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    O Diabo de Cada Dia: "A temática do filme fala diretamente com o tempo em que vivemos", diz diretor Antonio Campos (Entrevista)
    Por Barbara Demerov — 15 de set. de 2020 às 17:01
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    Filme chega à Netflix nesta quarta-feira, 16 de setembro.

    O Diabo de Cada Dia, filme dirigido por Antonio Camposé um dos lançamentos mais aguardados da Netflix para o mês de setembro. Protagonizado por Tom Holland, este thriller psicológico também conta com grande elenco: Robert Pattinson, Mia Wasikowska, Sebastian StanBill Skarsgård e Jason Clarke.

    A produção entra no catálogo do streaming amanhã, dia 16 de setembro. Aproveitando a ocasião, o AdoroCinema pode conversar com Antonio Campos sobre seu novo longa. Confira abaixo.

    O filme parece ter a mesma divisão de capítulos que a do livro. Como foi o processo de escolha da melhor forma de contar a história?

    O livro vai de um personagem ao outro, pulando de lugar em lugar. Eu e meu irmão [Paulo Campos, co-roteirista] queríamos recriar as sensações que tivemos quando lemos o livro pela primeira vez. Eu queria encontrar o espírito do livro e colocá-lo na tela. Não necessariamente repassando tudo o que aconteceu no livro da mesma forma no fime, mas criando uma experiência imersiva.



    Você tem um grande elenco em mãos, que é bem equilibrado entre as tramas. Como diretor, como trabalhou para obter o melhor diante de personagens tão complexos e imperfeitos?

    Eu tive uma sorte enorme por contar com este elenco. Havia uma confiança mútua no set de filmagens. O que era mais importante no filme, por conta destes personagens serem tão complicados e fazerem coisas terríveis, era criar uma comunicação com a humanidade de cada um. A conexão com este lado do "coração" era muito importante para que uma compreensão mais profunda com cada personagem fosse capaz de acontecer. Bodecker [personagem de Sebastian Stan], por exemplo, poderia ser interpretado por outro ator como alguém simplesmente mau, mas sua interpretação não deixou que ela fosse algo tão simples. Com Tom Holland é a mesma coisa; ele nunca havia feito algo assim antes deste filme. Ele é um ator tão bom, tão esperto. Ele podia ir para este lugar mais obscuro, mas ele tem um coração tão bom... É uma contradição que eu gosto bastante com relação a ele e Arvin [seu personagem]. É uma pessoa que você pode se conectar.

    A Netflix estreou vários filmes durante a pandemia e mais pessoas os estão assistindo porque estão mais em casa. Mas filmes do gênero thriller psicológicos, como o seu, são lançados em menor número. Quais são suas expectativas para o lançamento do filme?

    Eu espero que as pessoas gostem e reflitam com o enreod. Esta realmente é uma história diferente de outros filmes que estão saindo recentemente nas plataformas digitais. É um ano complicado, diante do que está acontecendo no mundo. Mas acredito que O Diabo de Cada Dia dialoga com a religião e o extremismo, e sua temática fala diretamente com este tempo em que vivemos.

    Leia a crítica de O Diabo de Cada Dia

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