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    Documentário sobre Blackpink mostra como funciona o treinamento para formar grupos de K-Pop
    Por Nathalia Jesus — 14 de out. de 2020 às 17:40
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    O quarteto sul-coreano, que já colaborou com Lady Gaga e Cardi B, estreou o documentário da Netflix, Blackpink: Light Up The Sky.

    Nesta quarta-feira (14), o documentário BLACKPINK: Light Up The Sky foi lançado na Netflix. O longa acompanha a trajetória das quatro integrantes Lisa, Jennie, Rosé e Jisoo (que recentemente foi escalada para um novo drama coreano), mostrando ao público os bastidores da apresentação do grupo de K-Pop no Coachella, em 2019.

    Séries coreanas na Netflix para quem nunca assistiu

    Além das cenas que apresentam a preparação de Blackpink para o festival, o documentário aborda questões pessoais das integrantes, início e construção de carreira, relação do quarteto com a fama e os aspectos que diferenciam o K-Pop de outros gêneros musicais. Entre os assuntos mencionados, elas comentam sobre como funciona o treinamento obrigatório que todos os cantores sul-coreanos passam para entrarem em um grupo ou estrear como artista solo. Para entender o processo por trás da indústria do K-Pop, o AdoroCinema preparou uma lista com o passo-a-passo de como funciona.

    Tudo começa no recrutamento

    Assim como em entrevistas de emprego, estrelas de K-Pop adentram a indústria a partir do recrutamento. Essa primeira fase é, literalmente, a base da carreira desses artistas, não apenas porque é o primeiro momento que entram em contato com a empresa, mas também por não haver um grande espaço para artistas independentes na Coreia do Sul. Diferente de como funciona nos países do Ocidente, não há um grande progresso ou expectativa de sucesso para cantores que se tornam repentinamente famosos no Youtube, por exemplo. 

    Por este motivo, existem as companhias de entretenimento para gerenciar carreiras de quem são considerados promissores. Inicialmente, os agentes abordam adolescentes nas ruas ou, geralmente, portas de escola, oferecendo um cartão com informações de contato para participarem das audições. Para pessoas não-coreanas, (como a Lisa, que é tailandesa, e Rosé, neozelandesa) o recrutamento ocorre em eventos internacionais em vários países - inclusive, em 2017, aconteceu no Brasil pela primeira vez, promovida pela maior empresa do ramo, SM Entertainment.

    É muito comum que esses jovens sejam convidados por estudarem em escolas de artes, por se apresentarem nas ruas ou simplesmente por serem bonitos. Mas, embora a aparência seja um aspecto importante para o K-Pop, é o teste de talentos que decide quem será aceito. 

    Mudança de casa e rotinas

    Após serem aceitos nas audições, a maioria desses jovens saem de casa por morarem longe do centro de treinamento - é o caso de Rosé, que morava na Austrália e teve que ir para a Coreia. No entanto, a companhia oferece todo o suporte para os trainees, fornecendo moradia em dormitórios compartilhados, alimentação, saúde e escola. Os estrangeiros recebem aulas do idioma local. Na nova casa, eles são supervisionados por agentes que cuidam da ordem do local, comportamento e, principalmente, vigiam para que não haja namoro entre os adolescentes. 

    Treinamento que dura anos

    Assim como Jennie menciona no documentário, o treinamento intensivo é, de fato, o que mais diferencia os cantores de K-Pop de quaisquer outros. Uma vez que se estabelecem em suas novas moradias, os jovens passam por treinamentos de voz e dança, que são as bases fundamentais para todos os integrantes de um grupo. Também aprendem rap, mas é algo mais direcionado a quem for escolhido para assumir essa função. Além de receberem instruções no ramo artístico, também aprendem normas de etiqueta e de como lidar com a mídia.

    Conforme são treinados, passam por avaliações semanais em que recebem notas por desempenho. Vale lembrar que essa etapa pode durar meses ou, em casos mais comuns, anos. É importante que sempre estejam cada vez melhores durante esses testes periódicos, principalmente porque passar na audição não garante que vão estrear. Tem jovens que estão há anos nesse processo e não conseguem debutar. 

    A tão sonhada estreia

    Após muito tempo de preparação para estarem prontos para fazer parte de uma equipe completa em todas as atribuições artísticas, nasce um grupo de K-Pop. Todos são compostos por pilares básicos que são: vocal, dança, rap e visual. As tarefas são divididas e os integrantes, com o passar do tempo e dependendo da empresa na qual fazem parte, possuem mais liberdade para escrever suas próprias músicas e trilhar caminhos alternativos como moda, rádio, cinema e TV - como o ator Do Kyungsoo que estrelou muitos filmes e dramas, mesmo sendo membro ativo do grupo masculino EXO.

    A flexibilidade na carreira deles também permite que participem de outros grupos e que façam projetos como artistas solos, sem a necessidade de abandonar o projeto original - imagina quantas boybands do Ocidente poderiam existir até hoje se houvesse essa liberdade? As integrantes de Blackpink, assim como outros grupos femininos de K-pop, também estão expandindo seus projetos de carreira solo, como é o caso de Jennie, que lançou seu primeiro single em 2018, e Rosé, que a empresa YG Entertainment prometeu dar a ela essa oportunidade e os fãs esperam ansiosamente.

     
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