedoras. O que valeu a pena foi ver o bom trabalho e a beleza de Luke Bracey.
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